Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Economia

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Raízes do Brasil: A Cultura Política e o Desenvolvimento

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No seu magnífico livro Raízes do Brasil, publicado originalmente em 1936, Sérgio Buarque de Holanda refere-se ao conflito entre os tipos do “aventureiro” e do “trabalhador”, que ele associa à distinção entre os povos “caçadores” e “lavradores”, respectivamente. Segundo ele, o primeiro tipo de sociedade, onde os “caçadores” são majoritários, almeja alcançar o ponto de chegada, “dispensando os processos intermediários”, enquanto que as sociedades compostas por “lavradores” baseiam-se, em palavras que ficaram famosas, no “esforço lento, pouco compensador e persistente, sem perspectivas de rápido proveito material”.

O Brasil é um país onde, politicamente, as “coalizões reformistas” têm dificuldades... Continue a ler "Raízes do Brasil: A Cultura Política e o Desenvolvimento" »

O Tripé Macroeconômico e a Evolução Econômica Brasileira

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O Tripé Macroeconômico (1999)

O sistema, que atravessou os governos FHC, Lula e Dilma, baseia-se em três pilares fundamentais:

  • Sistema de Metas de Inflação: Mecanismo para estabilização da inflação, mantendo-a dentro do teto e do piso estabelecidos.
  • Câmbio Flutuante: O Banco Central permite que a cotação do dólar varie conforme a demanda, sem intervenções diretas.
  • Superávits Primários Elevados: Estratégia de austeridade fiscal (corte de despesas e aumento de receitas) para controlar a inflação.

Governo FHC: A Transição para o Tripé

Os oito anos do governo FHC encerraram dois mandatos distintos. No primeiro, a ênfase foi a defesa da estabilização. A política monetária apertada agravou o quadro fiscal e pressionou a taxa... Continue a ler "O Tripé Macroeconômico e a Evolução Econômica Brasileira" »

Políticas Econômicas do Governo Collor: Impactos e Consequências

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No início da década de 1990, a inflação havia ultrapassado 80% ao mês, e a economia, que crescera a uma taxa média em torno de 7% entre 1930-80, encontrava-se estagnada desde meados dos anos 80. Nesse contexto, foi eleito Fernando Collor, que trazia um discurso centrado na denúncia da corrupção, assistência às camadas mais desfavorecidas da sociedade e promessas de mudanças profundas na economia, tendo assumido o governo em março de 1990.
Collor rompeu com o modelo brasileiro de crescimento com elevada participação do Estado e proteção tarifária. Seus Planos Econômicos Collor 1 e 2 não apenas fracassaram em eliminar a inflação, como resultaram em recessão e perda de credibilidade das instituições de poupança. Em 1992,
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História Econômica do Brasil: Collor, Plano Real, FHC e Lula

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Collor e o Congelamento de Ativos

Collor: sequestrou a maior parte dos ativos das pessoas, houve o congelamento. Qualquer valor acima de 50 mil cruzados não podia ser movimentado, estava congelado. Quando se sequestra 70% de toda a liquidez da economia, não há dinheiro para comprar ou vender, a economia parou. Ninguém comprava por medo (dinheiro estava congelado), a economia parava e começava a ter estoque. Overnight (títulos do governo), as pessoas ficaram dependentes do over, iam tirar dinheiro de lá, e os preços subiam. Então, Collor sequestra tudo. Ele não consegue controlar, descongela o dinheiro e sofre impeachment. Quem assume é Itamar Franco (emotivo), porém a inflação só subia. Ele chamou FHC para ser ministro, e este... Continue a ler "História Econômica do Brasil: Collor, Plano Real, FHC e Lula" »

EVA e Orçamento de Capital: Guia de Gestão Financeira

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O EVA® (Economic Value Added) é uma ferramenta de gestão que tem por função a mensuração do valor economicamente criado para o acionista. Na realidade, podemos dizer que o conceito de EVA nada mais é do que uma aplicação do conceito de custo de oportunidade do capital. O Valor Econômico Agregado (EVA) é uma metodologia que mede a real lucratividade de uma empresa, proporcionando mudança de estratégia na gestão financeira e nas remunerações.

