Walter Benjamin e a reprodutibilidade técnica da arte: aura, fotografia e cinema
Resumo
O texto apresenta a análise de Walter Benjamin em "A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica" sobre como a fotografia e o cinema alteraram o conceito de obra de arte. Aborda a evolução das técnicas de reprodução, o fim da aura e a passagem do valor de culto para o valor de exposição.
Pontos-chave
- A xilogravura, invenção chinesa do século VI, reforça a relação entre o homem e a natureza através da madeira.
- A litografia permitiu a reprodução em série de forma contínua e acelerada.
- A fotografia expandiu o sentido da visão e acompanhou o ritmo do capitalismo.
- A aura, termo adaptado por Benjamin, está ligada à unicidade e autenticidade da obra.
- Na fotografia, a separação entre negativo (original) e cópia faz com que a imagem deixe de ser única.
- O cinema une visão e audição, traz atualidade e depende de câmeras e de produção coletiva de alto custo.
- Com a evolução técnica, a arte perde o valor de culto e passa a ser regida pelo valor de exposição.
Na obra de Walter Benjamin, “A Obra de Arte na Era da sua Reprodutibilidade Técnica”, o autor demonstra como a fotografia e o cinema alteraram o conceito de obra de arte. A natureza foi o primeiro modelo a ser esculpido e admirado pelo homem, servindo como a grande inspiração para a descoberta da arte.
A Evolução das Técnicas de Reprodução
- Xilogravura: Invenção chinesa do século VI, que reforça a relação entre o homem e a natureza através da madeira.
- Litografia: Permitiu a reprodução em série de forma contínua e acelerada.
- Fotografia: Expandiu o sentido da visão, tornando o registro da natureza mais rápido e mantendo o ritmo do capitalismo.
O Fim da Aura e a Nova Estética
Com a aceleração da reprodução em série, o “aqui e agora” desaparece e a arte perde a sua aura — termo adaptado por Benjamin relacionado à unicidade e autenticidade. A fotografia, ao separar o negativo (original) da cópia, deixa de ser única.
Nesse contexto, surge o cinema, que une visão e audição, trazendo atualidade. Diferente do teatro, onde o corpo está presente, o cinema depende de câmeras e de uma produção coletiva de alto custo.
Conclusão: Valor de Culto vs. Valor de Exposição
Embora a fotografia e o cinema não possuam aura, eles nos trazem a nostalgia dela. A ruína da aura permite-nos perceber a sua ausência através de traços visíveis. Benjamin diferencia o pintor (que mantém uma distância natural da sociedade) do operador de câmara (que intervém nela). Com a evolução técnica, a arte perde o seu valor de culto e passa a ser regida pelo valor de exposição, impulsionado pelo desejo humano de ver, tocar e possuir as obras.
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O que Benjamin entende por aura?
A aura é um termo adaptado por Benjamin que se relaciona à unicidade e autenticidade da obra de arte. Com a reprodução em série, o "aqui e agora" desaparece e a arte perde a sua aura.
Por que a fotografia altera o conceito de obra de arte?
Ao separar o negativo (original) da cópia, a fotografia deixa de ser única. Isso enfraquece a autenticidade tradicional da obra.
Qual a diferença entre valor de culto e valor de exposição?
O valor de culto está ligado à obra única e ritual, enquanto o valor de exposição é impulsionado pelo desejo humano de ver, tocar e possuir as obras. Com a evolução técnica, o segundo passa a predominar.
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