Teorias do Valor, Salários, Renda, Juros e Lucro

Economia10,68 KB

Teoria subjetiva do valor

Teoria subjetiva do valor.

A teoria subjetiva ou marginal depende do idealismo e pressupõe que o indivíduo toma decisões pessoais para alcançar a satisfação máxima, a qual é medida e avaliada (valorizada) individualmente.

Subjetivista: utilidade — refere-se à capacidade dos bens de satisfazer as necessidades humanas. A utilidade relaciona-se à escassez na determinação do valor de um bem.

Na medida em que um indivíduo possui mais unidades de um bem, atribui-se menor utilidade (valor) a cada unidade adicional.

Lei dos rendimentos decrescentes: à medida que o indivíduo dispõe de uma maior quantidade de um bem, o valor atribuído a cada unidade tende a diminuir em relação direta ao aumento das unidades do bem em questão.

Utilidade total: é a satisfação total que um indivíduo obtém da posse ou do consumo de bens.

Utilidade marginal: é o acréscimo da utilidade total causado pelo aumento em uma unidade consumida, possuída ou produzida.

Teoria objetiva do valor

Teoria objetiva do valor

Karl Marx desenvolveu esta teoria. Procura explicar historicamente o conceito de valor e tem três características principais:

  • Histórica: parte do abstrato para chegar ao concreto.
  • Objetiva: analisa a manifestação real do valor na sociedade e o conceito de valor social.
  • Social: o importante é o valor social e não o valor que cada indivíduo atribui isoladamente.

Conceito e classificação dos salários

Conceito: o salário é a compensação pelo trabalho.

O salário é uma categoria histórica ligada ao desenvolvimento do capitalismo. Assim, o salário é o pagamento pelo trabalho ou o preço pela utilização da força de trabalho.

Em um conceito mais claro:

Os termos relacionados ao trabalho incluem: salário, pagamento, remuneração, honorários, entre outros. Pode-se estabelecer prazos como quinzena ou semana para o pagamento dos salários. Os salários podem ser classificados como segue:

  • Salário individual — salário para um indivíduo específico ou tarefa específica.
  • Salário total — Salário em
  • Salário nominal — Salário até
  • Salário real — Salário médio
  • Vencimento base — Salário contrato
  • Salário mínimo — Salário por tempo

Teoria objetiva e subjetiva dos salários

Teoria objetiva

Teoria objetiva: a teoria objetiva do valor salarial afirma que o trabalho socialmente necessário de todos os agentes da sociedade economicamente cria o produto social, e é esse produto que é repartido entre as diferentes classes sociais. Esta teoria estuda e analisa o sistema capitalista em particular. Uma parte do produto social é distribuída aos trabalhadores assalariados, sendo determinada por leis objetivas do capitalismo.

Teoria subjetiva

Teoria subjetiva.

Esta teoria, também chamada de marginal, argumenta que o salário é a remuneração do trabalho. Alguns pressupostos da teoria subjetiva do valor incluem a produtividade marginal decrescente dos fatores. A teoria subjetiva da distribuição afirma que a remuneração de cada fator de produção é feita de acordo com a produtividade marginal desse fator. Desta forma, o salário é determinado pela produtividade marginal do trabalho.

Diferenças entre teoria objetiva e subjetiva dos salários

  • Na determinação dos salários, a teoria objetiva refere-se a meios sociais; a abordagem subjetiva utiliza curvas e equações matemáticas tecnicamente preparadas.
  • A medida dos salários é objetiva na teoria objetiva; é subjetiva na teoria subjetiva.
  • A explicação da teoria objetiva é abrangente, pois procura analisar o comportamento de todas as relações sociais de produção e distribuição no sistema capitalista. A teoria subjetiva é, em parte, limitada ao âmbito da entidade econômica (a empresa) e é incapaz de explicar o salário social e o emprego globalmente.
  • A teoria objetiva descreve os fatos como eles são e reflete a realidade; a parte subjetiva apresenta os fatos conforme a interpretação teórica de quem a defende.
  • A teoria objetiva considera o trabalho socialmente necessário como criador de valor; a teoria subjetiva considera a utilidade marginal como criadora de valor.

Teoria da renda

Teoria da renda

Conceito: é o pagamento feito pelo uso da terra. Corresponde à parte da colheita que se paga ao proprietário pelo uso dos poderes originais e indestrutíveis do solo. O arrendamento é uma das formas de remuneração da renda. O senhorio é o dono que cede seu imóvel por um tempo especificado mediante o pagamento estabelecido em contrato; o inquilino paga o aluguel pelo seu uso. A renda no sistema capitalista existe por causa do monopólio da terra pelos proprietários e pelo fato de que a terra é um recurso limitado, com qualidades distintas.

