Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Nietzsche: Niilismo, Transmutação de Valores e Vontade de Poder

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O Niilismo e a Transmutação de Valores

O Niilismo é o resultado da Morte de Deus, produzindo desorientação no homem, pois envolve a dissolução dos valores tradicionais e de tudo o que o orientava (Deus).

O homem vive uma vida sem sentido, porque acreditava em tudo o que percebeu ser falso, o que o levará ao desespero. Nietzsche chama essa condição de niilismo passivo.

Contra o niilismo passivo, Nietzsche propõe o niilismo ativo: a destruição dos valores antigos. Este é caracterizado por uma força da vontade que leva à libertação do homem e o concentra neste mundo.

Para a superação do niilismo, deve-se realizar a Transmutação de Valores, que se concretiza com a chegada do Super-Homem (Übermensch) e a superação do 'último... Continue a ler "Nietzsche: Niilismo, Transmutação de Valores e Vontade de Poder" »

Sofistas vs. Sócrates: Relativismo e Verdade Universal

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O Pensamento dos Sofistas: Conhecimento, Verdade e Leis

O pensamento dos sofistas foi o resultado do fracasso dos filósofos da natureza (físicos). Os pré-socráticos foram incapazes de demonstrar a physis através do logos. Os sofistas basearam-se no conhecimento do mundo humano (microcosmo), já que não parece possível conhecer o mundo físico (macrocosmo).

  • Protágoras: O homem subjetiviza a realidade. É impossível aceitar um critério universal da verdade; é preferível falar em "certeza" em vez de "verdade relativa".
  • Górgias: Não aceita um padrão de verdade absoluta. Para ele, a palavra cria a realidade.

Os sofistas estudaram a validade social das leis, da moral e dos valores. A conveniência e o interesse são os pilares do tecido... Continue a ler "Sofistas vs. Sócrates: Relativismo e Verdade Universal" »

A Antropologia e a Teoria Social de Rousseau

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O Homem Natural vs. O Homem Social

Segundo Rousseau, há uma diferença fundamental entre o homem natural e o homem social:

  • Homem Natural: É aquele que vive no estado de natureza, representado pelo mito do bom selvagem. Antes de viver em sociedade, o homem seria bom, feliz e independente. Seu amor-próprio, um sentimento saudável, não implicava desejar o mal alheio, pois ele era movido pela compaixão. Nesse estado, mantinha sentimentos puros e uma relação direta com a natureza, livre de preconceitos sociais.
  • Homem Social: Vive sob um estatuto cultural. Ao contrário do homem natural, ele é dominado por um egoísmo doentio que busca interesses próprios em detrimento dos outros.

Para Rousseau, o estado natural é uma hipótese teórica, não... Continue a ler "A Antropologia e a Teoria Social de Rousseau" »

Essência, Existência e a Filosofia de Santo Agostinho

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II) O Ato de Ser ou Existência (Esse)

Para cada substância, segundo São Tomás de Aquino, a contingência das substâncias significa que podemos compreendê-las mentalmente para entender seu conceito ou definição, sem que isso implique que continuem a existir realmente. Portanto, em substâncias contingentes, essência e existência distinguem-se realmente.

Se a essência é potencialidade pura ou a possibilidade de ser, o ato de existência atualiza a essência; é o ato pelo qual cada substância existe ou tem de ser (esse).

b) A Contingência do Mundo e o Criador

São Tomás nota a contingência do mundo e a dependência de todas as criaturas em relação ao Criador, Deus. Somente em Deus essência e existência são idênticas, pois a... Continue a ler "Essência, Existência e a Filosofia de Santo Agostinho" »

A Filosofia Crítica de Kant: Espaço, Tempo, Categorias e Razão Prática

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1. Espaço e Tempo como Intuições Puras A Priori

O espaço e o tempo são formas a priori, elementos formais que o sujeito traz, sendo o espaço e o tempo intuições puras. Toda sensação é multifacetada e ocorre no espaço e no tempo. O espaço não é um espaço empírico; é a condição de possibilidade dos fenômenos.

Além disso, o espaço de magnitude finita é para a geometria o que o tempo é para a aritmética. Entendemos a geometria como um conhecimento sintético a priori. Não é uma propriedade dos objetos, mas a forma dos fenômenos dos sentidos externos.

