Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Economia de Outros cursos

Bens públicos e privados: consumo, rivalidade e exclusão

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Bens Públicos e Privados: Consumo e Rivalidade

Bens Privados

No caso dos bens privados, o consumo de uma unidade de um bem privado exclui a possibilidade de consumo por outrem dessa mesma unidade. Ou seja, há rivalidade no consumo.

Bens Públicos

Em suma, para os bens públicos:

  1. Se verifica a não exclusão, ou seja, a possibilidade de exclusão de seu consumo entre os indivíduos não é possível.
  2. Se verifica a não rivalidade no consumo e, portanto, não é desejável racionar seu consumo entre os indivíduos.

Bens Públicos Não Puros

Muitos bens têm uma ou outra das duas propriedades de bens públicos em graus variados. Diz-se que certo bem é um bem público não puro quando não há rivalidade no seu consumo, mas a exclusão de seu consumo

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Governo JK e a industrialização substitutiva de importações no Brasil

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Governo JK

Industrialização Substitutiva

Como é sabido, a industrialização substitutiva de importações teve início espontaneamente (ou seja, sem ajuda do governo) nos primeiros anos da República, no rastro do fenômeno especulativo conhecido como Encilhamento. Atravessando as crises da Primeira Guerra e da Grande Depressão, a substituição de importações teve continuidade no Brasil seguindo um curso “natural”, isto é, progressivamente internalizando-se a produção de bens de consumo não duráveis (tipicamente, têxteis, vestuário, alimentos, bebidas etc.).

Alcançada a substituição nessa fase “fácil”, surgiam pontos de estrangulamento a montante do processo produtivo, isto é, nos setores produtores de bens intermediários...

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Governo JK (1956-61): Programa de Metas, industrialização e crescimento econômico

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Contexto Inicial e Desafios

Ao tomar posse, Juscelino Kubitschek (JK) assumia a Presidência de um país cuja população crescia a taxa anual próxima de 3%, tendo atingido pouco mais de 60 milhões de habitantes, a maior parte dos quais ainda vivia no campo. A importância relativa do setor rural se refletia na participação do setor agropecuário no PIB, que ainda era de 21% em 1956 — peso semelhante ao da indústria de transformação. Foi justamente esse sinal de atraso econômico que JK se empenhou em reverter.

O Programa de Metas e o Crescimento Econômico

Para reverter o cenário de atraso, JK valeu-se de pesados investimentos públicos e privados nos setores industrial e de infraestrutura econômica, reunidos em seu Programa de Metas.

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Impostos reais e pessoais e impostos de quota fixa e variável

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1. Impostos reais e impostos pessoais

Nos impostos reais atinge-se a matéria coletável objetivamente determinada, fazendo-se a abstração da concreta situação económica e social do contribuinte, como acontece no IMI e no IMT. Nos impostos pessoais tem-se em consideração a situação económica e social concreta do contribuinte, o valor da sua fortuna e dos seus rendimentos, por um lado, e o montante dos encargos que tem obrigatoriamente de suportar, por outro, como ocorre no IRS. De resto, os impostos pessoais podem ser mais ou menos pessoais consoante partilhem a generalidade das características dos impostos pessoais ou apenas algumas delas. Tais características dos impostos pessoais são:

  • a) Atendem ao rendimento global do contribuinte,
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Bens Públicos Puros: não exclusão, não rivalidade e falha de mercado

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Bens Públicos Puros

Dada a sua produção, não é possível a exclusão de alguém na sociedade do consumo dessa produção.

Dada a oferta disponível, não existe rivalidade no consumo dessa dada oferta na sociedade.

  • A diferenciação entre bens públicos e bens privados consiste no grau em que essas duas propriedades estão presentes.
  • Há bens (públicos puros) para os quais é impossível excluir um indivíduo do seu consumo.

Implicação da Propriedade de Não Exclusão do Consumo

Bens para os quais não é possível excluir um indivíduo de seu consumo implicam na possibilidade (e obtenção de vantagem) do comportamento “free-rider” para qualquer indivíduo, uma vez que esse bem tenha sido produzido. Isso leva ao não funcionamento do...