O aluguel é parte do excedente econômico criado pelos trabalhadores produtivos e pode ser gasto em consumo ou investimento.

Teorias da renda

Ricardiana

Ricardo afirma que a renda surge porque a terra de boa qualidade é escassa e, à medida que a população cresce, é necessário cultivar terras de qualidade inferior ou mal localizadas. Ricardo fala de renda diferencial baseada nas diferentes qualidades da terra. Ele ilustra que, com a mesma quantidade de trabalho e capital, mas com terra de qualidade diferente, apenas o proprietário das melhores terras — as mais férteis — obterá renda.

Ele diz que o valor das mercadorias é medido pelo trabalho necessário para produzi-las nas piores condições e, consequentemente, o valor e o preço dos produtos agrícolas aumentam quando ocorrem más condições, porque exigem mais trabalho, não por causa da renda a pagar. Conclui: "... é caro porque o trigo está escasso, mas o aluguel é pago porque o milho é caro ..."

Teoria marxista

Para Marx, o aluguel é uma parte do ágio gerado pelo trabalho dos assalariados, apropriada pelos proprietários porque estes são donos da terra. A renda representa o excesso de valorização sobre o lucro médio na agricultura.

Teoria marginal

A teoria marginal explica que os proprietários recebem rendimentos porque possuem um fator de produção limitado e, consequentemente, aumentam sua produtividade marginal proporcionalmente ao aumento da demanda. Por um lado, há uma oferta restrita de terra, limitada a um certo ponto (oferta inelástica); por outro, a demanda por terra pode aumentar, elevando a renda.

Teorias do juro (juros)

Teorias do juro

Conceito: é o preço pago pela utilização de recursos emprestados. Esses fundos podem ser usados para a compra de bens ou de capital no processo de produção.

Importa saber quem é o credor, quando o empréstimo é pago e recuperado. Classificam-se os juros conforme o prazo:

  • Juro de curto prazo — quando o crédito não excede um ano (pode ser por período menor).
  • Juro de longo prazo — créditos recebidos por prazo superior a um ano.

Com base no método de cálculo, podem ser:

  • Juros simples — cobrados pelo uso do capital em um determinado período.
  • Juros compostos — quando o juro não é cobrado apenas no final de cada período, mas é acumulado sobre o principal, gerando juros sobre juros.

Teorias do juro (continuação)

Esta teoria marginal explica que o juro é determinado pela produtividade marginal do capital emprestado, considerando rendimentos decrescentes dada uma certa combinação de fatores. Assim, a taxa de juro é determinada pela produtividade marginal do capital de empréstimo.

Teoria marxista — supõe que o juro é uma parte do excedente, ou seja, do trabalho não remunerado dos trabalhadores; os donos do capital de crédito apropriariam os juros do empréstimo ao longo do tempo.

Teoria keynesiana — Keynes afirma que o juro é o pagamento pelo uso do dinheiro. Os juros são um fenômeno monetário, que depende da oferta e da demanda por moeda. A importância do juro está no fato de que, a partir de um determinado nível de rendimentos esperados pelos empresários, determina-se o investimento, o nível de emprego, a renda e a demanda efetiva.

Teoria do lucro

Teoria do lucro

Conceito de excedente: o capitalista recebe investimento de capital. O objetivo do capitalista é obter lucro: depois de recuperar o investimento, o remanescente constitui o ganho. Diferentes tipos de lucro são divididos conforme a produção e sua importância. A renda de uma sociedade pode ser dividida entre salários e mais-valia.

Reiteração da teoria subjetiva (texto original)

TEORIA SUBJETIVA.-

Esta teoria, também chamada de marginal, argumenta que o salário é a remuneração do trabalho. Alguns dos pressupostos da teoria subjetiva do valor incluem a diminuição da produtividade dos fatores. A teoria subjetiva da distribuição afirma que a remuneração de cada fator de produção é feita de acordo com a produtividade marginal de cada fator. Desta forma, o salário é determinado pela produtividade marginal do trabalho.

Indica que existe primeiramente um valor social que é compartilhado entre os diferentes membros da sociedade. Uma parte integrante do valor é destinada aos salários; outra parte corresponde ao lucro, aos juros e aos ganhos de capital que formam a renda.

Baixar

PDF Word HTML