Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Niilismo e Vontade de Poder em Nietzsche: Morte de Deus

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Niilismo

A Morte de Deus é uma história dupla:

  1. Uma história que aconteceu e cujo fim é o tempo niilista.
  2. Uma história a ser feita, um trabalho cujo objetivo é o Super-Homem.

Nietzsche usa o termo niilismo em, pelo menos, dois sentidos:

  • Niilismo Passivo: Niilismo como declínio e inversão do poder da mente.
  • Niilismo Ativo: Niilismo como um sinal do crescente poder do espírito.

Morte de Deus e Niilismo Passivo

A Morte de Deus é uma interpretação histórica da situação do homem moderno que já perdeu os impulsos vitais que impulsionaram a história ocidental e vive numa situação niilista. O niilismo é o declínio da metafísica tradicional: todos os valores criados pela cultura ocidental são falsos valores, são a própria negação da... Continue a ler "Niilismo e Vontade de Poder em Nietzsche: Morte de Deus" »

Sócrates: Sabedoria, Método e a Busca pela Verdade Objetiva

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Sócrates: A sabedoria é o conhecimento que leva à felicidade. Para ser sábio, primeiro temos que nos conhecer. Sócrates não é comparável aos sofistas. Sócrates defendia que o processo filosófico deveria nos tornar melhores, agindo sem impor suas opiniões.

O Método Socrático: Ironia e Maiêutica

O método socrático compreende a Maiêutica e pode ajudar os outros a aprender mais sobre a verdade. Ele é dividido em dois períodos:

  1. Primeiro Período: A Ironia (Elenchus)

    Sócrates interroga pessoas sobre diferentes questões e perguntas até que o interlocutor fique sem argumentos ou seja contradito. É nesse momento que o indivíduo admite sua ignorância, pois se interessa em aprender.

  2. Segundo Período: A Maiêutica

    Nesta fase, a pessoa

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Nomos e Physis: Uma Análise da Filosofia Grega

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Nomos (νόμος) → Normalmente traduzida como "lei", a palavra nomos em grego antigo possui uma gama de significados mais ampla, abrangendo aspectos legais, morais e sociais. Para os atenienses, o nomos era um conjunto intrincado de regras e costumes que regia suas relações, incorporando elementos legais e morais indissociáveis. A concepção de lei no sentido científico-natural era impensável nesse contexto. Cada cidade-estado (πόλις, polis) na Grécia possuía seu próprio nomos, um "mosaico de regras" que moldava sua identidade e organização social.

Physis (φύσις) → Equivalente a "natureza", physis para os gregos representava a fonte de toda a realidade, a origem da existência de deuses e do cosmos. Essa concepção... Continue a ler "Nomos e Physis: Uma Análise da Filosofia Grega" »

Indústria Cultural e Escola de Frankfurt

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Origem em Frankfurt: O surgimento da Escola de Frankfurt explica algumas características das produções teóricas de Max Horkheimer. Horkheimer e seus companheiros formavam um grupo de intelectuais que não assumiam diretrizes partidárias (nem social-democratas nem comunistas). Horkheimer, em conjunto com seus colaboradores, buscava preservar a filosofia crítica e a crítica das ciências sociais, utilizando estudos interdisciplinares que reuniam conhecimentos de diversas áreas, como a sociologia, a psicanálise, a pesquisa empírica, as artes e as teorias filosóficas. Portanto, ao invés de um pensamento puramente teórico, esse grupo trouxe à teoria uma dimensão crítica prática, transformando a análise da realidade social; havia... Continue a ler "Indústria Cultural e Escola de Frankfurt" »

Funções das Normas Jurídicas e a Teoria do Difusionismo

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Funções das Normas Jurídicas e sua Relação com a Antropologia

A norma jurídica cumpre, no Estado de Direito, a nobre tarefa de concretizar a Constituição. Elas devem criar os fundamentos de justiça e segurança que assegurem um desenvolvimento social harmonioso dentro de um contexto de paz e de liberdade. Esses complexos objetivos da norma jurídica são expressos nas funções de integração, planificação, proteção, regulação e inovação.

