Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Lógica Jurídica: Antinomias, Lacunas e Inferências

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O que você compreende por antinomia e lacuna como fatores antitéticos à lógica jurídica?

No campo da teoria do Direito, antinomia é o conflito entre normas do mesmo ordenamento, e lacuna é a ausência de norma para a disciplina de certo caso concreto. O Direito é lógico, portanto, quando não possui antinomias nem lacunas. A manifestação de antinomias configura desobediência ao princípio da não contradição. A lacuna macula a lógica do sistema jurídico por caracterizar inobservância do princípio do terceiro excluído.

Em suma, se o Direito pretende ser lógico, não pode ser múltiplo, nem ter antinomias e lacunas.

Conceitue a inferência do ponto de vista da linguagem comum e da lógica

Na linguagem comum, inferência está... Continue a ler "Lógica Jurídica: Antinomias, Lacunas e Inferências" »

Fundamentos da Lógica: Tautologia e Regras de Inferência

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Tautologia, Contradição e Contingência

Estes conceitos definem a validade de uma proposição composta com base na sua tabela de verdade:

  • Tautologia: O resultado da proposição é sempre verdadeiro.
  • Contradição: O resultado da proposição é sempre falso.
  • Contingência: O resultado da proposição é alternado (verdadeiro e falso).

As Regras de Inferência: Modus Ponens, Modus Tollens e Silogismo Disjuntivo

Modus Ponens (Afirmação do Antecedente)

O Modus Ponens (modo que afirma) é uma forma de inferência ou argumento válido em que, na segunda premissa, se afirma o antecedente e, na conclusão, se afirma o consequente.

A sua estrutura lógica é:

  1. Se o antecedente se verificar, o consequente verificar-se-á. (P → Q)
  2. O antecedente verificou-
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Ética e Moral: Conceitos, Diferenças e Tipos de Normas

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O que é ética?

A ética (do grego ethos) é um ramo da filosofia que engloba um conjunto de princípios morais, valores e comportamentos aplicáveis pelos tomadores de decisão em matérias não especificamente determinadas pela lei. É o conjunto de normas e valores que definem o comportamento correto e o errado.

Qual é a moral?

A moral e os bons costumes são chamados de conjunto de crenças e normas sociais de um determinado grupo ou pessoa que atua como guia para o ato (ou seja, orientar sobre o bem ou mal, certo ou errado de uma ação ou ações).

Diferença entre ética e moral

  1. Características morais: A moralidade é o fato real que encontramos em todas as sociedades; é um conjunto de regras transmitidas de geração em geração, evoluindo
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Clássicos da Sociologia: Uma Análise Comparativa

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Saint Simon

Precursor da sociologia, Saint Simon inaugurou a ideia da disciplina em um contexto pós-feudal. Para ele, cada fato social possuía uma solução específica, sem efeitos contínuos ou repetições. Abandonou sua teoria ao perceber que o capitalismo não se concretizava como um sistema positivista, capaz de igualar as classes sociais como ele inicialmente acreditava.

August Comte

Fundador da filosofia positivista, Comte defendia a teleologia do processo social, ou seja, a ideia de que a sociedade evolui em direção a um estado de perfeição. Para ele, a história humana se divide em três etapas:

  • Teologia: Explicação do mundo através da religião.
  • Metafísica: Fase de questionamento, impulsionada pelo Iluminismo e pela Revolução,
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Positivismo, Kant, Hegel, Marx, Sartre e Nietzsche

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Positivismo de Auguste Comte

O positivismo foi a primeira corrente da Sociologia. Foi a teoria pioneira que organizou princípios sobre o homem e a sociedade buscando explicá-los cientificamente. O principal representante e criador desse movimento foi o filósofo Auguste Comte.

O positivismo é visto como uma corrente conservadora, pois procurava justificar a nova sociedade que estava surgindo tendo como inspiração a sociedade feudal, com sua estabilidade e acentuada hierarquia social. Os positivistas não viam nenhum progresso em uma sociedade urbanizada e industrializada; lamentavam o enfraquecimento da religião e da família. Consideravam a sociedade moderna dominada pelo caos, pela anarquia e pela desorganização social. Por isso, eram... Continue a ler "Positivismo, Kant, Hegel, Marx, Sartre e Nietzsche" »

Existencialismo: Uma Análise da Existência Humana

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O Existencialismo e a Filosofia

As Guerras Mundiais representaram, para muitos, a falência de grande parte dos ideais otimistas da Filosofia. Por isso, acusam o Existencialismo de enfatizar o lado negativo da vida humana.

