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H2: Lei do Preço Único, PPC e Taxas de Câmbio

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Lei do Preço Único

Bens idênticos vendidos em países diferentes devem ser vendidos pelo mesmo preço quando seus preços são expressos em termos da mesma moeda.
Esta lei se aplica apenas em mercados com concorrência, livres de custos de transporte e barreiras oficiais ao comércio.

Teoria do Poder de Compra (PPC)

A taxa de câmbio entre as moedas de dois países é igual à razão dos níveis de preços dos países.
A PPC compara os preços médios dos países.
A PPC prevê uma taxa de câmbio dólar/euro.
A PPC afirma que os níveis de preços de todos os países são iguais quando medidos em termos da mesma moeda.

Relação entre PPC e Lei do Preço Único

A lei do preço único se aplica às mercadorias individuais, enquanto a PPC se aplica
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Lei do Preço Único e Paridade do Poder de Compra (PPP)

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Capítulo 15: Lei do Preço Único e PPC

Lei do Preço Único (LPU)

Bens idênticos devem ser vendidos pelo mesmo preço em países diferentes quando são expressos em termos da mesma moeda. Isso é válido sob condições ideais (com concorrência, ausência tarifária, sem custos de transportes e ausência de barreiras).

Fórmula da LPU:

PiEUA = (EUS$/€) x (PiE)

Teoria da Paridade do Poder de Compra (PPC)

A Taxa de Câmbio entre dois países é igual à razão dos níveis de preços dos dois países.

E = Peua / Peuro

A PPC compara os preços médios dos países e afirma que os níveis de preços de todos os países são iguais quando medidos em termos da mesma moeda.

Relação entre Lei do Preço Único e PPC

A Lei do Preço Único (LPU) se aplica... Continue a ler "Lei do Preço Único e Paridade do Poder de Compra (PPP)" »

Cálculo do Markup: Preço de Venda, Lucro e Ponto de Equilíbrio

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Controladoria - Markup

Fórmula

Preço de Venda = Custo Total x Markup

1) Dados:

  • Materiais diretos: R$ 80.000
  • Mão de obra direta: R$ 65.000
  • Custos indiretos de fabricação: R$ 105.000
  • PIS/COFINS: 3,65%
  • ICMS: 17%
  • Lucro: 10%
  • Despesas de vendas/administrativas: 5%
  • Unidades vendidas/produzidas: 10.000 rádios

a) Fator de Índice Markup

Resposta: (3,65 + 17 + 5 + 10) = 35,65

100 - 35,65 = 64,35

100 / 64,35 = 1,5540

b) Custo Unitário de Produção

Resposta: (R$ 80.000 + R$ 65.000 + R$ 105.000) / 10.000 = R$ 25

c) Preço de Venda

Resposta: R$ 25 x 1,5540 = R$ 38,85

d) Lucro Total

Resposta: (R$ 38,85 x 10.000) - R$ 250.000 = R$ 138.500

2) Dados:

  • Faturamento bruto: R$ 500.000
  • Custo total de fabricação: R$ 150.000
  • Unidades fabricadas/vendidas: 15.000
  • Despesas complementares:
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Economia Política e Economia Aplicada: Fundamentos

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Economia política e Economia aplicada:

Economia política é a ciência que estuda as relações sociais de produção, circulação e distribuição de bens materiais que visam atender às necessidades humanas, identificando as leis que regem tais relações. O termo foi originalmente introduzido por Antoine de Montchrestien em 1615, em seu livro "Tratado de Economia Política", com o objetivo de transpor para a atividade estatal as ideias e os princípios da economia. Nesse livro, o autor aborda temas como monopólio, proteção para a indústria, trabalho, etc. O nome passou a ser utilizado para o estudo das relações de produção, especialmente entre as três classes principais da sociedade capitalista ou burguesa: capitalistas, proletários

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Demonstrações Contábeis e Exercícios Dezembro/X9

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Saldos Existentes

Débito

Crédito

AC

D -

Bancos Mov.

55.000

ANC

C -

Deprec. Acum. Maq.

20.029

AC

D -

Caixa

20.000

ANC

C -

Deprec. Acum. Veículo

36.000

AC

D -

Estoque

8.000

PC

C -

Empréstimo Bancário

20.000

AC

D -

Contas a Receber

16000

PC

C -

Fornecedores

10.000

ANC

D -

Maq. Equip.

