Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Conceitos Filosóficos Cartesianos

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Alma

Substância espiritual e início do conhecimento. Finita e simples, indivisível e, portanto, imortal. É independente do corpo para existir. Princípio da consciência, ou seja, aquilo pelo qual sou consciente.

Certeza

Lei perfeita que reconhece a clareza, a distinção e a segurança da verdade. Convicção com garantia de verdade, baseada em provas. Refere-se à evidência de uma verdade, embora possa haver falsa segurança: ter certeza de algo que está errado.

Clareza e Distinção

Pertencem à primeira regra do método cartesiano e são características da evidência. Claro é transparente, nítido e visível para a razão. Distinto é diferenciado, inconfundível. Somente ideias claras...

Corpo

Substância extensa e material, limitada... Continue a ler "Conceitos Filosóficos Cartesianos" »

Descartes vs. Ortega: Racionalismo, Perspectivismo e Vida

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O pensamento de José Ortega y Gasset está intimamente conectado com o racionalismo de Descartes, mas se posiciona criticamente em relação a ele. A seguir, analisamos a postura filosófica de Descartes e Ortega em três áreas fundamentais.

1. Ontologia: A Natureza da Realidade

Descartes: Realidade Racionalista Absoluta

  • Para Descartes, a única existência verdadeira é aquela percebida pela razão.
  • É uma realidade que é idêntica e a mesma para todos os indivíduos que aplicam o método corretamente.
  • É, como criticado por Ortega, um mundo ultravital e extra-histórico: o que não é material sensível e não tem ligações com a vida e a história não é real.
  • Esta realidade racionalista é absoluta.

Ortega: Realidade em Perspectiva

  • Contra
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h2>Wittgenstein: Contexto, Pensamento e Linguagem

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Wittgenstein

CONTEXTO

Histórico - Wittgenstein testemunhou as tensões políticas e sociais dos últimos dias do Império Austro-Húngaro, que culminou, após a Primeira Guerra Mundial, com a Áustria, Hungria e Tchecoslováquia transformando-se em repúblicas independentes. Também a Revolução Russa marcou o início de uma nova realidade política, que foi completada com a ascensão do fascismo na Alemanha e na Itália, o prelúdio da Segunda Guerra Mundial.

Todos esses eventos socioculturais coincidem no tempo com o crescimento das cidades, onde as classes médias impõem seus gostos na vida social e política, influenciando decisivamente. Embora "A Civilização e seus Descontentes", por meio da qual a cultura se torna sinônimo de repressão... Continue a ler "h2>Wittgenstein: Contexto, Pensamento e Linguagem" »

Imperativo categórico e imperativos hipotéticos

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Imperativo categórico: a diferença entre leis e máximas práticas.

  • Máximas: todas as regras que regem a conduta de um indivíduo; são válidas apenas para ele e constituem princípios subjetivos da ação.
  • Imperativos hipotéticos: regulam a vontade em função de um fim desejado; são preceitos de habilidade prática. Por exemplo: deve-se trabalhar e poupar na juventude para não morrer de fome na velhice. Essa disposição decorre do direito prático, mas não pode ser exigida igualmente de todos os homens; assim, esse imperativo está condicionado às capacidades e às condições de cada sujeito.

Embora o homem seja um ser racional, a razão não é a única determinação da vontade: esta também pode ser influenciada por inclinações,... Continue a ler "Imperativo categórico e imperativos hipotéticos" »

Diferenças entre Platão e Aristóteles: Conhecimento e Realidade

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Deve ser esclarecido antes de explicar as diferenças:


Aristóteles foi aluno de Platão, que era um estudante na época de Sócrates. Sócrates e Platão acreditavam na possibilidade de aquisição de conhecimento objetivo, necessário e universal, mas apenas se referindo ao conhecimento que não muda, que permanece. Portanto, não consideram o conhecimento que percebemos através dos sentidos.


