Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Santo Agostinho: Contexto, Filosofia e a Busca por Deus

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Santo Agostinho

Contexto Histórico

O evento histórico mais importante dos séculos IV e V d.C. é a conversão ao Cristianismo do imperador Constantino I. A consequência disso foi a transferência da sede imperial de Roma para Bizâncio (Constantinopla) e a divisão do Império Romano no Império Romano do Ocidente (com capital em Roma) e no Império do Oriente (com capital em Constantinopla). O Império do Ocidente sofreu uma rápida degeneração, culminando na deposição de Rômulo Augusto. A análise deste declínio imperial é um dos pilares que sustentam o discurso político de Agostinho de Hipona.

Contexto Cultural

  • O Edito de Milão (promulgado por Constantino) pôs fim à perseguição dos cristãos e estabeleceu a liberdade de religião,
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Barroco e Iluminismo: crise, racionalismo e empirismo

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Contexto histórico (séculos XVI e XVII — Barroco)

O contexto histórico do século XVI e XVII corresponde ao período do Barroco. Enquanto o Renascimento é um retorno aos clássicos, o Barroco representa um período de crise, especialmente na Espanha, que perde a sua hegemonia. O centro económico e cultural desloca‑se da Itália e da Espanha para a França, Holanda e Inglaterra.

Problemas e crise

O período é marcado por múltiplos problemas interligados:

  • Economia: economia ainda muito baseada na agricultura, más colheitas e fome.
  • Sociedade: após a esplêndida Renascença surge um momento de crise; a estrutura social estratificada entra em crise.
  • Estado: guerras e revoltas, fragilização das antigas ordens políticas.
  • Religião: Reforma
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David Hume e o Empirismo na Filosofia Moderna

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Nascido em 1711 em Edimburgo, David Hume foi um expoente do empirismo, movimento filosófico que dominou o pensamento britânico nos séculos XVII e XVIII. Esta corrente contrapunha-se ao racionalismo, embora ambos compartilhassem um objetivo comum: proporcionar à filosofia um método que lhe permitisse alcançar o mesmo sucesso que a ciência da época obteve, incentivada pelas recentes descobertas de Isaac Newton.

A Inglaterra onde o empirismo se desenvolveu foi marcada por disputas entre os partidários do Parlamento e os defensores da monarquia absoluta. A burguesia era a favor de que o Parlamento diminuísse a diferença em relação à nobreza, que ainda mantinha seus privilégios medievais. Este confronto tornou-se uma Guerra Civil e

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Contribuições Portuguesas para o Saber e o Humanismo

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Explicar o contributo português para a construção de um novo saber-experiencialismo e para o exercício do espírito crítico: A nível geográfico, aperfeiçoou-se o verdadeiro conhecimento das dimensões da Terra. As ciências naturais viram os seus conhecimentos substancialmente alargados, com a descrição da fauna e flora. Na astronomia, aumentou o conhecimento dos astros. Na medicina, desenvolveram-se estudos sobre o corpo humano, sobretudo através da dissecação de cadáveres. E na matemática, adquiriram-se novos conhecimentos no domínio da álgebra e da trigonometria. Ao negar ou corrigir os antigos, os portugueses ajudaram a construir um novo saber, um saber de experiência feita, que tem o nome de experiencialismo.

Em que consistiu

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Kant vs. Mill: Moral, Felicidade e Críticas

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A moral de Kant não nos mostra o caminho para a felicidade, mas sim o de abnegação, sacrifício e esforço para nos tornarmos dignos dela. Para Mill, o homem tem o direito de ser feliz, e a sociedade deve garantir os meios para que ele atinja seus fins. Pelo contrário, para Kant, a felicidade é um prêmio que "reivindica" o mérito moral; é algo que se recebe com o tempo e como resultado de ter perseverado com tenacidade na vida. Somente em outra vida, virtude e felicidade, que compõem o bem supremo, seriam conciliadas; nesta vida, opõem-se e são opções incompatíveis.