O tempo é a base para todos os fenômenos; diferentes momentos, portanto, não são simultâneos, mas sucessivos. É uma forma pura da intuição sensível e é um continuum... Continue a ler "A Filosofia Crítica de Kant: Espaço, Tempo, Categorias e Razão Prática" »

Ética Profissional: Conceitos, História e Prática

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O Estudo da Ética nas Universidades

Profissão

A profissão é um trabalho organizado por indivíduos em função da comunidade social. O valor profissional deve acompanhar-se de um valor ético para que exista uma imagem integral de qualidade. Cada conjunto profissional deve seguir uma ordem que permita a evolução harmônica do trabalho de todos, a partir da conduta de cada um, através de uma tutela que conduza à regulamentação do indivíduo perante o coletivo.

Uma classe profissional caracteriza-se pela homogeneidade do trabalho executado e pela natureza do conhecimento exigido. Ela é um grupo específico da sociedade, definido por sua especialidade de desempenho de tarefa.

A profissão não deve ser apenas um meio de ganhar a vida, mas... Continue a ler "Ética Profissional: Conceitos, História e Prática" »

Filosofia Medieval: Tomás de Aquino e Guilherme de Ockham

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O Pensamento Cristão: Tomás de Aquino

Contexto Histórico: A Idade Média e a Ordem Feudal (Séc. V-XV)

A sociedade possuía uma hierarquia rígida: clero, nobreza e camponeses. A vida social baseava-se na moral cristã, com o Papa como autoridade máxima da cristandade. O sistema de classes era baseado na propriedade dual da terra: direito de uso (servos) e direitos de domínio (senhores feudais).

A cultura era preservada nos mosteiros por monges dedicados à oração, estudo e trabalho, responsáveis pela cópia e iluminação de livros.

A partir do século XIII, o desenvolvimento das cidades, comerciantes e artesãos deu origem a novas ordens religiosas (franciscanos e dominicanos) e ao surgimento de Universidades (Paris, Oxford, Salamanca,... Continue a ler "Filosofia Medieval: Tomás de Aquino e Guilherme de Ockham" »

Metafísica e Moral em Santo Tomás de Aquino

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O PROBLEMA DA METAFÍSICA E A REALIDADE

Aquino aceitou Aristóteles em sua concepção da realidade e muitas de suas teorias (hilomorfismo, a distinção entre substância e acidente, a classificação da vida, a teoria da circulação e as quatro causas e a natureza teleológica), mas afirma que Deus é o criador do universo inteiro e, portanto, é necessário frente àquele que criou os seres que são contingentes. Seres contingentes são aqueles que podem ou não existir, enquanto Deus é necessário, já que não pode não existir. Nos seres contingentes há uma distinção entre a essência (sua definição universal) e o ser (eles realmente existem ou não), porque sua essência não implica a sua existência, mas em Deus, sendo necessário,... Continue a ler "Metafísica e Moral em Santo Tomás de Aquino" »

Platão vs Marx: Comparação de Conceitos Políticos

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Comparação entre as concepções políticas de Platão e Marx:

Similaridades e Diferenças

Similaridade: Ambos veem a guerra civil (luta de classes), baseada no egoísmo, como a principal força dinâmica para a mudança social.

Diferença: Para Platão, o processo histórico segue um declínio linear, e uma classe hegemônica é necessária. Para Marx, o processo histórico é linear e progressivo, culminando na abolição das classes sociais.

Similaridade: Ambos discutem a importância do condicionamento social como meio de consolidar um modelo social específico.

Diferença: Platão acredita que o homem é livre e, portanto, responsável. Moralidade e religião devem servir ao Estado; ele critica o antropomorfismo dos deuses de Homero e justifica... Continue a ler "Platão vs Marx: Comparação de Conceitos Políticos" »

Antropologia, Ética e Política na Filosofia de Platão

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Antropologia Platônica

Platão propõe uma dualidade do homem, espelhando a estrutura do mundo. Assim como o mundo das ideias prevalece sobre o mundo material, a alma sobrepõe-se ao corpo na filosofia grega. A natureza da alma, segundo Platão, possui as características do mundo das ideias: é imortal, eterna, não nascida e não cognoscível pelos sentidos. Em contrapartida, o corpo é material, impuro, sensível e repleto de paixões, apetites, desejos e instintos que aprisionam e corrompem a alma.

As Funções da Alma

O princípio do conhecimento racional, que nos permite refletir e conhecer as ideias, é o que distingue o homem do animal. No diálogo Fedro, Platão divide a alma em três funções:

  • Função Racional (Logos): O condutor.
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