Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Descartes: Dúvida Metódica, Cogito e a Primeira Certeza

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Dúvida Metódica Cartesiana: O Caminho para a Certeza

A Dúvida é o ato de recusar todas as crenças em que notemos a mínima suspeita de incerteza.

Justificativas da Dúvida

A dúvida justifica-se pelos seguintes motivos:

  • Preconceitos e Juízos da Infância: Os juízos que formulamos na infância estão sujeitos a preconceitos.
  • Engano dos Sentidos: Os sentidos enganam-nos muitas vezes. Seria de extrema imprudência e falta de reflexão depositar confiança excessiva naqueles que nos enganaram, mesmo que só uma vez.
  • Dificuldade em Distinguir Sonho e Vigília: Porque não conseguimos distinguir se estamos a sonhar ou não, não há justificação para acreditar que estamos despertos. Isso fará com que tudo o que julgamos saber seja ilusório.
  • Erros
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Racionalismo vs. Empirismo: Teorias do Conhecimento

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Racionalismo

A Razão é o único órgão do saber; todo o conhecimento verdadeiro tem origem racional. É o veículo de entendimento do Real, que representa o ser. As construções racionais aliam-se à experiência.

  • Perspetiva racionalista: René Descartes defende que possuímos ideias inatas e a realidade é uma construção da Razão, entendida de forma subjetiva.
  • Fundador: Descartes é considerado o fundador do racionalismo moderno.
  • Objetivo: Atingir verdades indiscutíveis.
  • Dúvida Metódica: Para atingir um conhecimento absoluto, é necessário eliminar tudo o que seja dúvida.
  • Primeira Evidência: Ao colocar tudo em dúvida, a única coisa que resiste é a Razão. "Eu penso, logo existo" (cogito). Valorização do SUJEITO em detrimento do
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Metafísica e o Ser em Aristóteles e Tomás de Aquino

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A Ontologia Aristotélica e a Primazia da Substância

O que Aristóteles realiza não é uma ciência técnica ou particular, mas algo que aborde o todo, que seja universal; fazer ontologia é compreender o todo do ser. A metafísica de Aristóteles é o estudo das causas e dos primeiros princípios. O autor argumenta que há uma substância, sendo esta o significado primeiro do ser. As diferentes substâncias que pertencem à Filosofia cobrem a realidade por inteiro. Para Aristóteles, o ser é a realidade fundamental que é comum a todas as coisas. O autor entende que o ser não é unívoco nem um gênero transcendente. O ser se expressa em uma multiplicidade de significados; há uma "via do meio" que é a significação. Cada ser possui sua... Continue a ler "Metafísica e o Ser em Aristóteles e Tomás de Aquino" »

Conhecimento Científico: Métodos e Evolução

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O senso comum é formado essencialmente a partir da apreesao sensorial espontania e imediata,nao é aprofundado, nem decorre de investigaçoes planificadas e apoiadas em testes e resultados exprimentais por isso é nao disciplinar e imetódico ou seja é um tipo de conhecimento superficial pouco ou nada aprofundado.Pelo contrário do conhecimento científico resulta de uma leitura de fenomenos, apresentando um nvl mas aprofundado.Baseia-se em pesquisas e investigaçoes apoiadas em metodos coerentes e consistentes procurando ser o máximo obejetivo e rigoroso.É um conhecimento que preve a ocurencia de fenomenos(preditivo), encontra-se sujeito a alteraçoes(revisivel) e é apenas aceitável até surgir outra teoria mais proxima da verdade (... Continue a ler "Conhecimento Científico: Métodos e Evolução" »

Paradigmas e Rupturas: Kuhn, Foucault e Bachelard

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Kuhn e Foucault - Paradigmas Correspondentes

Foucault, com um olhar mais abrangente, foca-se na episteme da ciência social e no paradigma científico, utilizando estruturas teóricas sociais para construir discursos verdadeiros.

Existe uma sobreposição entre a revolução científica em Kuhn e a ruptura epistemológica em Foucault.

Considerando que Kuhn analisa as revoluções no âmbito do conhecimento científico,

enquanto Foucault concebe as rupturas epistemológicas como a passagem de uma época histórica para outra.

As rupturas não são absolutas: Foucault identifica continuidades,

e Kuhn propõe a interpretação de paradigmas.

