Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Fundamental II

Guia de Argumentação, Falácias e Retórica

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Dedução e Indução

Argumentos dedutivamente válidos: é impossível que tenham conjuntamente premissas verdadeiras e conclusão falsa. Nos argumentos indutivos, isso não é impossível, mas é improvável.

Os argumentos indutivos podem ser: fracos, moderadamente fracos ou bastante fortes.

Generalizações e Previsões: Critérios de Avaliação

  • Representatividade: O número de casos observados deve ser representativo da totalidade (ex.: concluir que todos os indianos têm barba após ver apenas cinco).
  • Consistência: Não pode haver informação que ponha em causa a validade do argumento (ex.: concluir que um cão viverá para sempre por ter vivido até agora, ignorando que todos os animais morrem).
  • Contraexemplos: Não podem existir contraexemplos
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Estágios de Piaget: Operatório Concreto, Formal e Moral

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Objetivos de Aprendizagem

  • Demonstração do estágio operatório concreto;
  • Demonstração do estágio operatório formal;
  • Uma demonstração da heteronomia;
  • Demonstração da autonomia;
  • Identificar o segundo estágio de desenvolvimento de Kohlberg.

Estágio Operatório Concreto (7 a 11 anos)

  • Capacidade de “pensar antes de agir”.
  • O pensamento se torna menos impulsivo, mais flexível e organizado.
  • Porém, ainda depende do plano concreto para estruturar-se.
  • Relações de classificação, inclusão, seriação, comparação – conceituação no plano dos objetos.
  • Operações concretas (raciocínio indutivo): classes, relações, números – agrupamentos lógicos elementares.
  • Grupos aditivos e multiplicativos.
  • A criança já consegue trabalhar os conceitos
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O Racionalismo e o Método de René Descartes

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O Projeto de Descartes

O projeto de Descartes consiste em construir um sistema de verdades indubitáveis em que, de uma verdade que seja impossível considerar falsa, possamos deduzir outras verdades que sejam certezas absolutas.

Razões de Ser do Projeto

  • 1. O sistema dos ditos conhecimentos era constituído por verdades e falsidades.
  • 2. Temos de separar o verdadeiro do falso e justificar que o que acreditamos ser verdadeiro é absolutamente verdadeiro. Havia falsidades na base do sistema.
  • 4. Temos de encontrar uma verdade indubitável que sirva como base ao sistema dos conhecimentos e permita organizá-lo firme e seguramente.

Como Atingir Esse Objetivo

  1. Consideramos falso o que não for absolutamente verdadeiro ou indubitável.
  2. Consideremos enganadora
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Métodos Científicos e Tipos de Conhecimento: Uma Análise

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Método Indutivo

O indutivismo é uma corrente epistemológica positivista que atribui à ciência um caráter empirista, na medida em que valoriza a experiência sensível como a única base sólida do conhecimento.

Etapas do Método Indutivo:

  1. Observação do Fenómeno: A observação e registo do fenómeno deve ser feita de modo a encontrar as suas causas, de forma objetiva, e a observação deve ser repetida. Estes são fruto do hábito e são casos particulares.
  2. Descoberta da Relação entre os Fenómenos: Por meio da comparação e da classificação, procura-se aproximar os fatores para descobrir a relação entre eles.
  3. Generalização da Relação: Generaliza-se a relação encontrada entre os factos semelhantes em leis que expressam as relações
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Epistemologia: Senso Comum, Ciência, Popper e Kuhn

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Senso Comum e Conhecimento Científico

Senso Comum

Modo de conhecer adquirido na nossa vivência quotidiana, de modo espontâneo e imediato (é comum a toda a gente).

Características do Senso Comum

  • Conhecimento Empírico: Baseia-se na apreensão sensorial, espontânea e imediata da realidade. Depende da experiência quotidiana.
  • Revela organização afetiva das experiências.
  • É superficial e incompleto (não explica os porquês das coisas).
  • Utiliza a linguagem do dia a dia.
  • Subjetivo: Depende do sujeito que conhece.
  • Transmite-se de geração em geração.
  • Tem como finalidade resolver a maior parte dos problemas do dia a dia.