Custo de Oportunidade

Para o acionista, o custo de oportunidade é o lucro mínimo que ele deveria receber para justificar seus investimentos. O conceito de custo de oportunidade dos acionistas permite uma visão correta de lucro distribuível, ou seja, só distribuir o excedente à manutenção... Continue a ler "EVA e Orçamento de Capital: Guia de Gestão Financeira" »

Plano Real: ações, resultados e legado (Brasil)

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O que foi

O Plano Real foi um plano econômico, desenvolvido e aplicado no Brasil durante o governo de Itamar Franco. Desenvolvido em 30 de junho de 1994, tinha como principal objetivo a redução e o controle da inflação. Elaborado pelo ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, o plano de estabilização da economia contou com a participação dos seguintes economistas: Gustavo Franco, Pérsio Arida, Pedro Malan, Edmar Bacha, André Lara Rezende, entre outros.

Ações e fases do Plano Real

  1. Redução de gastos públicos e aumento dos impostos como forma de controlar as contas do governo.
  2. Criação da Unidade Real de Valor (URV) como forma de desindexar a economia, até então indexada pelos índices de inflação.
  3. Criação de uma nova moeda
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Guia Completo do Sistema Financeiro Nacional (SFN)

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O Sistema Financeiro Nacional

As autoridades monetárias

  • O Conselho Monetário Nacional (CMN): É o conselho de política econômica do país, responsável pela fixação das diretrizes da política monetária, creditícia e cambial. Atualmente, seu presidente é o Ministro da Fazenda.
  • O Banco Central do Brasil (BACEN): Órgão responsável pela execução das normas que regulam o SFN. Suas atribuições incluem atuar como banco dos bancos, gestor do SFN, executor da política monetária, banco emissor e banqueiro do governo.

Autoridades de apoio

  • A Comissão de Valores Mobiliários (CVM): Órgão normativo voltado ao mercado de ações e debêntures. Vinculada ao Governo Federal, tem como objetivo principal o fortalecimento do mercado acionário.
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Guia Essencial: Instituições Financeiras e Investimentos no Brasil

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Instituições Financeiras e Reguladoras

BNDES (Primeira Menção)

BNDES: Instituições públicas estaduais que visam promover o desenvolvimento econômico e social da região de atuação.

Bancos Múltiplos

Bancos Múltiplos: [Conteúdo não especificado no documento original]

Poupança

Poupança: [Conteúdo não especificado no documento original]

Bancos de Investimento

Bancos de Investimento: Grandes fornecedores de créditos de médio e longo prazo. Não possuem capacidade de criação de moeda.

Conselho Monetário Nacional (CMN)

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é responsável pela formulação de toda a política de moeda e crédito, objetivando atender aos interesses econômicos e sociais do país. Suas principais funções incluem:

  • Fixar
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Política Monetária, Fiscal, Cambial e Tipos de Investidores

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Aula 3

Políticas Econômicas

Política Monetária

É o controle da oferta de moeda na economia para estabilizar e controlar o nível de preços, garantindo a liquidez ideal do sistema econômico.

  • Política monetária ativa: O Banco Central controla a oferta de moeda, e a taxa de juros oscila para determinar o equilíbrio entre oferta e demanda.
  • Política monetária passiva: O Banco Central permite que a oferta de moeda varie livremente para manter a taxa de juros.

Política Fiscal

São as ações do governo para ajustar seus níveis de gastos, monitorando e influenciando a economia. Opera com os gastos estatais, arrecadação de impostos e aplicação de recursos.

Política Cambial

Controla as entradas e saídas de moeda estrangeira para adequar a... Continue a ler "Política Monetária, Fiscal, Cambial e Tipos de Investidores" »

Diferenças entre Desenvolvimentismo Clássico e Novo-Desenvolvimentismo

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Em síntese, comparando o novo-desenvolvimentismo com o desenvolvimentismo clássico, saliento algumas diferenças básicas:

  1. O desenvolvimentismo clássico tinha como principal objeto os países pré-industriais; o novo-desenvolvimentismo, os países de renda média, que já realizaram sua revolução industrial e capitalista.
  2. O desenvolvimentismo clássico estava baseado na tese da indústria infante e proteção à indústria nacional; o novo-desenvolvimentismo demanda igualdade de condições de competição para as empresas industriais, que não contam com essa igualdade principalmente porque sua taxa de câmbio tende a ser sobreapreciada no longo prazo.
  3. O desenvolvimentismo clássico defendia a política de crescimento com poupança ou endividamento
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