Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Ciências sociais de Ensino Fundamental II

Revolução Americana: Historicismo, Individualismo e Direitos

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O que parece inconciliável com a Revolução Francesa – o historicismo e o individualismo, nesse caso, identificados, respectivamente, com os privilégios da sociedade e os direitos do indivíduo – agora, naturalmente, pertencem à mesma família: o constitucionalismo, entendido como a doutrina da prioridade dos direitos e, portanto, dos limites para fins de segurança do governo.

O direito natural individualista e o historicismo trilham um caminho comum na América, essencialmente porque precisam lutar contra o mesmo inimigo, que é o estatismo, ou seja, a síntese europeia (que também se aplica à Inglaterra), que junta o poder de fazer leis e o poder soberano. Para a perspectiva oposta dos revolucionários americanos, a união significa...

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A Garantia dos Direitos: Modelos Britânico e Francês

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A Garantia dos Direitos

Tudo isso está associado à garantia dos direitos.

O Modelo Tradicional Britânico

No modelo tradicional britânico, a garantia de direitos é resolvida da seguinte forma:

  • Pela prioridade do Judiciário sobre o governo;
  • Pela legislatura.

A Experiência da Revolução Francesa

Neste regime, a Revolução Francesa não conseguiu separar uma série de razões da experiência revolucionária francesa de uma cultura de direitos e liberdades de caráter historicista. Em particular, a revolução não pôde — e não quis — conceder um papel garantidor maior aos juízes, pois parte da experiência histórica do Estado absoluto via alguns juízes ou funcionários como inimigos da unidade política da nação, herdeiros dos privilégios...

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Contratualismo Revolucionário vs. Democracia Representativa

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O contratualismo revolucionário, inevitavelmente, acaba se tornando voluntarismo político, o que faz toda a política e até a vontade direta do povo soberano ser de grande poder. Pelo contrário, as doutrinas da democracia representativa tendem a assumir acentos fortemente estatistas, a incorporar a soberania original da nação (ou povo) à soberania do Poder Legislativo e os poderes que, em geral, existem.

Na Revolução Francesa, estão presentes duas versões diferentes (ou opostas) de liberdades políticas ("positivas"):

Voluntarismo: o exercício das liberdades e o direito de voto tornam-se significativos somente no contexto da cidadania ativa, a presença contínua e estável do povo soberano, organizado em assembleias de base primária....

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A Teoria da Iurisdictio e o Poder Político Medieval

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Os comentaristas da casuística desenvolveram critérios para dissociar o problema dos conflitos entre normas, estabelecendo que contratos e testamentos são regidos pela lei do foro (o processo), enquanto o status pessoal é regido pela lei da pessoa em causa. Estas soluções reúnem-se sob a fórmula segundo a qual o âmbito de aplicação das regras está dependente do nível de potência que as emite: no caso de imóveis, concorda com o território; no caso de pessoas singulares, coincide com o estudo de temas que promovem a adoção de soluções e a rejeição dos regimes de casuísmo rígido, abstrato e imóvel.

ii) A teoria do naturalismo do poder

No campo da teoria política da ordem e da legitimidade, o poder para criar regras e declarar...

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A Constituição Espanhola de 1978: Monarquia Parlamentar e Estado Autonômico

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Constituição de 1978

Após as eleições de 15 de junho de 1977, os grupos políticos representados no Congresso nomearam sete pessoas para redigir um primeiro projeto de Constituição. Três membros da UCD, um do PSOE, um do PCE, um da Aliança Popular e outro representando as minorias catalã (PNV) e basca. Em janeiro, a primeira versão foi publicada. Após um referendo (6 de dezembro de 1978), a Constituição foi promulgada pelo rei.

Em 1977, a questão regional ganhou destaque com a criação de um novo ministério "para as Regiões", liderado por Manuel Clavero. Além disso, por meio de decretos, foi restabelecida a Generalitat da Catalunha (liderada por Josep Tarradellas) e criado o Conselho Geral Basco.

