Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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O Apolíneo, o Dionisíaco e o Papel de Sócrates

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O Problema do Apolíneo, do Dionisíaco e de Sócrates

Em sua obra de 1872, "O Nascimento da Tragédia", Friedrich Nietzsche tenta revolucionar a visão racionalista que se tinha do mundo grego em seu tempo. Nietzsche afirma que não é a filosofia política ou o auge da cultura grega, mas a tragédia o fruto mais maduro do mundo helênico. Na confluência de duas forças, a tragédia inspirou toda a produção grega: o apolíneo e o dionisíaco.

Apolo, como deus da luz, do sonho e da arte, representa perfeitamente o apolíneo. Esta força, que guiou muito da arte grega antiga, tenta capturar a beleza serena do mundo e manter o indivíduo fora do fluxo caótico do universo e da existência. O princípio apolíneo é calmo e sossegado; sob sua... Continue a ler "O Apolíneo, o Dionisíaco e o Papel de Sócrates" »

A Teoria do Conhecimento em Kant: Sensibilidade, Entendimento e Razão

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A Estrutura e Função das Faculdades Humanas de Conhecimento em Kant

Para Kant, o conhecimento é a síntese do conceito e da experiência. Quando se busca o conhecimento apenas por conceitos puros, ele é vazio. Quando se tenta reduzir tudo à experiência, o conhecimento é cego. Dentro da faculdade do conhecimento humano, Kant distingue três funções: a sensibilidade, o entendimento e a razão, cada qual com uma formação peculiar que desempenha um papel especial no desenvolvimento do conhecimento.

A Sensibilidade fornece o material do conhecimento através dos sentidos.

O Entendimento produz esses materiais e forma juízos com eles.

A Razão argumenta a partir desses fatos, seguindo a sua base.

A sensibilidade é a faculdade pela qual os... Continue a ler "A Teoria do Conhecimento em Kant: Sensibilidade, Entendimento e Razão" »

Ratiovitalismo de Ortega y Gasset: razão vital e histórica

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Ratiovitalismo

O ratiovitalismo, atitude filosófica fundamental de Ortega y Gasset, é uma teoria do conhecimento que parte da vida, ou seja, que o conhecimento está enraizado na vida. Procura superar tanto o racionalismo extremo (Platão e Descartes) quanto o vitalismo irracional (Nietzsche); antes, sustenta que há uma íntima relação entre a razão e a vida.

Ortega acredita que o racionalismo, de certa forma, mata a história porque faz a abstração do tempo. Como ratiovitalista, Ortega propõe a criação de uma união íntima e estreita entre a razão, a vida e a história. Certo é vital: o homem é um ser dotado de razão, mas a razão tem que ser usada, acima de tudo, para viver.

A razão vital de Ortega procura vencer e coletar os

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Alegoria da Caverna de Platão: Sombras, Alma e Conhecimento

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Presos e Sombras: A Alegoria da Caverna de Platão

Os presos são homens acorrentados dentro de uma caverna, incapazes de se mover. Platão, através do mito, estabelece que a caverna é análoga ao mundo sensível, enquanto o fogo e o mundo exterior representam a ascensão da alma ao mundo inteligível.

A Alma Imortal e a Prisão do Corpo

Platão introduz a ideia da alma imortal, preexistente ao corpo, cujo lugar natural é o mundo supra-sensível das Ideias. O corpo é visto como a prisão da alma, um empecilho. O corpo pertence ao mundo sensível, e, portanto, o conhecimento adquirido por ele é imperfeito, sendo meras sombras da realidade que não pode ser captado pelos sentidos.

Os Graus de Conhecimento: A Alegoria da Linha

Platão explica... Continue a ler "Alegoria da Caverna de Platão: Sombras, Alma e Conhecimento" »

O Discurso do Método: A Busca pela Verdade em Descartes

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O texto do Discurso do Método, de René Descartes, aborda a busca por um princípio fundamental para construir seu sistema filosófico. Em seu objetivo de encontrar uma verdade indubitável, Descartes ignora fontes enganosas, como os sentidos, crenças e o raciocínio, admitindo que tudo pode ser ilusório. Contudo, ele identifica uma certeza clara: a existência da auto-dúvida. "Penso, logo existo" torna-se, assim, o primeiro princípio de sua filosofia — uma verdade irrefutável sobre a qual edificar o conhecimento.

