Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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O Contrato Social e o Papel do Estado Segundo Locke

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Assim, os seres humanos, voluntariamente, reúnem-se e, através de um pacto social, um contrato, fundam a sociedade política e civil para escaparem ao risco de insegurança e para poderem ser proprietários e livres. Os seres humanos renunciam ao julgamento em causa própria, acabando o Estado por ser criado para defender os direitos naturais (vida, liberdade e propriedade). Foi a necessidade de assegurar a proteção da vida, da liberdade e da propriedade que determinou a passagem do estado de Natureza à Sociedade Civil. É para proteger o direito natural que o ser humano dá o seu consentimento ao estado e renuncia a um outro direito natural – fazer justiça pelas suas próprias mãos.

O ser humano entrega ao Estado parte do seu ser para... Continue a ler "O Contrato Social e o Papel do Estado Segundo Locke" »

Axiologia: Valores, Juízos e Teorias

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Gabarito - Grupo I

1) A 2) D 3) C 4) D 5) D 6) A 7) B

Grupo II: Juízos de Facto e de Valor

1. Definição de Valores

Os valores são como propriedades dos objetos ou de situações.

2. Distinção entre Juízos

Juízo de facto: É uma proposição que descreve os factos ou fenómenos de uma realidade e pode ser verdadeiro ou falso. Ao descrever a realidade, pode ser verificado empiricamente por qualquer sujeito. Neste caso, todos os sujeitos têm a possibilidade de comprovar a verdade ou falsidade do juízo.

Juízo de valor: Pode ser considerado verdadeiro ou falso por quem o emite, mas não tem a pretensão de descrever objetivamente a realidade, sendo antes uma expressão da subjetividade ou de uma avaliação. Por isso, o juízo de valor é frequentemente... Continue a ler "Axiologia: Valores, Juízos e Teorias" »

Lógica, Retórica e Teoria do Conhecimento: Guia Completo

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Lógica e Argumentação

Representação canónica: Consiste em identificar quais são as premissas e a conclusão de um argumento.

Argumentos: Podem ser válidos ou inválidos (quanto à sua forma/estrutura) e verdadeiros ou falsos (quanto ao seu conteúdo).

Lógica Silogística Aristotélica

  • Tipo A (Universais afirmativas): "Todo o S é P".
  • Tipo E (Universais negativas): "Nenhum S é P".
  • Tipo I (Particulares afirmativas): "Algum S é P".
  • Tipo O (Particulares negativas): "Algum S não é P".

Regras de Validade Silogística

  • O silogismo deve ter, obrigatoriamente, três termos.
  • O termo médio nunca pode aparecer na conclusão.
  • O termo médio tem de ser tomado universalmente pelo menos uma vez (pelo menos uma das proposições deve ser universal).
  • Nenhum
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Descartes: O Argumento Ontológico e a Prova de Deus

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O ponto de partida desta passagem (que se insere no contexto da Meditação VI), seguindo a demonstração da existência de Deus (na Terceira e Quinta Meditação) e a análise da essência divina (na Quarta Meditação), estabelece a legitimidade da onipotência divina e a veracidade da crença fundamental de toda filosofia racionalista: que o reino do pensamento corresponde ao reino da realidade.

Esta convicção baseia-se na definição racionalista cartesiana de substância: aquilo que pode ser concebido por si só, sem recorrer à ideia de algo mais, existe por si só e independentemente de qualquer outra coisa.

O texto é um lembrete de que, desde a Segunda Meditação, temos a certeza absoluta da existência da res cogitans por termos

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Filosofia da Ciência: Indução, Falsificacionismo e Paradigmas

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A Ciência Clássica e a Revolução Científica

A ciência era considerada como detentora do conhecimento a partir do qual se podia atingir verdades, modelo fundamental para se ter um conhecimento objetivo sobre a realidade. Era um empreendimento puramente racional, visto que os critérios utilizados eram meramente racionais e permitiam uma visão verdadeira e objetiva da realidade.

O Modelo Dedutivo Medieval

No período medieval, o modelo de cientificidade era dedutivo (partindo de princípios evidentes e claros, era possível extrair delas consequências e bastava depois deduzir a compreensão do mundo). A ciência dominante era a de Aristóteles e negava qualquer controlo por experimentação.

