Tipos de Necrose e Acúmulos Intracelulares Patológicos

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Tipos de Necrose

Necrose de Coagulação

É o processo de necrose isquêmica mais comum. Ocorre, por exemplo, nos rins, coração, fígado e adrenais. Há desnaturação proteica de forma que as enzimas não completam o sistema de autodigestão. A célula é convertida em um coágulo acidófilo sem núcleo. Por ainda haver contorno celular, é possível a identificação do tecido. A necrose de coagulação pode se transformar em necrose de liquefação se a atividade digestiva for completada por enzimas bacterianas.

Necrose de Liquefação

Processo que ocorre no Sistema Nervoso Central (SNC), onde as enzimas finalizam a autólise. O tecido vira uma cavidade cheia de líquido e restos celulares. Pode acontecer que o tecido se apresente inicialmente como necrose de coagulação e, após sofrer digestão enzimática, apresente necrose de liquefação.

Necrose Gangrenosa

É a evolução da necrose de coagulação para necrose de liquefação.

Necrose Caseosa

Típica de lesão tuberculosa. A célula não fica totalmente preservada nem totalmente liquefeita. O tecido é semelhante a uma massa amorfa branco-acinzentada. É comum surgir ao redor uma cápsula fibrosa e uma reação inflamatória intensa.

Necrose Gordurosa

Ocorre em tecidos adiposos, como naquele encontrado ao redor do pâncreas. O conteúdo lipídico é digerido até glicerol e ácidos graxos pelas lipases lisossômicas. Os ácidos graxos livres reagem com íons cálcio, formando sabões insolúveis de cálcio. Estes sabões apresentam-se microscopicamente como massa altamente basofílica e macroscopicamente, nos pontos necróticos, aparecem brancos e opacos, semelhantes a um ponto de giz.

Armazenamentos Intracelulares Patológicos

  1. Substância normal em quantidade anormal:
    • Triglicerídeos (esteatose): Pode ocorrer em qualquer local. É o excesso de TGI em células que não deveriam armazená-lo. Se evoluir, pode virar uma necrose gordurosa (ex: fígado).
  2. Substância anormal: (Fruto do metabolismo anormal).
  3. Substâncias Coradas: São pigmentos endógenos (formados pelo próprio corpo) e exógenos (formados no exterior e que penetram no organismo).

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