Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Descartes: O Argumento Ontológico e a Prova de Deus

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O ponto de partida desta passagem (que se insere no contexto da Meditação VI), seguindo a demonstração da existência de Deus (na Terceira e Quinta Meditação) e a análise da essência divina (na Quarta Meditação), estabelece a legitimidade da onipotência divina e a veracidade da crença fundamental de toda filosofia racionalista: que o reino do pensamento corresponde ao reino da realidade.

Esta convicção baseia-se na definição racionalista cartesiana de substância: aquilo que pode ser concebido por si só, sem recorrer à ideia de algo mais, existe por si só e independentemente de qualquer outra coisa.

O texto é um lembrete de que, desde a Segunda Meditação, temos a certeza absoluta da existência da res cogitans por termos

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Filosofia da Ciência: Indução, Falsificacionismo e Paradigmas

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A Ciência Clássica e a Revolução Científica

A ciência era considerada como detentora do conhecimento a partir do qual se podia atingir verdades, modelo fundamental para se ter um conhecimento objetivo sobre a realidade. Era um empreendimento puramente racional, visto que os critérios utilizados eram meramente racionais e permitiam uma visão verdadeira e objetiva da realidade.

O Modelo Dedutivo Medieval

No período medieval, o modelo de cientificidade era dedutivo (partindo de princípios evidentes e claros, era possível extrair delas consequências e bastava depois deduzir a compreensão do mundo). A ciência dominante era a de Aristóteles e negava qualquer controlo por experimentação.

O Surgimento da Ciência Moderna e o Método Experimental

O... Continue a ler "Filosofia da Ciência: Indução, Falsificacionismo e Paradigmas" »

h3: Métodos Indutivo e Hipotético-Dedutivo na Ciência

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Método Indutivo: Na perspetiva de Francis Bacon, parte-se do pressuposto de que a ciência tem o objetivo de estabelecer leis. Em função deste objetivo, o cientista deve observar os fenómenos e realizar uma enumeração exaustiva das suas manifestações. Os resultados que daqui emergem são depois sujeitos a testes experimentais.

Método Hipotético-Dedutivo: De que Galileu é um precursor e Popper um herdeiro, pressupõe, na sua forma mais simples, uma hipótese como ponto de partida, a partir da qual se deduzem certas consequências, que depois são testadas (no caso de Galileu para verificar a hipótese, no caso de Popper para falsificá-la).

Perspetiva do método científico/experimental: Em primeiro lugar, acredita-se, erradamente,... Continue a ler "h3: Métodos Indutivo e Hipotético-Dedutivo na Ciência" »

Filosofia Medieval: características e fases

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A Filosofia Medieval foi desenvolvida na Europa durante o período da Idade Média (séculos V–XV). Vale lembrar que, na Idade Média, a Igreja medieval tinha grande influência e, portanto, muitos temas explorados pelos filósofos eram de ordem religiosa.

Trata-se de um período de expansão e consolidação do cristianismo; a Igreja Católica foi, no período medieval, a mais importante instituição social e a principal representante da fé cristã.

Assim, muitos filósofos desse período eram membros da Igreja.

As principais características da filosofia medieval são:

  • Inspiração na filosofia clássica (greco-romana)
  • União da fé cristã e da razão
  • Busca da verdade divina

Filosofia Medieval Cristã:

Uma vez que a Idade Média foi um longo... Continue a ler "Filosofia Medieval: características e fases" »

Epistemologia: Indução, Hume e o Método Científico

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O que é a Epistemologia?

A epistemologia, em sentido estrito, refere-se ao ramo da filosofia que se ocupa do conhecimento científico. É o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências, com a finalidade de determinar seus fundamentos lógicos, seu valor e sua importância objetiva. Em uma aceção mais restrita, a epistemologia pode ser identificada com a filosofia das ciências.

Hume e o Raciocínio Indutivo

Para Hume, todo o conhecimento tem origem na experiência. Para conhecermos os fenómenos que encontramos na natureza, recorremos à indução. Apercebemo-nos de que existe uma regularidade no modo como os fenómenos ocorrem, como se obedecessem a um princípio de uniformidade. Este princípio não... Continue a ler "Epistemologia: Indução, Hume e o Método Científico" »

René Descartes: Racionalismo, Dúvida e Ideias Inatas

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Introdução ao Pensamento Cartesiano

René Descartes era conhecido pela sua capacidade brilhante na Filosofia e na Matemática. Descartes era um homem de posses e de grande poder económico. Foi o criador do Pensamento Cartesiano e tutor de uma princesa, a quem ensinava filosofia, nomeadamente o seu sistema de pensamento.