O Surgimento da Ciência Moderna e o Método Experimental

O... Continue a ler "Filosofia da Ciência: Indução, Falsificacionismo e Paradigmas" »

h3: Métodos Indutivo e Hipotético-Dedutivo na Ciência

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Método Indutivo: Na perspetiva de Francis Bacon, parte-se do pressuposto de que a ciência tem o objetivo de estabelecer leis. Em função deste objetivo, o cientista deve observar os fenómenos e realizar uma enumeração exaustiva das suas manifestações. Os resultados que daqui emergem são depois sujeitos a testes experimentais.

Método Hipotético-Dedutivo: De que Galileu é um precursor e Popper um herdeiro, pressupõe, na sua forma mais simples, uma hipótese como ponto de partida, a partir da qual se deduzem certas consequências, que depois são testadas (no caso de Galileu para verificar a hipótese, no caso de Popper para falsificá-la).

Perspetiva do método científico/experimental: Em primeiro lugar, acredita-se, erradamente,... Continue a ler "h3: Métodos Indutivo e Hipotético-Dedutivo na Ciência" »

Filosofia Medieval: características e fases

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A Filosofia Medieval foi desenvolvida na Europa durante o período da Idade Média (séculos V–XV). Vale lembrar que, na Idade Média, a Igreja medieval tinha grande influência e, portanto, muitos temas explorados pelos filósofos eram de ordem religiosa.

Trata-se de um período de expansão e consolidação do cristianismo; a Igreja Católica foi, no período medieval, a mais importante instituição social e a principal representante da fé cristã.

Assim, muitos filósofos desse período eram membros da Igreja.

As principais características da filosofia medieval são:

  • Inspiração na filosofia clássica (greco-romana)
  • União da fé cristã e da razão
  • Busca da verdade divina

Filosofia Medieval Cristã:

Uma vez que a Idade Média foi um longo... Continue a ler "Filosofia Medieval: características e fases" »

Epistemologia: Indução, Hume e o Método Científico

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O que é a Epistemologia?

A epistemologia, em sentido estrito, refere-se ao ramo da filosofia que se ocupa do conhecimento científico. É o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências, com a finalidade de determinar seus fundamentos lógicos, seu valor e sua importância objetiva. Em uma aceção mais restrita, a epistemologia pode ser identificada com a filosofia das ciências.

Hume e o Raciocínio Indutivo

Para Hume, todo o conhecimento tem origem na experiência. Para conhecermos os fenómenos que encontramos na natureza, recorremos à indução. Apercebemo-nos de que existe uma regularidade no modo como os fenómenos ocorrem, como se obedecessem a um princípio de uniformidade. Este princípio não... Continue a ler "Epistemologia: Indução, Hume e o Método Científico" »

René Descartes: Racionalismo, Dúvida e Ideias Inatas

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Introdução ao Pensamento Cartesiano

René Descartes era conhecido pela sua capacidade brilhante na Filosofia e na Matemática. Descartes era um homem de posses e de grande poder económico. Foi o criador do Pensamento Cartesiano e tutor de uma princesa, a quem ensinava filosofia, nomeadamente o seu sistema de pensamento.

O Racionalismo de Descartes

Descartes é considerado um racionalista, defendendo que, para chegarmos ao conhecimento ou à verdade, devemos utilizar exclusivamente a razão.

O Inatismo e as Três Ideias Inatas

Descartes era inatista, isto é, defendia que o ser humano nasce com um conjunto de conhecimentos. Ele postula a existência de três Ideias Inatas:

  1. Alma/Pensamento (Cogito)
  2. Deus (Res Infinitas): Coisa infinita
  3. Mundo (Res Extensa)
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Tipos de Conhecimento e Métodos Científicos

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O conhecimento constitui o entendimento, a averiguação e a interpretação sobre a realidade.

A ciência é denominada como uma sequência permanente e de acréscimo de conhecimentos racionais e verificáveis da realidade.

O conhecimento pode ser classificado como: mítico, artístico, filosófico, senso comum, científico, dentre outros.

Senso comum ou ordinário, comum ou empírico, é a forma mais simples que o homem utiliza para interpretar a si mesmo, o seu mundo e o universo como um todo.

As características do senso comum são:

  • Espontaneidade (percebido através da percepção sensorial);
  • Subjetividade (é subjetivo e limitado, estabelecendo relações vagas e superficiais com a realidade);
  • Linguagem vaga (contém termos e conceitos vagos
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