Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de História de Ensino Fundamental II

A Revolução de Setembro de 1836: Setembrismo vs. Cabralismo

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Os Projetos Setembrista e Cabralista: A Revolução de Setembro de 1836

A vitória definitiva do liberalismo, em 1834, não significou a estabilidade por que o país há tanto ansiava. A Revolução de Setembro, em 1836, viria a alterar, mais uma vez, a agitada cena política. Esta revolução reagiu tanto aos excessos de miséria em que a guerra civil mergulhara o país como à atuação do governo cartista, acusado de corrupção e de defender apenas os interesses da alta burguesia, enriquecida com os bens nacionais vendidos em hasta pública e acumulada de títulos de nobreza.

Em lugar da Carta Constitucional, os organizadores do movimento propunham o regresso da Constituição de 1822. Sentindo faltar-lhe o apoio do povo e perante o alinhamento...

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Guerra Fria: História, Conflitos e o Fim do Embate

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Guerra Fria: História, Corrida Armamentista e Conflitos

História da Guerra Fria, corrida armamentista, OTAN e Pacto de Varsóvia, macartismo, Guerra da Coreia, Guerra do Vietnã, corrida espacial, Plano Marshall e Queda do Muro de Berlim.

Construção do Muro de Berlim

Introdução

A Guerra Fria tem início logo após a Segunda Guerra Mundial, pois os Estados Unidos e a União Soviética vão disputar a hegemonia política, econômica e militar no mundo.

A União Soviética possuía um sistema socialista, baseado na economia planificada, partido único (Partido Comunista), igualdade social e falta de democracia. Já os Estados Unidos, a outra potência mundial, defendiam a expansão do sistema capitalista, baseado na economia de mercado, sistema...

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Adam Smith e Karl Marx: Fundamentos da Economia Moderna

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Adam Smith (1723 - 1790): filósofo e economista escocês, um dos maiores expoentes da economia clássica. Em 1776, ele publicou sua obra "Uma Investigação sobre a Natureza e as Causas da Riqueza das Nações", sendo considerado o pai da economia política. Foi a primeira tentativa de analisar os determinantes da formação de capital e desenvolvimento histórico da indústria e do comércio entre os países europeus, o que criou a base para a moderna ciência da economia. Smith realizou uma análise minuciosa dos processos de criação e distribuição de riqueza, mostrando que a fonte fundamental de todas as receitas e como a riqueza é distribuída, está na distinção entre aluguel, salários e benefícios ou lucros. A tese central deste...

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A Transição Política no Brasil: Da República Velha à Era Vargas

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A República Velha no Brasil (1889-1930)

Até o ano de 1930 vigorava no Brasil a República Velha, conhecida hoje como o primeiro período republicano brasileiro. Caracterizada por uma forte centralização do poder entre os partidos políticos e a conhecida aliança política "café-com-leite" (entre São Paulo e Minas Gerais), a República Velha tinha grande embasamento na economia cafeeira e, portanto, mantinha vínculos com grandes proprietários de terras.

Existia, de acordo com as políticas do "café-com-leite", um revezamento entre os presidentes apoiados pelo Partido Republicano Paulista (PRP), de São Paulo, e o Partido Republicano Mineiro (PRM), de Minas Gerais. Os presidentes de um partido, ao término de seu mandato, anunciavam como...

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História do Direito Administrativo no Brasil

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Sob influência francesa, predominante em nossa cultura e incentivada por D. Pedro II, o Direito Administrativo foi incluído nos currículos das Faculdades de Direito (Decreto n. 608, de 16.08.1851). A cátedra da disciplina foi instalada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo em 1856, marcando o início do Direito Administrativo brasileiro, alinhado às tendências europeias e preparando o terreno para a era republicana.

Em 1857, na ausência de doutrina específica, Vicente Pereira do Rego publicou "Elementos do Direito Administrativo brasileiro", comparando-o ao francês. No mesmo ano, Pimenta Bueno lançou "Direito Público Brasileiro e Análise da Constituição do Império".

A doutrina mais significativa, porém, é atribuída...