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Teorias do Comércio Internacional: Heckscher-Ohlin, Posner, Vernon e Linder

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Teoria Neoclássica e o Modelo Heckscher-Ohlin

A teoria neoclássica do comércio internacional, exemplificada pelo Modelo de Heckscher-Ohlin, evoluiu a partir das teorias clássicas de comércio comparativo. Desenvolvido por Heckscher e Ohlin na década de 1920, o modelo destaca as diferenças nas endowments de fatores de produção entre países. Baseado na ideia de que países têm diferentes quantidades de terra, trabalho e capital, e indústrias variam em sua intensidade de uso desses fatores, o modelo prevê que os países especializarão sua produção de acordo com a abundância de seus fatores. Apesar de ser valioso, o modelo enfrenta críticas devido a condições ideais muitas vezes não atendidas na prática.

Teorias Neofatoriais

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Principais Economistas Clássicos e Suas Teorias

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Thomas Malthus

Thomas Malthus preocupava-se com o problema do crescimento populacional. Ele não considerava as possíveis melhorias tecnológicas e defendia:

  • Obstáculos Destrutivos: Pobreza, guerras e epidemias.
  • Obstáculos Preventivos: Casamentos tardios, abstinência sexual e celibato.

Malthus utilizou exemplos da população americana e do uso do solo inglês. Ele defendia os latifundiários, argumentando que os capitalistas focavam em bens de capital, enquanto os trabalhadores viviam com salários de subsistência, permitindo que os latifundiários comprassem o que quisessem.

David Ricardo

David Ricardo apresentou as seguintes ideias básicas:

  1. O valor da mercadoria é determinado pelo custo do trabalho (ênfase na mão de obra).
  2. A procura e a
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Política Comum de Pescas e Política Industrial da União Europeia

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A Política de Pescas

É de começar por referir que os produtos de pesca são considerados, pelo atual artigo 38.º do TFUE, como “produtos agrícolas”.

Todavia, são produtos em relação aos quais, durante vários anos, não foram tomadas as medidas de favorecimento referidas anteriormente para a PAC, tendo sido preciso chegar até 1983 para termos uma verdadeira “política de pescas”.

Esta política consagrava cinco linhas-base:

  • Numa primeira ideia, promove-se o “acesso igual” de todos os pescadores às águas de todos os países membros, numa área de até 200 milhas.
  • A segunda ideia assentava na preocupação de se conservarem os recursos marítimos, considerando todas as causas biológicas e pescas excessivas que levaram a que
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Financiamento à exportação: ACC, ACE, Proex e BNDES

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Financiamento: O prazo do financiamento pode ser de até 360 dias para o desembargue, porém a taxa de juros pode ser mais alta. Com o objetivo de ampliar a base exportadora, são oferecidas linhas de financiamento especificamente destinadas a propiciar recursos aos exportadores para a produção (fase pré-embarque) e a comercialização (fase pós-embarque) de seus produtos destinados ao exterior, proporcionando ao produto a ser exportado melhores condições de competitividade na comercialização com o exterior.

ACC (Adiantamento sobre Contrato de Câmbio): É um dos mais conhecidos e utilizados mecanismos de financiamento à exportação. Trata-se de financiamento na fase de produção ou pré-embarque. Para realizar esse financiamento,...

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Macroeconomia: conceitos essenciais, PIB, moeda e políticas econômicas

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1. O que é Macroeconomia?

É o ramo da ciência econômica que estuda a evolução da economia como um todo, analisando fenômenos como inflação, desemprego e crescimento econômico.

2. Agregados Macroeconômicos: PIB vs. PNB

Os principais agregados macroeconômicos são: produto, renda e dispêndio.

Diferença entre PIB e PNB:

  • PIB (Produto Interno Bruto): É o valor de mercado de todos os bens e serviços finais produzidos dentro das fronteiras de um país, em um determinado período.
  • PNB (Produto Nacional Bruto): Expressa o valor global de bens e serviços finais produzidos por fatores de produção pertencentes a residentes de um país, independentemente de onde essa produção ocorra (no país ou no exterior).

3. Da Renda Nacional à Renda

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