Conhecimento Científico

É um conjunto de teorias construídas para compreender a realidade, procurando explicar os factos através...

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Conhecimento vulgar e científico

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O conhecimento vulgar pode definir-se como o conjunto desorganizado de opiniões subjetivas, suposições, pressentimentos, preconceitos e ideias feitas que nos conduzem a uma visão superficial e funcional, embora, por vezes, errónea, da realidade.

Relacionamo-nos com o mundo que nos rodeia, antes de mais, através dos sentidos. São eles que nos permitem diversos tipos de experiências que, acumuladas, constituem um primeiro nível de conhecimento da realidade exterior: o conhecimento vulgar ou senso comum.

Este primeiro nível de conhecimento constitui-se a partir da apreensão sensorial e imediata do real, a qual não resulta de nenhuma procura sistemática e metódica, nem exige qualquer estudo prévio. Assim, o senso comum é prático...

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David Hume: Conhecimento, Causalidade e Indução

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Questões de Facto e Relações de Ideias

Hume dividiu os objetos que podem ser investigados pela razão humana em dois domínios: relações de ideias e questões de facto, sendo que a matemática e a geometria tratam da primeira e as proposições empíricas em geral da segunda. As proposições acerca das relações de ideias traduzem verdades necessárias, enquanto as questões de facto exprimem verdades contingentes. Por outro lado, as relações de ideias são conhecidas a priori, isto é, não é necessária a experiência para demonstrar a sua verdade e, por isso, são também raciocínios dedutivos, enquanto as questões de facto só podem ser investigadas a posteriori, ou seja, tendo a experiência como fundamento, sendo por isso um...

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h2 Conhecimento, Racionalismo, Empirismo e Ceticismo

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Edmund Gettier: Contraexemplos à definição de conhecimento como crença verdadeira justificada (pode haver crenças que equivalham a um efetivo conhecimento; é possível que alguém não possua conhecimento, ainda que sejam realizadas as três condições: crença, verdade e justificação). Pode haver crenças verdadeiras que são justificadas apenas acidentalmente, por sorte ou coincidência.

Racionalismo: A razão (entendimento) é a fonte principal do conhecimento. Modelo do conhecimento: matemática. O sujeito impõe-se ao objeto.

Empirismo: A experiência é a fonte principal de conhecimento. O conhecimento do mundo obtém-se através de impressões sensoriais. O objeto impõe-se ao sujeito.

Fundacionalismo é a combinação dos dois....

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Explorando o Conhecimento: Perspetivas Filosóficas e Distinções

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O Empirismo de David Hume

O empirismo considera como fonte de todas as nossas representações os dados fornecidos pelos sentidos. Assim, todo o conhecimento é «a posteriori», isto é, provém da experiência e a ela se reduz. Segundo os empiristas, inclusivamente as noções matemáticas seriam cópias mentais estilizadas das figuras e objectos que se apresentam à percepção. Hume é um filósofo cuja teoria assenta num conceito-chave: o hábito.

É através deste conceito que Hume se assume como um empirista, no sentido de que a perceção repetida e habitual de uma determinada impressão ou facto nos leva a elaborar ideias sobre os fenómenos naturais, através de generalizações indutivas.

O Racionalismo Crítico de Immanuel Kant

A teoria...

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Conceitos Filosóficos: Ação, Valores e Cultura

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Quais são as Condicionantes da Ação?

As condicionantes da ação são as físico-biológicas e as histórico-culturais.

Caracterização das Condicionantes Físico-Biológicas

  • De Espécie: Quando consideramos as características que partilhamos com os indivíduos da nossa espécie, enquanto seres humanos. Exemplo de limitações são os que decorrem da constituição fisiológica e da anatomia do nosso corpo, como, por exemplo: incapacidade de suportar temperaturas ou pressões atmosféricas extremas; impossibilidade de voar ou respirar debaixo de água.
  • Individuais: Quando atendemos às características físicas e biológicas de um indivíduo ou de um grupo de indivíduos. Exemplos deste tipo de limitações são os que se relacionam com a
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