Ao invés de estudar somente normas recepcionadas por um sistema jurídico, a antropologia possui um foco mais genérico, envolvendo outros mecanismos de mediação jurídica, desde a vingança ao suborno até normas religiosas que resultem em resultados juridicamente significantes, mesmo que... Continue a ler "Funções das Normas Jurídicas e a Teoria do Difusionismo" »

Conceitos Essenciais de Deontologia, Ética e Enfermagem

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Conceitos Fundamentais em Deontologia

Ética: Conjunto de valores que orientam o comportamento do ser humano em relação ao outro na sociedade em que vive, garantindo o bem-estar social. Ou seja, ética é a forma como o indivíduo deve se comportar no seu meio social.

Moral: Conjunto de normas que regulam o comportamento do ser humano em sociedade. Estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. A moral é o que leva a distinguir o bem do mal no contexto em que se vive. A moral tem efeito dentro da pessoa, atuando como um valor, aquilo que se aprendeu como certo.

Direito: É aquilo que a pessoa pode exigir perante seus semelhantes, desde que esteja de acordo com a lei, aquilo imposto pela sociedade.

Deontologia

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Critérios de Verdade e Correntes Filosóficas do Conhecimento

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Evidência

Refere-se a algo que se apresenta como óbvio, especialmente com base em fatos e proposições. O conhecimento é evidente quando há uma certeza que nos impede de duvidar de sua verdade. Falha deste critério: O sentimento de certeza é subjetivo, um estado mental, e não um critério satisfatório de verdade.

Intersubjetividade

Consiste no fato de que nossas crenças, para serem aceitas como verdadeiras e constituírem conhecimento, devem ser aceitáveis para qualquer pessoa racional. O conhecimento é objetivo e pode ser compartilhado por todos. Baseia-se no reconhecimento da verdade não apenas por uma pessoa, mas por todos. Falha deste critério: A aceitação geral não garante a verdade. O conhecimento verdadeiro deve ser aceitável... Continue a ler "Critérios de Verdade e Correntes Filosóficas do Conhecimento" »

Ética, Ação Moral e o Formalismo Kantiano

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Ética e Ação Moral

A ética é definida como o estudo da ação moral. O termo designa ações morais e formas concretas que podem ser descritas como boas ou ruins, enquanto a ética significa a reflexão racional sobre essas ações.

A ação moral é aquela que pode ser descrita como boa ou ruim, acompanhada pela consciência de estar fazendo certo ou errado, que é a consciência daimoníaca.

Ações morais são ações conscientes, e ações inconscientes não fazem parte das ações morais. Ações livres e voluntárias dependem de cada um de nós, somos livres para escolhê-las e nelas está em jogo uma condenação, pois são ações realizadas livremente.

Teorias Éticas

A ética é a disciplina filosófica que explica o comportamento... Continue a ler "Ética, Ação Moral e o Formalismo Kantiano" »

Filósofos e suas Éticas: Kant, Aristóteles, Sêneca e Agostinho

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Filósofos e suas Éticas

Immanuel Kant (1724 – 1804)

Período: Iluminismo. Conceito central: o homem pode ser autônomo, guiado pela razão, sem a necessidade de um rei.

Ética Kantiana:

  • Subjetiva, mas determinada por um princípio racional universal, não por revelação divina.
  • Ações: divididas entre a sensibilidade (sentidos, inclinações naturais) e a razão (apelos racionais).
  • Boa Vontade: o bem supremo e condição para tudo o mais.
  • Uma ação moral é praticada por dever (agir por dever é agir eticamente).
  • Agir conforme o dever significa fazer o certo, mas por interesse próprio, não pela boa vontade.
  • Uma ação moral é aquela que pode se tornar uma lei universal.

Aristóteles (384– 322 a.C)

A ética é um ramo da política, visando... Continue a ler "Filósofos e suas Éticas: Kant, Aristóteles, Sêneca e Agostinho" »

Conceitos Fundamentais da Filosofia de Aristóteles

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Natureza em Aristóteles

Aristóteles define a Natureza como a substância das coisas que possuem em si o princípio do movimento. Ele também afirmou que é o início e a causa do movimento e do repouso dos seres naturais. É algo específico e característico de um ser, determinado pela sua capacidade de mudar ou de permanecer inalterado. Este termo combina os conceitos de essência (que seria como a forma, mas sem a possibilidade de mudança) e causa (que contém o potencial para a mudança).

Potência e Ato: A Dinâmica do Movimento

Existem dois termos que explicam o movimento: Ato e Potência. Ato é a própria existência do objeto, aquilo que ele é. Potência é aquilo que o objeto ainda não é, mas poderia ser. Portanto, a potência... Continue a ler "Conceitos Fundamentais da Filosofia de Aristóteles" »