O Racionalismo de Descartes

Descartes é considerado um racionalista, defendendo que, para chegarmos ao conhecimento ou à verdade, devemos utilizar exclusivamente a razão.

O Inatismo e as Três Ideias Inatas

Descartes era inatista, isto é, defendia que o ser humano nasce com um conjunto de conhecimentos. Ele postula a existência de três Ideias Inatas:

  1. Alma/Pensamento (Cogito)
  2. Deus (Res Infinitas): Coisa infinita
  3. Mundo (Res Extensa)
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Tipos de Conhecimento e Métodos Científicos

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O conhecimento constitui o entendimento, a averiguação e a interpretação sobre a realidade.

A ciência é denominada como uma sequência permanente e de acréscimo de conhecimentos racionais e verificáveis da realidade.

O conhecimento pode ser classificado como: mítico, artístico, filosófico, senso comum, científico, dentre outros.

Senso comum ou ordinário, comum ou empírico, é a forma mais simples que o homem utiliza para interpretar a si mesmo, o seu mundo e o universo como um todo.

As características do senso comum são:

  • Espontaneidade (percebido através da percepção sensorial);
  • Subjetividade (é subjetivo e limitado, estabelecendo relações vagas e superficiais com a realidade);
  • Linguagem vaga (contém termos e conceitos vagos
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Sociologia e Antropologia do Direito: Teorias e Pensadores

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Sociologia e Antropologia do Direito

Origens históricas e conceituais da sociologia

Com o fim da estrutura feudal e o surgimento da burguesia, surgiu a necessidade de investigar a sociedade de um modo diferenciado. O desenvolvimento industrial propiciou a interação entre pesquisas científicas e tecnologia, consolidando o conhecimento iniciado na revolução científica do século XVII. A Sociologia surge como uma imposição para explicar, compreender e sistematizar teoricamente as novas demandas da sociedade do século XIX, abordando a inter-relação indivíduo-sociedade.

Instituições jurídicas

As instituições sociais representam a organização que a sociedade entende como necessária para a sua manutenção, enquanto as instituições... Continue a ler "Sociologia e Antropologia do Direito: Teorias e Pensadores" »

Justiça Restaurativa: Origens, Conceitos e Práticas

Enviado por clara77 e classificado em Filosofia e Ética

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Origens JR

O conceito de justiça restaurativa nasceu há 50 anos, existem ainda duvidas no que diz respeito à sua definição pelo facto de se tratar de um conceito novo.
Pára percebermos o que é JR temos de entender o âmbito da criminologia. Ele pode ser positivista – não oferece qualquer contributo à JR, crítica – sem esta não existia JR uma vez que se encarrega de estudar a reação social ao crime, estudo o funcionamento e as consequências da reação social.

De realçar o paradigma criminológico que sofreu reviravolta onde Figueiredo Dias mencionou uma “deslocação fundamental de perspetivas”, onde na criminologia anterior tinhas como protagonistas o delito e o delinquente, agora temos foco sobre quem reage ao delito... Continue a ler "Justiça Restaurativa: Origens, Conceitos e Práticas" »

Conhecimento Vulgar vs. Científico: Características

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Conhecimento Vulgar vs. Científico: Uma Análise

Principais Características do Conhecimento Vulgar

É o primeiro nível ou grau de conhecimento e forma-se a partir da apreensão imediata e sensorial da realidade, da experiência concreta e quotidiana de cada ser humano. É, por isso, um conhecimento eminentemente prático, sem demasiadas preocupações com o rigor e pouco atreito à revisão e à crítica. As suas características incluem ser:

  • Superficial
  • Subjetivo
  • Assistemático
  • Ametódico

Este tipo de conhecimento não deve ser menosprezado. O senso comum é um conhecimento fundamental para a existência quotidiana, pois é ele que permite resolver os problemas imediatos com que nos vamos confrontando. Nem sempre é cómodo ou até possível recorrer... Continue a ler "Conhecimento Vulgar vs. Científico: Características" »