Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Sociologia do Direito: Uma Análise de Durkheim, Weber e Marx

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Émile Durkheim: Lei, Representações Coletivas e Solidariedade Social

Émile Durkheim é considerado um dos "pais" da sociologia por causa de seu esforço para estabelecer a sociologia como uma disciplina distinta da filosofia e da psicologia. Este esforço é evidente nos dois temas principais que permeiam o trabalho de Durkheim: a prioridade do social sobre o indivíduo e a ideia de que a sociedade pode ser estudada cientificamente. O conceito de fatos sociais de Durkheim, em particular, diferencia a sociologia da filosofia e da psicologia. Os fatos sociais são as estruturas sociais e as normas e valores culturais que são externos e coercitivos aos indivíduos, e podem ser estudados empiricamente. De acordo com Durkheim, existem dois tipos... Continue a ler "Sociologia do Direito: Uma Análise de Durkheim, Weber e Marx" »

Desvendando as Falácias: Erros Comuns na Argumentação

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As falácias lógicas são erros de raciocínio que invalidam um argumento, tornando-o enganoso ou inconsistente. Identificá-las é crucial para o pensamento crítico e para a construção de debates mais sólidos. Abaixo, apresentamos algumas das falácias mais comuns, com exemplos claros para facilitar sua compreensão.

Ambiguidade ou Equívoco

Esta falácia ocorre quando uma palavra ou frase é usada com dois ou mais significados diferentes dentro do mesmo argumento, levando a uma conclusão inválida.

  • “A disputa foi decidida entre a menina e o menino. Aquele que derrubar o outro vence. Derrubou o menino a menina. Portanto, a menina é a vencedora”.
  • “As mangas são comestíveis. E nessa camisa há duas mangas. Assim, vou alimentar-me
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Max Weber: Ação Social e Racionalidade na Sociologia

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Max Weber: Ação Social e Racionalidade

Max Weber, um dos fundadores da sociologia, possuía amplo conhecimento em áreas afins, tais como economia, direito e filosofia. Ao analisar o desenvolvimento do capitalismo moderno, buscou entender a natureza e as causas das mudanças sociais. Em sua obra, destacam-se dois conceitos fundamentais: ação social e racionalidade.

A Ação Social

Para Max Weber, a ação social pode ser dividida em quatro tipos fundamentais:

  • Ação social racional com relação a fins;
  • Ação social racional com relação a valores;
  • Ação social afetiva;
  • Ação social tradicional.

Na visão de Weber, a função do sociólogo é compreender o sentido das ações sociais, identificando os nexos causais que as determinam. Ações... Continue a ler "Max Weber: Ação Social e Racionalidade na Sociologia" »

Ética e Política: Uma Análise Filosófica e Social

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A Família e o Estado como Formas de Organização Social

A primeira forma da sociedade humana é a família, da qual depende a conservação do gênero humano; a segunda forma é o Estado, do qual depende o bem comum dos indivíduos.

Sócrates, Santo Agostinho e a Moral Inata

Sócrates e Santo Agostinho acreditavam que o ser humano é dotado de um senso moral inato, ou seja, da capacidade natural para avaliar como as coisas são e como deveriam ser. Desta forma, a questão de como devemos nos comportar e agir em sociedade passa por uma questão de foro íntimo e espiritual, introspectivo, que pode ser resumida na frase: “Conhece-te a ti mesmo”.

Hegel e a Ética como Ação Histórico-Social

Como sujeitos histórico-culturais, nossas ações... Continue a ler "Ética e Política: Uma Análise Filosófica e Social" »

A Gênese da Ciência Moderna: Experiencialismo e Copérnico

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Distinção entre Experiencialismo e Ciência Moderna

O experiencialismo é uma forma de sabedoria que se identifica com a vivência das coisas, mais próxima da constatação empírica dos sentidos e do bom senso do que da reflexão científica. Enquanto a Ciência Moderna defende um método científico, os resultados da observação e da vivência experiencial, para serem verdadeiros, têm de ser justificados pela reflexão teórica e matemática.