O termo existência é usado para designar o modo de ser próprio do homem, enquanto ser no mundo, inserido em uma determinada situação analisável em termos de possibilidades.

A liberdade humana não é indeterminada, mas limitada pelas condições presentes nas situações. Existir significa relacionar-se com o mundo.

A Possibilidade no Existencialismo

A categoria descritiva e interpretativa fundamental de que o Existencialismo se vale é a da possibilidade:

  • Existe um grupo que tende a interpretar a possibilidade a partir do
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Fundamentos da Justiça e Lei na Filosofia Antiga e Medieval

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1. Justiça Distributiva e Corretiva em Aristóteles

A justiça para Aristóteles é dar a cada um o que lhe é devido. Para tanto, ele divide a justiça em: Justiça Total e Justiça Particular. A Justiça Total é o cumprimento de todas as leis da cidade.

Já a Justiça Particular se divide em duas modalidades:

  • Justiça Distributiva: Ocupa-se da divisão de bens e vantagens. Utiliza um critério meritocrático, dando a cada um segundo seu mérito, e relaciona-se com a igualdade geométrica.
  • Justiça Corretiva: Aplica-se nas relações entre particulares onde tenha ocorrido algum conflito. É equiparada a uma igualdade aritmética, pois envolve cálculos para restaurar o status quo ante. Esta justiça corretiva também se divide em duas modalidades:
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Justiça em Platão: Uma Análise da Polis e da Psique

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Justiça em Platão

Justiça: Um Tema Central

Justiça é um tema recorrente nos diálogos de Platão. Em A República, Sócrates argumenta que a justiça em si é boa e que a injustiça, mesmo que não seja percebida, é prejudicial à pessoa injusta. Ele também afirma que, ao compreendermos a natureza da justiça, poderemos determinar se ela é boa em si mesma ou apenas por suas consequências.

Para Platão, justiça é sinônimo de harmonia social e, portanto, o justo é aquele que age de acordo com a lei. Ele defende que a justiça abrange tanto a dimensão individual (Psique) quanto a coletiva (Polis).

Relativismo Moral e a Lei

Platão também aborda o relativismo moral de Protágoras, argumentando que, se o justo é definido pelas leis e... Continue a ler "Justiça em Platão: Uma Análise da Polis e da Psique" »

Filosofia da Religião: Racionalidade, Fé e Ateísmo

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A filosofia da religião tematiza a abertura do homem para o mistério que o envolve de maneira positiva, aceitando-o. Tematiza, pois, a relação do homem com o santo ou numinoso no horizonte da autocompreensão humana (p. 5). A religião realiza-se na existência humana. O apelo de Deus como a resposta do homem verifica-se na existência. Assim, sua existência religiosa se constitui a partir do divino. Por isso, na filosofia da religião, não se fala só do homem, mas também daquilo que é diferente dele, que é o transcendente (p. 6). No cristianismo, por exemplo, é a revelação e a penetração do incondicionado no mundo condicionado (p. 7). Segundo Hegel, a religião e a filosofia têm em comum a busca da verdade (p. 11).

Capítulo

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Tipos de Conhecimento e Etapas da Pesquisa

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Tipos de Conhecimento

Conhecimento Popular

  • Conjunto de crenças e opiniões, utilizadas em geral para objetivos práticos;
  • É a forma como vemos e entendemos o mundo sem a aplicação de nenhum método e sem reflexão;
  • É o conhecimento vulgar, de senso comum e intuitivo;
  • Não há controle, adquire-se independentemente de estudo, pesquisa ou aplicações de métodos investigados.

Conhecimento Popular por Definição

  • Superficial: conforma-se com a aparência; “porque vi”;
  • Sensitivo: referente às vivências e emoções diárias;
  • Subjetivo: sujeito organiza suas experiências;
  • Assistemático: não visa sistematização de ideias;
  • Acrítico: conhecimento dos fatos sem questionar as causas.

Exemplos de Conhecimento Popular

  • Colocar arroz no saleiro;
  • Chá
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