As diferenças residem no tipo de ciência que cada um analisa:

Kuhn: Ciências naturais, excluindo as ciências... Continue a ler "Paradigmas e Rupturas: Kuhn, Foucault e Bachelard" »

A Importância da Liberdade de Expressão e do Debate de Ideias

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1. O Silêncio Prejudica a Sociedade

Para Mill, a sociedade perde muito com o silêncio, ou seja, com a falta de opiniões contrastantes. Devemos sempre promover o debate de ideias porque:

  • O ser humano é falível, por isso não se deve proibir os outros de darem a sua opinião. A ideia vigente pode estar errada ou poderia ser melhorada se fosse posta à prova com outras opiniões. Ao silenciar uma ideia, podemos estar a cair no erro de não optarmos pela ideia melhor.

2. A Certeza Através do Debate

O facto de o ser humano não ser perfeito, torna-o falível. Por maiores que sejam as suas certezas quanto à infalibilidade da sua ideia, isto pode não acontecer. A única forma de ter a certeza de que uma ideia é a melhor será através de um debate... Continue a ler "A Importância da Liberdade de Expressão e do Debate de Ideias" »

Complexo de ataque a membrana em bacterias gram -

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Questionário 1

1- Quais as principais células do sistema imune inato e suas respectivas

funções?

R: macrófagos e neutrófilos – células fagocíticas, onde o macrófago é

apresentador de antígenos; e células NK – fazem exocitose de grânulos

citotóxicos.

2- Diferencie a imunidade natural e a adaptativa.

R: A imunidade inata é a que já nasce com o indivíduo, e permanece por toda a

vida. A imunidade adaptativa depende do contato com um antígeno que

desencadeie uma resposta. A resposta inata possui uma diversidade limitada e

não possui memória. A adaptativa possui diversidade muito ampla e possui

memória.

3- Quais são os órgãos linfóides primários, ou centrais, e quais são as

células que se desenvolvem neles?

R: Medula óssea –... Continue a ler "Complexo de ataque a membrana em bacterias gram -" »

Métodos e Teorias da Ciência Econômica: Uma Análise

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Conclusões

A natureza e os limites do saber científico não são importantes apenas para o cientista, sujeito ao discurso científico, mas também para o indivíduo e seu comportamento social, que é o objeto da ciência econômica.

Os diferentes métodos da ciência econômica

  • Método dedutivo (David Ricardo e Adam Smith): Ciência que buscava descobrir leis gerais para o funcionamento do mercado.
  • Método histórico-dialético (Karl Marx): Também procura leis gerais, como a lei geral da acumulação de capital e a tendência decrescente da taxa de lucro.
  • Materialismo dialético: O modo de abordar, estudar e focalizar os fenômenos da natureza é materialista.
  • Materialismo histórico: Aplicação dos princípios do materialismo dialético ao estudo
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Teorias de Justiça: Rawls, Bentham e o Utilitarismo

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John Rawls e os Princípios da Justiça

Os princípios de justiça propostos por John Rawls são:

  1. Princípio da Liberdade Igual (1º): A sociedade deve assegurar a máxima liberdade para cada pessoa, compatível com uma liberdade igual para todos os outros.
  2. Princípio da Oportunidade Justa (2ºB): As desigualdades económicas e sociais devem estar ligadas a postos e posições acessíveis a todos em condições de igualdade de oportunidades.
  3. Princípio da Diferença (2ºA): A sociedade deve promover a distribuição igual da riqueza, exceto se a existência de desigualdades económicas e sociais gerar o maior benefício para os menos favorecidos.

Jeremy Bentham e o Utilitarismo Clássico

O Princípio da Utilidade

A grande premissa do pensamento jusfilosófico... Continue a ler "Teorias de Justiça: Rawls, Bentham e o Utilitarismo" »

Comparativo entre Rousseau, Hobbes e Locke

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Rousseau

Para Rousseau, o homem em seu estado de natureza é civilizado, portador de cultura e bondade. A piedade inata permite que ele socorra semelhantes feridos, sem o desejo de posse. A desigualdade surge com a propriedade privada, gerando conflitos e violência. Rousseau propõe um pacto social em que todos participem livremente, alienando seus direitos para reestabelecer a igualdade. O soberano é o corpo coletivo, e o governo, seu funcionário, sem autonomia para decidir pelo povo. O bem comum é a base da vontade geral.

Hobbes

Hobbes, em Leviatã, conjectura um estado de natureza onde o homem vive livre, mas a liberdade absoluta gera conflitos e um estado de guerra. Para Hobbes, o homem é mau por natureza. O pacto social hobbesiano implica... Continue a ler "Comparativo entre Rousseau, Hobbes e Locke" »