Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Outros cursos

Os Tipos de Dominação Legítima Segundo Max Weber

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A Perspectiva Sociológica de Max Weber

Para Max Weber, o objeto de estudo se transforma dependendo da perspectiva do observador. Diferentes olhares sobre o mesmo objeto podem gerar diferentes interpretações e conclusões. Esta visão contrasta com a de Durkheim, que defendia que o objeto possui uma verdade intrínseca, a qual seria percebida da mesma forma por qualquer observador.

Os Três Tipos Puros de Dominação Legítima

Weber utiliza o conceito de tipo puro (ou tipo ideal) como uma ferramenta para analisar um fenômeno em suas características mais essenciais, descrevendo um conjunto "no geral" ou na média, em vez de focar nos casos individuais.

  • Dominação Legal

    É um tipo de dominação burocrática que se baseia em regras instituídas,

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### Fenomenologia de Husserl: Consciência e Investigação Social

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As categorias da Fenomenologia de Husserl: uma nova abordagem distinta do positivismo e do empirismo na investigação social. A fenomenologia, em Husserl, tem como categoria dirigente a consciência transcendental intencional, subjetiva, que não é neutra, nem objetiva e está além da lógica positiva e empírica, restrita ao dado puro factual. A entrevista fenomenológica possibilita uma escuta interativa e dialogal, enfatizando a intersubjetividade na unidade indissolúvel sujeito-objeto, noesis-noema. Noesis refere-se ao sujeito, polo pesquisador e pesquisado, consciência subjetiva, que possui uma concepção sobre a realidade investigada. Portanto, em Husserl, noesis e noema constituem uma só unidade no campo pesquisador e pesquisado....

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Justiça e Filosofia: Metafísicos vs. Materialistas

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Metafísicos: Agostinho e Kant

Metafísica: É uma análise filosófica do ser. Em Metafísica, não desprezamos fatos científicos; pelo contrário, damos aos mesmos uma epistemologia filosófica, em uma análise mais aprofundada das leis que aparentemente são simples, mas buscamos a essência do que existe, de tudo aquilo que é e que não é.

A Metafísica é "além-Física" justamente por causa disso: porque não desprezamos o que não é, enquanto a ciência só se ocupa com o ser. A Metafísica também possui muita análise no que tange à Matemática, mesmo a Matemática pura, pois a ontologia também se aplica a entidades elementares abstratas, e nisso a formalização matemática decerto tem seu papel. Posso resumir dizendo que se trata...

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Conhecimento: Conceitos, Tipos e Evolução

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Tipos de Conhecimento

Ciência: é o conjunto organizado dos conhecimentos disponíveis à humanidade. É o maior patrimônio da humanidade, obtido ao longo da evolução, em uma trabalhosa conquista através do constante aperfeiçoamento do pensamento.

Mas o que é Conhecer?

É uma relação que se estabelece entre sujeito e objeto (Sujeito: é aquele que conhece. Objeto: fenômeno alvo da pesquisa). Os povos da antiguidade faziam “o conhecer” mediante a catalogação de observações feitas.

Foram os gregos que deram o próximo passo: foram além da catalogação dos fatos; chegaram ao pensamento científico, procurando conhecer as causas motivadoras dos efeitos anotados.

Três Exemplos:

  • Aristóteles
  • Galileu Galilei
  • Edwin Hubble

Evolução do

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Martínez (1975): Desvio e Anomalia na Linguagem Poética

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O ponto de partida mais claro para o estruturalismo na literatura em espanhol é a obra de José Antonio Martínez, intitulada Propriedades da linguagem poética (1975). Esta obra indica que a criação (ou o estudo) dos usos da linguagem, e o significado de cada figura, pode ser alcançada de duas maneiras:

1. Mediante o Desvio

O desvio envolve usos criativos que estabelecem novas relações de expressão e conteúdo. O processo se origina, primeiramente, pela destruição da relação usual (o desvio em si) e, em segundo lugar, por uma redução do desvio que torna possível a interpretação do texto. Martínez distingue três tipos de desvio:

  • Desvio de Combinação (Metonímia)

    Inclui a metonímia. Exemplo: "relinchar criação" (expressão

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Wittgenstein: Evolução da Filosofia da Linguagem e Lógica

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Ludwig Wittgenstein: Linguagem e Lógica

As Duas Fases da Filosofia de Wittgenstein

A obra de Wittgenstein deve ser entendida no contexto da filosofia analítica. Distinguem-se duas fases principais em seu pensamento, marcadas por duas obras de grande relevância: o Tractatus Logico-Philosophicus e as Investigações Filosóficas. Essas fases coincidem com a tradição que o influenciou, especialmente através de autores como Bertrand Russell e G.E. Moore.