O Método Racionalista

Diferente do ceticismo, que nega a existência da verdade, Descartes busca um conhecimento que não suporte sombra de dúvida. O ponto de partida de sua epistemologia é eliminar a variedade de opiniões... Continue a ler "O Discurso do Método: A Busca pela Verdade em Descartes" »

Níveis de Representação Mental e Teorias do Conhecimento

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1.1. Representação, Formas e Níveis de Realidade Mental

Descrevemos aqui os vários processos cognitivos que permitem aos seres humanos representar a realidade, comparando e apontando as suas vantagens e desvantagens. A linguagem é o processo-chave que permite um salto qualitativo na nossa representação do mundo e na constituição do nosso conhecimento.

Existem três níveis de representação, cada um operando a partir dos dados oferecidos pelo nível anterior. Este é o chamado construtivismo, a base do nosso conhecimento do mundo.

1.1.1. Percepção

É o primeiro nível, composto por dois processos:

  • Sensação: Recolha de informações (dados dos sentidos) - processo passivo.
  • Percepção: Interpretação dos dados - processo ativo.

O resultado... Continue a ler "Níveis de Representação Mental e Teorias do Conhecimento" »

Rousseau e Ortega y Gasset: Pensamento e Contexto

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O Problema do Conhecimento em Rousseau

Em 1750, Jean-Jacques Rousseau publicou o Discurso sobre as Ciências e as Artes. Este trabalho foi apresentado ao concurso da Academia de Dijon, que questionava se o progresso das ciências e das artes teria sido benéfico para a humanidade ou se teria contribuído para corromper os costumes. Rousseau argumentou negativamente, vencendo o concurso.

Rousseau foca seus argumentos na ideia de que a civilização não foi benéfica, pois criou necessidades artificiais que escravizaram a humanidade. Ele defende o ideal de vida natural contra uma sociedade cheia de hipocrisia e convenções. Segundo o autor, a origem da ciência e das artes reside em vícios humanos, como a ambição, a avareza e o orgulho.

A fé... Continue a ler "Rousseau e Ortega y Gasset: Pensamento e Contexto" »

Platão e as Redes Sociais: Uma Análise Comparativa

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A Caverna Digital: Uma Analogia Moderna

Atualmente, é fácil traçar uma analogia entre a realidade que Platão nos mostra no Mito da Caverna e as redes sociais. As redes sociais são apresentadas hoje como um instrumento inovador da internet, que permite comunicar com os nossos conhecimentos, compartilhar informação, sejam vídeos, fotos, etc., e ainda conhecer novas pessoas e fazer novos amigos. Esses suportes são baseados na criação de um perfil online no qual apresentamos nossos dados pessoais e outros, tornando-os públicos para o resto da rede. Mas quem garante que cada uma das informações que você escreve é real e, vice-versa, não é fictícia e inventada por vontade própria? Muitas pessoas, mais do que você pode imaginar,... Continue a ler "Platão e as Redes Sociais: Uma Análise Comparativa" »

A Filosofia de Rousseau: Crítica ao Iluminismo e Moral

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Rousseau e a Orientação Prática da Filosofia: Crítica ao Iluminismo

A filosofia de Rousseau caracteriza-se pela virada prática dada à disciplina. Leitor de Descartes, Rousseau afasta-se do racionalismo teórico, apostando em uma filosofia prática, mais próxima da moralidade da vida e da política.

A filosofia de Rousseau contrapõe-se à fé cega na razão herdada de Descartes, pilar do movimento iluminista. Embora o Iluminismo visasse o progresso através da ciência e da razão, Rousseau argumenta que o desenvolvimento técnico e científico não garante a felicidade humana, podendo levar à degeneração social e à auto-destruição, como observado no Império Romano.

Limites da Razão e o Papel do Coração

Rousseau prioriza a busca... Continue a ler "A Filosofia de Rousseau: Crítica ao Iluminismo e Moral" »

Materialismo Marxista: Trabalho, Sociedade e Consciência

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Marx herdou o método dialético de Hegel, que está em evolução, afirmando e negando, alcançando uma melhoria. Para Marx, a única realidade que evolui é a matéria; o homem de carne e osso é aquele que trabalha e se faz através da história na transformação da sociedade e da natureza. Então, o homem é trabalho, sendo ativo e prático, sendo a atividade principal. É por isso que o sistema é chamado de materialismo marxista: O trabalho desenvolvido em relação ao homem com a natureza e com outros homens, a construção da sociedade, de modo que a essência humana é o conjunto das relações sociais. Essas relações sociais determinam a sua consciência. O que acontece é que na sociedade capitalista, onde o trabalhador está
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