Antipsicóticos e as Bases Neurobiológicas da Psicose

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Psicose: Estado no qual o indivíduo perde o contato com a realidade, apresentando alucinações, ilusões, delírio e transtornos do pensamento formal.

Sintomas da Psicose

Sintomas Positivos:

  • Delírios: Alterações do pensamento.
  • Ilusões: Percepção de objetos reais de modo distorcido.
  • Despersonalização: Sensação de que o seu corpo está sofrendo modificações.
  • Distorção ou exagero na linguagem.
  • Pensamento fragmentado, com perda das associações lógicas, expressando-se de forma incoerente, vaga e repetitiva.
  • Alucinações: Visuais, olfativas, auditivas, táteis, etc.

Sintomas Negativos:

  • Embotamento afetivo e incapacidade de sentir emoção.
  • Falta de motivação e isolamento social.
  • Dificuldade na abstração dos pensamentos.
  • Deficiência intelectual e de memória.
  • Anedonia: Incapacidade de sentir prazer.
  • Alogia: Restrição na fluência e pobreza de discurso.

Teoria da Esquizofrenia

Abordagem do Neurodesenvolvimento:

  • Exposição fetal ao vírus influenza durante o segundo trimestre.
  • Complicações obstétricas e baixo peso ao nascimento.
  • Estudos de neuroimagem indicando atrofia cortical.

Abordagem Genética e Fator Hereditário:

  • Vários loci genéticos conferem susceptibilidade à esquizofrenia (ex: 22q, 22q11 – COMT; 13q32 – 5-HT2A).
  • Fator hereditário: Prevalência de 10% entre filhos de pais esquizofrênicos e 40% de concordância entre gêmeos monozigóticos.

Abordagem Neuroquímica

Com base no mecanismo de ação dos antipsicóticos, destacam-se as seguintes teorias:

  • Teoria Dopaminérgica (proposta por Carlsson): Relaciona a densidade de receptores D2 em regiões cerebrais de pacientes não tratados. Os sintomas positivos estão associados ao aumento da atividade dopaminérgica (DA) mesolímbica, enquanto a diminuição da atividade DA mesocortical pode ser o sistema que funciona anormalmente, associando-se aos sintomas negativos. Esta via está amplamente associada com a via mesolímbica.
  • Teoria Serotoninérgica: A 5-HT modula vias dopaminérgicas; observa-se um aumento da atividade serotoninérgica.
  • Teoria Glutamatérgica: Estudos pós-mortem indicam diminuição da concentração de glutamato e Glu-R no córtex frontal e hipocampo. A diminuição da atividade glutamatérgica e o uso de antagonistas NMDA (receptores de glutamato) aumentam a DA no córtex pré-frontal e estruturas subcorticais.

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