Influências: Russell e Moore

Por um lado, Bertrand Russell era um lógico que defendia a importância da análise lógica como forma de evitar as confusões filosóficas decorrentes da imprecisão e ambiguidade da linguagem cotidiana. Ele via a linguagem lógica como um ideal, em contraste com...

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Niilismo, Transmutação de Valores e Alienação Religiosa

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O Niilismo e a Transmutação de Valores

O niilismo é o resultado da "morte de Deus", produzindo desorientação no homem, pois envolve a dissolução dos valores tradicionais e de tudo o que guiava a humanidade.

A vida torna-se sem sentido quando o homem percebe que suas crenças eram falsas, o que leva ao desespero. Nietzsche denomina esse estado como niilismo.

Contra esse niilismo passivo, Nietzsche propõe o niilismo ativo: a destruição dos valores antigos, caracterizada pela força de vontade, que promove a libertação do homem e o foco neste mundo.

Para a superação do niilismo, deve-se realizar a transmutação de valores com a chegada do Super-homem (Übermensch), superando o "último homem". Através da vontade de poder, define-se...

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A Dualidade da Natureza Humana em Rousseau

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1. Este ensaio argumentativo conclui que a natureza humana possui duas substâncias: corpo e alma. Rousseau parte dessa premissa e rejeita as acusações que poderiam ser feitas para refutá-la. O texto divide-se em três partes principais:

  • 1ª Parte (Linhas 1 a 12): Define que a natureza humana possui duas substâncias: o corpo material (passivo e escravo) e a alma racional (livre).
  • 2ª Parte (Linhas 12 a 15): Argumenta que o homem não é um ser simples; o fundamento da moralidade não é fruto do preconceito e não pode ser explicado por uma visão puramente materialista.
  • 3ª Parte (Linha 15 ao fim): Apresenta a definição de substância e a redução ao absurdo do materialismo, refutando a lógica sofista. Argumenta-se que pedras e árvores
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Rousseau: As Dualidades entre Razão, Natureza e Sociedade

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EDITORIAL: Rousseau, pensador de dualidades.

As dualidades de Rousseau refletem a questão clássica: o espírito e a razão, os sentidos e a compreensão, a sensibilidade. Sua obra abrange praticamente todos os campos filosóficos, exceto o materialismo.

  • Dualidade Corpo-Alma: Esta está na base de outra: razão-sentimentos. A razão, como é entendida por Rousseau, não possui mais o frio rigor cartesiano de um método para atingir a verdade. Agora, essa mesma razão, convertida em prática, serve ao homem como uma bússola moral a ser seguida por um aumento da consciência sensível. (...)
  • Inteligência vs. Sentidos: Ver a inteligência e os sentidos como ativo e passivo é outra dualidade que serve para Rousseau acusar a primeira de alguns
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Kant e a Crítica da Razão Pura: Estudo e Metafísica

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No principal livro escrito por Kant, a Crítica da Razão Pura, a palavra "crítica" significa investigação crítica. O verdadeiro significado do título de seu trabalho é o estudo e a pesquisa da razão independente da experiência.

Para Kant, a ciência desenvolve os elementos empíricos da experiência e da razão pura. O tempo e o espaço são considerados formas puras, ou seja, uma intuição a priori da experiência.

O tempo é uma forma de percepção; a matemática, construída sobre a forma de toda a experiência, encaixa-se perfeitamente à realidade. O espaço é a forma da experiência ou percepções externas, enquanto o tempo refere-se a experiências e percepções internas e externas.

O objeto é impresso nas formas de espaço...

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