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Iluminismo, Revoluções e a Era Napoleónica

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Iluminismo

Direito natural: privilégio que resulta da natureza física e biológica dos seres.

Liberdade e igualdade natural: todos os homens são iguais e livres à nascença, por serem homens.

Princípios defendidos pelos iluministas:

  • Universalidade
  • Individualidade
  • Autonomia
  • Racionalismo
  • Anticlericalismo

Críticas:

  • Mercantilismo
  • Absolutismo régio (Antigo Regime)
  • Fanatismo religioso e a Igreja

Meios de difusão:

  • Lojas maçónicas
  • Enciclopédias

Características do Iluminismo

  • Racionalidade: ênfase na razão esclarecida pelas luzes do conhecimento.
  • Naturalismo: crença na perfeição da natureza.
  • Igualdade perante a lei: todos os homens são iguais.
  • Anticlericalismo: muitos filósofos acreditavam num Deus criador, mas opunham-se à Igreja.
  • Liberalismo: reconhecimento
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Iluminismo e Revoluções Liberais

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Iluminismo

Ao contrário das restantes sociedades europeias da época, Inglaterra e Holanda eram sociedades com regimes parlamentares, levando a maiores liberdades. Nestas sociedades, a atividade marítima, bem como a da economia, levaram à formação de uma burguesia endinheirada e poderosa, sendo que estes países possuíam mais mobilidade social que os restantes.

A nobreza destas nações era igualmente muito menos feudal que a das restantes, sendo que se aliava frequentemente à burguesia, e os seus filhos segundos comportavam-se como burgueses e também investiam (algo mais associado à burguesia). Ambos os países passaram a possuir cidadãos com características individualistas, empreendedoras e dotadas de livre iniciativa e livre arbítrio.

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A Regeneração em Portugal: Modernização e Dependência

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A Regeneração

Em 1851, um golpe de estado liderado pelo marechal-duque de Saldanha deu início a uma nova era política do Liberalismo em Portugal: a Regeneração. Este movimento político e social buscou conciliar as várias facções do Liberalismo e harmonizar os interesses da alta burguesia, das camadas rurais e da pequena e média burguesia.

A Carta Constitucional foi revisada, o rotativismo partidário foi assegurado e uma série de reformas econômicas foram promovidas para impulsionar o progresso material do país.

Desenvolvimento dos Transportes e Meios de Comunicação

A Regeneração priorizou o desenvolvimento dos transportes e meios de comunicação, reconhecendo sua importância para o crescimento econômico. Esta política, conhecida...

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A Transição do Antigo Regime para o Liberalismo

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Sociedade de Ordens

A sociedade do Antigo Regime deu continuidade à divisão social clássica baseada em três ordens ou estados: clero, nobreza e povo (ou Terceiro Estado). Cada uma destas ordens tinha um estatuto próprio com especificidade de funções, direitos e deveres. O clero e a nobreza eram as ordens privilegiadas. O Terceiro Estado não tinha praticamente privilégios, mas sim deveres. As diferenças entre as várias ordens eram bastante acentuadas, refletindo-se nas formas de tratamento, na forma de vestir e na apresentação em público.

Dentro de cada ordem existia também uma hierarquia, traduzida para o exterior na forma de ser e estar. É uma divisão jurídica, por um lado, e é, por outro, uma divisão de valores e comportamentos....

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Portugal Pós-25 de Abril: Desafios da Transição Democrática

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III.1) Tempos Difíceis e Divergências Ideológicas

O período pré-constitucional em Portugal foi marcado por dois anos politicamente conturbados, caracterizados por profundas divergências ideológicas que conduziram a graves confrontações sociais e políticas, chegando a provocar situações de iminente conflito militar.

As principais dissidências opunham o grupo de apoio do Presidente da República, Spínola (uma força política moderada e conservadora), vs. o MFA (Movimento das Forças Armadas), que representava o esquerdismo revolucionário e uma força política radical.

Divergências Chave: Descolonização e Processo de Democratização

  • Descolonização:
    1. Spínola defendia uma solução federalista para a questão colonial, procurando
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