Platão e Aristóteles

Platão é justificado pela existência de dois mundos:

  • Um mundo de ideias (não captadas pelos sentidos, é perfeito)
  • Um mundo sensível (cópia do ideal, imperfeito)

Aristóteles concorda com Platão na ideia da existência do conhecimento objetivo, necessário e universal, independentemente da mudança e percebido pelos sentidos.... Continue a ler "Diferenças entre Platão e Aristóteles: Conhecimento e Realidade" »

Cidadania e Sociedade Política

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O Ser Humano como Animal Político

Os seres humanos não podem sobreviver em isolamento. Para sobreviver, nós devemos viver em sociedade. Da convivência depende a nossa sobrevivência como indivíduos e como espécie, e também o nosso desenvolvimento como pessoas, bem como a manutenção e transmissão da nossa cultura. Para viver em sociedade, é necessário estabelecer regras e alguma forma de autoridade, ou seja, uma sociedade politicamente organizada.

Animal Político: alguém que vive de forma organizada em uma pólis (em uma sociedade ou comunidade política).

Segundo Aristóteles, as razões para viver na pólis são:

  • O Homem é social por natureza, quem é incapaz de viver em sociedade ou é um deus ou uma besta.
  • A pólis é a mais alta
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h2: Movimentos Filosóficos do Século XX: Existencialismo e Mais

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Movimentos Filosóficos do Século XX

Durante o século XX, temas urgentes e ainda válidos hoje: Existencialismo: Inspirado no século XIX, especialmente em Nietzsche. A existência individual é reavaliada. "Eu não estou interessado na morte, é a minha morte que me preocupa", diz Kierkegaard. A ênfase é colocada sobre a liberdade a ser exercida pelo ser humano, mas é a consciência dessa liberdade que provoca angústia. Oposição ao cientificismo e ao otimismo demonstrado que contava com o progresso da humanidade. Para Heidegger, não é apenas estar no mundo, mas conviver com outros seres humanos. Ao compartilhar com o outro, em um espaço-tempo de coincidência, cai-se em autoengano. Para Sartre, a liberdade é o próprio tecido da... Continue a ler "h2: Movimentos Filosóficos do Século XX: Existencialismo e Mais" »

Racionalidade Humana e Tomada de Decisão

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Se a resolução de problemas e o uso do raciocínio lógico são características fundamentais da inteligência humana, há outro elemento que determina a extensão desse poder: a racionalidade. Essa racionalidade humana é a faculdade que nos permite avaliar o impacto ao longo do tempo e fazer um cálculo de custos e benefícios. Isso é possível, como mencionado anteriormente, graças à capacidade humana de avaliar diferentes meios e encontrar a melhor solução para um problema. No entanto, a solução encontrada não é necessariamente a mais racional.

Geralmente, optamos por decisões que nos proporcionam um lucro maior ou aquelas que apresentam menos riscos. Em algumas circunstâncias, as decisões são complicadas e diversas variáveis... Continue a ler "Racionalidade Humana e Tomada de Decisão" »

Fé, Razão e a Influência Platônica em Santo Agostinho

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Santo Agostinho de Hipona (Tagaste, 354)

Fé e Razão: Crer para Compreender

Agostinho busca a verdade absoluta. Ele passou pelo maniqueísmo e pelo ceticismo da Academia platônica, depois leu os neoplatônicos e se tornou cristão. Dos dogmas platônicos e cristãos do Iluminismo, criou a teoria de que, por causa da experiência, que ilumina a alma, sai uma luz que está nela e vem de ideias inatas criadas por Deus na alma. Para manter essa luz limpa, devemos ter fé e obedecer a Deus.

A fé não é irracional, mas de origem sobrenatural e divina; o conhecimento é obtido pela iluminação. Com a fé, entendemos o que sem ela seria incompreensível. Isto é o crede ut intelligas. Para Agostinho, o conhecimento implica a crença, mas a crença... Continue a ler "Fé, Razão e a Influência Platônica em Santo Agostinho" »

O Mito da Caverna de Platão: Uma Análise Detalhada

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Platão apresenta o Mito da Caverna, sem dúvida o mito mais importante e conhecido do autor. Platão afirma explicitamente que o mito pretende ser uma metáfora da nossa natureza em relação à educação e à falta dela, ou seja, serve para ilustrar questões relativas à teoria do conhecimento. Mas também tem implicações claras para outros domínios da filosofia como antropologia, ontologia, política e ética. Alguns intérpretes apontam também implicações religiosas.
A descrição do mito, conforme narrado por Platão em A República, é dividida em várias partes:
I. Descrição da situação dos prisioneiros. Platão nos pede para imaginar que somos como prisioneiros que habitam uma caverna subterrânea. Estes prisioneiros

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