Foi no Renascimento que se produziram progressos nos domínios da álgebra e da geometria que favoreceram o raciocínio matemático. Fruto destes progressos e suporte de explicações científicas, o ser humano renascentista revelou uma mentalidade quantitativa – atitude que leva a dimensionar e... Continue a ler "A Gênese da Ciência Moderna: Experiencialismo e Copérnico" »

Metafísica e o Ser em Aristóteles e Tomás de Aquino

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A Ontologia Aristotélica e a Primazia da Substância

O que Aristóteles realiza não é uma ciência técnica ou particular, mas algo que aborde o todo, que seja universal; fazer ontologia é compreender o todo do ser. A metafísica de Aristóteles é o estudo das causas e dos primeiros princípios. O autor argumenta que há uma substância, sendo esta o significado primeiro do ser. As diferentes substâncias que pertencem à Filosofia cobrem a realidade por inteiro. Para Aristóteles, o ser é a realidade fundamental que é comum a todas as coisas. O autor entende que o ser não é unívoco nem um gênero transcendente. O ser se expressa em uma multiplicidade de significados; há uma "via do meio" que é a significação. Cada ser possui sua... Continue a ler "Metafísica e o Ser em Aristóteles e Tomás de Aquino" »

Comparativo entre Rousseau, Hobbes e Locke

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Rousseau

Para Rousseau, o homem em seu estado de natureza é civilizado, portador de cultura e bondade. A piedade inata permite que ele socorra semelhantes feridos, sem o desejo de posse. A desigualdade surge com a propriedade privada, gerando conflitos e violência. Rousseau propõe um pacto social em que todos participem livremente, alienando seus direitos para reestabelecer a igualdade. O soberano é o corpo coletivo, e o governo, seu funcionário, sem autonomia para decidir pelo povo. O bem comum é a base da vontade geral.

Hobbes

Hobbes, em Leviatã, conjectura um estado de natureza onde o homem vive livre, mas a liberdade absoluta gera conflitos e um estado de guerra. Para Hobbes, o homem é mau por natureza. O pacto social hobbesiano implica... Continue a ler "Comparativo entre Rousseau, Hobbes e Locke" »

Teoria Lamarckiana da Evolução — Princípios e Leis

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A teoria evolucionista de Lamarck — Lamarck formulou a primeira teoria da evolução. Ele sugeriu que a grande variedade de organismos, que então se acreditava serem formas estáticas criadas por Deus, havia evoluído a partir de formas simples. Postulou que os protagonistas dessa evolução eram os próprios organismos, pela sua capacidade de se adaptar ao ambiente: mudanças nesse ambiente geravam novas necessidades nos organismos e essas exigências resultariam em alterações nos mesmos, que seriam hereditárias. Houve apoio para a formulação de sua teoria na existência de restos de formas intermediárias extintas. Ao apresentar sua teoria, ele enfrentou a crença geral de que todas as espécies foram criadas e mantiveram-se inalteradas... Continue a ler "Teoria Lamarckiana da Evolução — Princípios e Leis" »

A Filosofia de Platão: Alma, Ideias e Política

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A Alma Segundo Platão

Platão faz uma distinção entre o corpo (soma) e a alma (psique). Considerando o mundo inteligível como o mundo real e verdadeiro, a alma é o homem real e verdadeiro. O homem é, em essência, a sua alma. Platão estabelece uma divisão tripartite da alma, com as seguintes partes:

  • Inteligível (Racional): Ligada ao conhecimento e à razão.
  • Irascível: Relacionada à coragem e à força de vontade.
  • Concupiscível: Associada aos desejos e apetites.

Platão defende a eternidade e a imortalidade da alma, bem como a possibilidade de reencarnação. O corpo é visto como a prisão da alma, um obstáculo que a arrasta para as paixões, impedindo-a de contemplar as Ideias. Assim, a morte é vista como uma libertação para... Continue a ler "A Filosofia de Platão: Alma, Ideias e Política" »

O Papel de São Tomás de Aquino

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Platão e Agostinho tinham dito tudo o que era necessário para compreender os problemas da alma, mas quando se tratava de saber o que seja uma flor ou o nó nas tripas que os médicos de Salerno exploravam na barriga de um doente, e por que era saudável respirar ar fresco numa noite de primavera, as coisas se tornavam obscuras. Tanto que era melhor conhecer as flores nas iluminuras dos visionários, ignorar que existiam tripas, e considerar as noites de primavera uma perigosa tentação. Desse modo dividia-se a cultura europeia: quando se entendia o céu, não se entendia a terra. Se alguém ainda quisesse entender a terra deixando de lado o céu, a coisa ia mal.

A essa altura, os homens da razão aprendem com os árabes que há um antigo... Continue a ler "O Papel de São Tomás de Aquino" »