Exercícios de Filosofia: Livre-Arbítrio e Ética

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Resumo

Este documento reúne exercícios de filosofia sobre o livre-arbítrio e a ética, com as respostas indicadas. Trata a compatibilidade entre o livre-arbítrio e o determinismo, com as posições do libertismo, do determinismo radical e do compatibilismo. Na ética, distingue juízos de valor e juízos de fato e compara o relativismo com o objetivismo moral. O estudante pode testar os conceitos e rever os argumentos.

Pontos-chave

  • O problema tradicional do livre-arbítrio pergunta se o livre-arbítrio é compatível com o determinismo.
  • Para os compatibilistas, uma ação é livre quando não há constrangimento.
  • Para o libertismo, o ser humano é livre e, por isso, nem tudo está determinado.
  • Para o determinista radical, sem livre-arbítrio não há responsabilidade moral.
  • O argumento da responsabilidade moral diz que, se tudo está causalmente determinado, não se pode responsabilizar os agentes. Como faz sentido responsabilizá-los, esse argumento é uma objeção ao determinismo radical.
  • Os juízos de valor avaliam (a eutanásia é inaceitável), e os juízos de fato descrevem fatos (a eutanásia já foi legalizada em vários países).
  • Para o relativismo, o valor de verdade dos juízos morais depende de cada sociedade. Para o objetivismo, esse valor é independente de qualquer perspetiva.

Teste-se

Questões sobre Livre-Arbítrio e Determinismo

  • Qual destas formulações corresponde ao problema tradicional do livre-arbítrio? (B) Será o livre-arbítrio compatível com o determinismo?
  • De acordo com o argumento incompatibilista da consequência, o que se segue das premissas: "Se o determinismo é verdadeiro, então não temos possibilidades alternativas" e "Se não temos possibilidades alternativas, então não temos livre-arbítrio"? (A) Se o determinismo é verdadeiro, então não temos livre-arbítrio.
  • Qual das seguintes afirmações seria rejeitada por um determinista moderado? (D) Se temos livre-arbítrio, então o determinismo não é verdadeiro.
  • "Ainda está por provar que fenómenos mentais, tais como as decisões, não estão de modo algum determinados pelas leis físicas." Esta afirmação constitui uma objeção ao: (D) libertismo.
  • Considera as seguintes afirmações acerca do problema do livre-arbítrio:
    1. A perspetiva compatibilista rejeita a crença de que, se o determinismo é verdadeiro, então não existem ações livres.
    2. Quer o libertista, quer o determinista radical acreditam que o livre-arbítrio é incompatível com o determinismo.
    3. De acordo com o libertista, o ser humano é livre e, portanto, nem tudo está determinado.
    4. De acordo com o libertista, o ser humano é livre e, portanto, nada está determinado.
    Podemos afirmar que: (A) as afirmações 1, 2 e 3 são verdadeiras; a afirmação 4 é falsa.
  • Para os compatibilistas, o que faz uma ação ser livre é: (C) a ausência de constrangimento.
  • Aceitar a tese do determinismo radical implica ter de renunciar à noção de responsabilidade moral. Esta afirmação é: (A) verdadeira, porque para um determinista radical, uma vez que tudo está determinado, não temos livre-arbítrio nem somos moralmente responsáveis pelo que fazemos.
  • "Os seres humanos, e só os seres humanos, transcendem as leis da natureza: são livres." Esta afirmação é típica de um defensor do libertismo e significa que: (B) o ser humano é livre e, portanto, nem tudo está determinado.
  • Perante a questão: "Será a crença no livre-arbítrio compatível com a crença no determinismo?", o que está em causa é: (A) saber se as crenças podem ser ambas verdadeiras.
  • Partindo das seguintes afirmações: "Se tudo no mundo é causalmente determinado, não podemos responsabilizar moralmente os agentes pelas ações que praticam" e "faz sentido responsabilizar moralmente os agentes pelas ações que praticam": (A) uma objeção ao determinismo radical e um argumento a favor do libertismo.

Questões sobre Ética e Valores

  • Atenta nos juízos que se seguem e seleciona a opção correta:
    1. A eutanásia é uma prática inaceitável.
    2. A eutanásia já foi legalizada em vários países do mundo.
    3. O João é a favor da eutanásia.
    4. A eutanásia é uma prática moralmente correta apenas em algumas circunstâncias.
    (C) As alíneas 1 e 4 correspondem a juízos de valor e as alíneas 2 e 3 correspondem a juízos de facto.
  • Se não houver juízos morais objetivos, então: (B) a verdade de um juízo moral não depende de critérios transubjetivos que ultrapassam as perspetivas e subjetividades individuais ou culturais.
  • De acordo com o relativismo cultural, a liberdade de expressão é correta se, e só se: (B) a minha sociedade aprova a liberdade de expressão.
  • Para um defensor do objetivismo, o juízo "A pena de morte é uma prática moralmente errada": (D) tem valor de verdade, mas esse valor é independente de qualquer perspetiva.
  • Os esquimós frequentemente praticam o infanticídio, ou seja, matam as suas crianças perfeitamente normais. Fazem-no porque vivem num meio extremamente duro onde a comida escasseia e isso é uma forma de assegurar a sobrevivência de todos. Perante a constatação anterior, um relativista acerca dos valores defenderia que: (C) o infanticídio apenas é correto na perspetiva das culturas que o aceitam.
  • Imagina que um subjetivista se dirigia a ti e dizia que "a prática da mutilação genital é errada". Caso fosses um relativista, o que lhe responderias? (A) "Ela é errada numas sociedades, mas pode não ser errada noutras."
  • O relativismo moral distingue-se do objetivismo moral porque: (C) o relativismo defende que o valor de verdade dos juízos morais depende de cada sociedade, ao passo que para o objetivismo é independente de quaisquer perspetivas.
  • Considera a afirmação "existem factos morais objetivos": (A) um relativista e um subjetivista rejeitariam a afirmação.
  • Aceitar a teoria do relativismo moral implica tolerar: (C) todas as práticas instituídas numa dada cultura.
  • A ideia de que não podemos conceber que existem valores independentemente das nossas mentes, das nossas preferências e dos nossos desejos constitui: (D) uma objeção ao objetivismo.

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Perguntas frequentes

Qual é o problema tradicional do livre-arbítrio?

O problema pergunta se o livre-arbítrio é compatível com o determinismo, isto é, com a ideia de que tudo está causalmente determinado.

Qual é a diferença entre juízo de valor e juízo de fato?

O juízo de valor avalia uma ação ou uma prática, como a eutanásia é inaceitável. O juízo de fato descreve algo que acontece ou aconteceu, como a eutanásia já foi legalizada em vários países.

O que diz o relativismo moral?

Diz que o valor de verdade dos juízos morais depende de cada sociedade. Por isso, o que é correto numa cultura pode não ser correto noutra.

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Teste

1. Qual é a formulação do problema tradicional do livre-arbítrio?
2. Para os compatibilistas, o que faz uma ação ser livre?
3. Segundo o libertismo, o que se conclui?
4. Para um determinista radical, o que acontece com a responsabilidade moral?
5. Qual destes é um juízo de valor?
6. O que defende o objetivismo sobre o juízo 'A pena de morte é moralmente errada'?
7. Segundo o relativismo moral, quando é correta a liberdade de expressão?

Perguntas geradas com IA a partir do documento: verifique as respostas com o texto.