48.000

PC

C -

Salários a Pagar

15.000

ANC

D -

Veículos

100.000

PNC

C -

Financ. Bancário

30.000

DRE

D -

Desp. Salários

15.000

PL

C -

Capital Social

65.000

DRE

D -

Desp. Financeira

3.000

PL

C -

Reserva Legal

6.500

DRE

D -

Desp. Imposto

3.000

PL

C -

Reserva de Lucro

23.000

DRE

D -

Desp. ADM

11.029

DRE

C -

Receita Serviços

61.000

DRE

D -

Desp. Vendas

11.500

DRE

C -

Receita Financeira

4.000

Exercícios Dezembro /X9

Data

Débito

Crédito

01 Dez x9

ANC

D-

Imóvel

55.000

PC

C -

Títulos a Pagar

55.000

03 Dez x9

AC

D-

Estoque

13.200

PC

C -

Fornecedores

13.200

Venda a Prazo

05

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Plano Real: Análise e Consequências

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Conclusão do Plano Real

Âncora Monetária e Cambial

  • Âncora monetária: controle de expansão da liquidez.
  • Compulsório bancário:
    • Depósito à vista: 100% (política monetária contracionista).
    • Depósito a prazo: 20%.
  • Juros elevados: SELIC a 29%.
  • Âncora cambial: variação de 0,93% para 0,84% do dólar americano em relação ao real. O governo fixou as taxas de câmbio para tentar reduzir o aumento dos preços em um momento de instabilidade econômica.
  • O principal objetivo da criação da estratégia de âncoras cambiais foi relacionar uma moeda com histórico de inflação e instabilidade, como a moeda brasileira, a uma moeda com histórico contrário, de estabilidade e baixa inflação. Com isso, os preços tornam-se mais estáveis.

Explosão

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Por que o Plano Real deu certo?

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A esta altura, cabe tentar responder: “Por que o Plano Real deu certo?”. A resposta envolve um conjunto de fatores que, reunidos, fizeram a diferença.

Em primeiro lugar, as condições externas para a estabilização eram muito melhores em 1994 do que nos anos de 1980. Havia abundância de liquidez internacional e um elevado patamar de reservas (US$40 bilhões). Além disso, na década de 1990 a economia brasileira se tornou muito mais aberta. Por último, mas não menos importante, o Brasil concluiu um acordo nos moldes do Plano Brady somente em abril de 1994 (tendo sido um dos últimos países latino-americanos a fazê-lo), o que possibilitou o reescalonamento da dívida externa. Todas essas características foram fundamentais para assegurar... Continue a ler "Por que o Plano Real deu certo?" »

O Plano Real e a Política Cambial: Uma Análise Histórica

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O Plano Real e a Política Cambial

O período de 1990-1994 foi marcado pelo início do processo de privatização e de abertura econômica. De forma estilizada, ao final dos anos 1990, após uma década sem investimentos e em luta (sem sucesso) pela estabilização, o modelo de crescimento brasileiro, com grande ênfase na substituição de importações, havia se esgotado. No caso brasileiro, as mudanças ocorreram de forma lenta, quando comparadas com diversos outros países da América Latina.

Do ponto de vista político, o período foi bastante conturbado, culminando com a renúncia do presidente eleito Fernando Collor, após 30 anos sem votações diretas. Ainda que incipiente, a nossa democracia revelou relativa maturidade ao impor a queda... Continue a ler "O Plano Real e a Política Cambial: Uma Análise Histórica" »

Governo FHC: A Dicotomia Econômica e o Legado do Tripé

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De certa forma, pode-se falar de dois governos FHC muito diferentes entre si:

  • O primeiro (1995-1998), caracterizado por uma política cambial rígida, crescente dependência do financiamento externo e um desequilíbrio fiscal agudo.
  • O segundo (1999-2002), marcado pelo câmbio flutuante, redução do déficit em conta-corrente e forte ajuste fiscal.

Como denominador comum a ambos os governos, houve a justa preocupação com o combate à inflação e, do lado negativo, a contínua expansão do gasto público. A despesa primária total do governo central passou de 17% do PIB em 1994, para 18% do PIB em 1998 e 20% do PIB em 2002, apesar da distorção existente nessa comparação devido ao aumento do PIB nominal na ordem de 10% em 1995 em relação... Continue a ler "Governo FHC: A Dicotomia Econômica e o Legado do Tripé" »

A Economia Brasileira (2003-2010): Avanços e Desafios

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De certa forma, a concessão do grau de investimento (investment grade) ao Brasil na segunda metade da década de 2000 representou, perante a comunidade financeira internacional, a coroação desse processo de modernização, iniciado com a abertura de Collor, continuado com o Plano Real e as reformas de FHC, e mantido por Lula. O raciocínio implícito nessa estratégia era que, uma vez obtido tal grau, o Brasil passaria a estar associado a um risco muito menor que no passado, com impacto favorável sobre a taxa de juros real doméstica. Com o tempo, o esforço de ajuste e modernização da economia acabaria sendo recompensado.

Ao término do segundo Governo Lula, em 2010, essa história tinha sido escrita, mas apenas pela metade. Os oito anos... Continue a ler "A Economia Brasileira (2003-2010): Avanços e Desafios" »