Críticas a Kant e Mill

Por outro lado, Mill e Kant chegam por caminhos diferentes a posições morais semelhantes e, portanto, as críticas que recebem também são... Continue a ler "Kant vs. Mill: Moral, Felicidade e Críticas" »

A Arte da Oratória na Grécia Antiga

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A Oratória na Grécia Antiga

A oratória, a arte de falar em público, floresceu na Grécia Antiga em um contexto sociopolítico único. Após o fim das tiranias, o estabelecimento de regimes democráticos proporcionou aos cidadãos o direito de expressar suas opiniões livremente em assembleias. Os primeiros oradores, Corax e Tisias, desenvolveram a arte da retórica, estabelecendo princípios teóricos para a construção de discursos persuasivos. Eles introduziram a doutrina do ejikob (base da credibilidade) e estruturaram o discurso em três partes: introdução, argumentação e conclusão.

Origens e Evolução da Retórica

A retórica grega tem suas raízes na poesia, com figuras míticas como heróis e deuses sendo considerados os primeiros... Continue a ler "A Arte da Oratória na Grécia Antiga" »

Revisão de Crimes Contra a Administração Pública (CP)

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1. Usurpação de Função Pública (Art. 328 do CP)

Julgue os itens abaixo:

  1. Tem como objetividade jurídica a proteção à Administração Pública, no particular aspecto do exercício funcional por pessoas não investidas em cargos ou funções públicas. Correto
  2. O sujeito ativo pode ser qualquer pessoa, inclusive funcionário público que exerça função que não lhe compete. Correto
  3. A conduta típica é usurpar, ou seja, apoderar, tomar, arrebatar indevidamente. Correto
  4. Não é necessário que o agente realize ato próprio do ofício. Errado
  5. Pratica o crime em questão a pessoa que se faz passar por policial civil para ter acesso gratuito em cinema. Errado.
  6. Consuma-se o crime quando o agente atribui a si próprio a condição de servidor
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Lógica: Conceitos e Princípios Fundamentais

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O que é a Lógica?

De acordo com a sua etimologia, a lógica é a ciência do logos. Logos, do grego, significa razão, pensamento, discurso. A lógica é a ciência que estuda o pensamento, os princípios e as regras lógicas a que deve obedecer o pensamento para que seja correto.

Objetivo do Estudo da Lógica

O objetivo é o pensamento.

Objetivo/Finalidade da Lógica

O objetivo da lógica é estabelecer as leis do pensamento correto, isto é, constituir um conjunto de princípios e métodos a que deve obedecer o pensamento para que seja preciso, claro e coerente. A lógica tem uma finalidade normativa, pois diz-nos como devemos proceder para pensar melhor.

Distinção entre Validade Dedutiva e Validade Indutiva

Na validade dedutiva, duas premissas... Continue a ler "Lógica: Conceitos e Princípios Fundamentais" »

Fundamentos da Filosofia, Ética e Neoliberalismo

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Filosofia Grega e Hebraica

A filosofia grega pode ser dividida em três fases:

  • Período Pré-Socrático: A Filosofia foi utilizada para explicar a origem do mundo e das coisas ao redor. Os pré-socráticos buscavam um princípio que deveria estar presente em todos os momentos da existência de tudo.
  • Período Socrático: Caracterizado pela mudança em relação ao objeto de estudo da filosofia, passando da metafísica para o homem em si. Esse caráter antropológico se deu através dos três principais filósofos gregos: Sócrates, Platão e Aristóteles.
  • Período Helenístico: Compreende desde o final do Século III a.C. até o Século II d.C. Essa fase foi marcada pela associação da visão cristã à filosofia, passando a crer mais em soluções
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Platão e os Sofistas: Conhecimento, Ética e Política

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Platão e os Sofistas

Os sofistas viviam no período clássico, durante os séculos V e IV a.C. Embora perseguidos, a maioria deles conduziu seus negócios na Atenas democrática, onde a linguagem era muito importante e o bom uso da palavra era considerado indispensável para se afirmar no conjunto de critérios dos cidadãos. Os sofistas eram apresentados como mestres da virtude, que orientavam o seu ensino para desenvolver uma gama de habilidades úteis para o sucesso social. Por isso, ensinavam principalmente retórica (técnica de discussão e persuasão) e erística (habilidades dialéticas de discussão).

Protágoras é importante (famoso por dizer: “O homem é a medida de todas as coisas: das que são, como elas são; das que não são,

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