Em meados de 1978, foram aprovados...

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Origens e Desenvolvimento dos Direitos Humanos

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Origens e Desenvolvimento dos Direitos Humanos.

Os seres humanos têm lutado por uma vida digna e que possam ser sujeitos de direitos. Já na Idade Média, embora a escravidão fosse aceita como a maneira mais eficaz de organização do trabalho na sociedade, os gregos consideravam-na como o maior mal que poderia acontecer a alguém. Rebeliões ocorreram para defender a sociedade de homens iguais.

Na era moderna, encontramos uma defesa explícita dos direitos humanos como tal.

No final do século XVIII, as grandes revoluções tentaram acabar com os sistemas de dominação do Antigo Regime. A Revolução Francesa e a Revolução Americana foram as primeiras a explicitar esses direitos na Declaração de Direitos da Virgínia e na Declaração...

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Teoria do Estado, Direito e a Estrutura das Normas

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Arbitrariedades e os limites do poder do Estado

O problema da arbitrariedade é a versão legal do desafio de limitar o poder do Estado frente ao indivíduo. A arbitrariedade possui dois aspectos: a competição (pessoal, material, processual) entre órgãos estatais e a atitude pública contra o exercício desse poder. Um terceiro aspecto é a justiça social, ou seja, a desejabilidade da aplicação do direito positivo em relação à justiça legal.

As formas de Estado

Considerando a estrutura socioeconômica, o Estado pode ser pluralista, tirânico ou social:

  • Estado Tirânico: A hegemonia é reduzida ao mínimo, embora formas de sociedade civil possam existir sob uma ditadura aberta.
  • Estado Social: Caracteriza-se por uma homogeneidade onde o
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Noções Fundamentais de Autoridade e Sociedade Política

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1) Noções Preliminares

  • O Homem em Sociedade: O ser humano vive em sociedade e necessita dos outros para alcançar seus objetivos. Assim, a autoridade é necessária.
  • O Estado: É uma "sociedade de sociedades", composta por grupos menores. A autoridade é a capacidade de ordenar os membros dessas sociedades.
  • Homem e Deus: O homem participa de Deus ao ordenar, colocando cada coisa em seu devido lugar, como apropriado. O mesmo tipo de inteligência é...

2) Definição de Autoridade

A habilidade para ordenar os membros da sociedade visando o bem comum.

3) Autoridade Política e Sociedade Política

A sociedade política é uma sociedade de sociedades, cujas partes corporativas são menores. A Autoridade Política é responsável perante as autoridades...

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Autoridade, Estado e os Fundamentos da Democracia

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Autoridade e a Função Política do Estado

A autoridade é o exercício do poder sobre os membros da sociedade, distribuída através da "função política". Essa autoridade é exercida por meio de um conjunto de instituições que formam o Estado. O Estado também detém a soberania, ou seja, não há outra instituição com regras acima dele.

Soberania e Formas de Governo

A soberania significa a capacidade de exercer autoridade suprema de forma independente de qualquer outra superior. Quanto ao exercício do poder, distinguem-se:

  • Monarquia: Basta governar um só.
  • Oligarquia: Governam poucos e sempre os mesmos.
  • Democracia: Governam todos.

Tipos de Autoridade

  • Autoridade Carismática: A autoridade do chefe se impõe porque ele é capaz de seduzir
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Direitos Humanos e Cidadania: Mecanismos e Ética

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Mecanismos Internacionais de Proteção aos Direitos Humanos

Os procedimentos internacionais, como a figura do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, implementam ações em defesa dos direitos fundamentais, promovem o seu conhecimento e desenvolvimento, e lideram o movimento internacional de direitos humanos. Além disso, o Conselho de Direitos Humanos possui procedimentos específicos para a defesa desses direitos, sendo responsável pelo acompanhamento da situação em países ou territórios específicos, ou pela análise de graves violações, com a obrigação de torná-las públicas.

A União Europeia conta com o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, em Estrasburgo, ao qual os cidadãos podem recorrer caso os...

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