Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Kant: Conhecimento A Priori e a Revolução Copernicana

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Concepção Transcendental do Conhecimento A Priori em Kant

O conhecimento a priori, de acordo com a teoria de Kant, é definido como aquele que é completamente independente da experiência. Isso não significa que seja independente desta ou daquela experiência específica, mas sim de toda a experiência.

Conhecimento A Priori Puro vs. Empírico

Dentre os conhecimentos a priori, são chamados de puros aqueles que não acrescentam nada empírico. Por exemplo, a proposição de “toda mudança tem sua causa” é, de fato, a priori e independente da experiência. Entretanto, não é um a priori puro, pois o conceito de “mudança” só pode ser derivado a partir da informação fornecida pela sensibilidade. Neste sentido, é uma proposição... Continue a ler "Kant: Conhecimento A Priori e a Revolução Copernicana" »

Críticas de Nietzsche à Moral, Filosofia e Ciência

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A crítica moral de Nietzsche endereça características arraigadas no Cristianismo. Para Nietzsche, essa moral é antinatural como controle dos impulsos naturais, de modo que os homens se tornam escravos para defender valores como a modéstia, humildade e acesso a outra vida, que seria melhor. Portanto, Nietzsche visa estabelecer a moralidade de indivíduos ativos e criativos com poder, contra a moral de escravos: o instinto de vingança contra qualquer vida que seja superior. Assim, a religião tenta promover e justificar a moral de escravos, por isso, Nietzsche critica a religião estabelecida, que causa alienação nos humanos e é uma celebração dos fracos.

As críticas mais severas são feitas contra a filosofia, que considerou ser como

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Evolução Científica e Diversidade Cultural: Conceitos Chave

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A Evolução do Fixismo e o Darwinismo

A versão final do evolucionismo no século XIX foi consolidada por Charles Darwin (1809-1882). Em 1858, após uma viagem às Ilhas Galápagos e à América do Sul, ele apresentou em Londres uma nova teoria da evolução, baseada em suas próprias observações, que teria um enorme impacto em todas as áreas do saber.

Esta teoria é baseada em dois princípios fundamentais: a luta pela sobrevivência e a seleção natural. Darwin afirma que existe uma luta pela sobrevivência porque há mais seres vivos do que recursos disponíveis, o que resulta em um processo seletivo natural. Na luta, os mais aptos sobrevivem, aqueles com melhores características para se adaptar ao meio ambiente, e os menos dotados perecem.... Continue a ler "Evolução Científica e Diversidade Cultural: Conceitos Chave" »

Lógica Informal e Argumentação

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Lógica Informal e o Argumento Argumentativo

Vimos que a lógica formal pode verificar a validade dos argumentos que podem ser usados em qualquer processo de comunicação, mas não é suficiente para garantir o sucesso na comunicação. Alguns autores referem-se a argumentos corretos como aqueles em que a conclusão se baseia nas premissas. A Lógica Informal, também conhecida por alguns como Pragma-Dialética, explora as condições que os argumentos devem reunir para serem corretos nesse aspeto. O diálogo argumentativo é um jogo de linguagem em que dois ou mais participantes trocam mensagens respeitando determinadas regras, que os comprometem a cooperar de boa-fé para alcançar o objetivo do diálogo.

Regras do Diálogo Argumentativo

  • Princípio
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O Empirismo Clássico: Francis Bacon a David Hume

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O Empirismo e a Origem do Conhecimento

Francis Bacon (1561-1626)

Filósofo político e interessado na ciência, alquimia e política, Bacon escreveu o Novum Organum, obra que visa encontrar a utilidade das coisas. Ele defendia que, para dominar a natureza, é preciso obedecê-la, resumido na máxima: “Conhecimento é poder”. Este princípio fundamenta a técnica de utilidade e o progresso.

Condições para o Progresso e o Método

O progresso depende da experiência empírica e do método indutivo. O método de Bacon envolve:

  • Tabelas e registos;
  • Medição e experimentação;
  • Indução (para se chegar a ideias gerais, contrária à dedução).

Bacon identificou as barreiras do conhecimento, chamadas de Ídolos:

  • Ídolos da Tribo: Aceites por todas
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h2 A Filosofia Ocidental: Origens, Mito, Logos e Pré-Socráticos

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O início da filosofia ocidental toma como referência o século XI a.C., e a carta de Ionia como uma referência para o início da filosofia ocidental. Em cidades como Mileto, esfera da atividade intelectual, começa-se a procurar por respostas e, em vez de procurar na religião, abre-se a busca da racionalidade a partir da observação. São os primeiros filósofos. O que faz o mito do logos? O mito é uma narrativa poética que tenta explicar a origem do mundo e fornece respostas através dos deuses e forças sobrenaturais. O mito se expressa na linguagem dos deuses ou APE. O mito é transmitido pela tradição de uma outra forma, a que ocorrem são sempre os caprichos dos deuses e nada é previsível. Na primeira os imortais criaram uma... Continue a ler "h2 A Filosofia Ocidental: Origens, Mito, Logos e Pré-Socráticos" »

A Teoria da Reminiscência Platônica: Análise Crítica

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Crítica à Teoria da Reminiscência Platônica no Mênon

O diálogo Mênon apresenta uma exposição religioso-mística da teoria da reminiscência de Platão. Sócrates — personagem que Platão usa no diálogo para expor a transição — pede uma demonstração da sua "verdade", mas não questiona a sua "utilidade".

A demonstração de Sócrates, que não pode ser considerada "brilhante", mas sim "dialética", é encontrada na famosa passagem do escravo de Mênon. Um escravo que nunca recebeu qualquer instrução de geometria será capaz, por um processo de tentativa e erro liderado por Sócrates, de concluir que a diagonal de um quadrado será o lado de um quadrado com o dobro da área do anterior. Por conseguinte, o conhecimento, não... Continue a ler "A Teoria da Reminiscência Platônica: Análise Crítica" »

Conhecimento e Ciência: Fontes, Formas e Métodos

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O que é Conhecimento?

Conhecimento é, então, uma compreensão da realidade por meio da qual se fixa em um tema, é expressa, comunicada e incorporada a outros assuntos sistematizados e a uma tradição.

Fontes do Conhecimento

Fontes: A sensibilidade fornece a experiência de base sobre as coisas, mas seus dados estão sempre em um contexto teórico que os torna inteligíveis e compreensíveis. Diferentes tipos de razão produzem formas de conhecimento, geralmente ligadas a algum tipo de experiência: uma imediata, como a intuição, e outras mediadas, como a dedução.

Formas de Conhecimento

  • Conhecimento Comum ou Vulgar: Baseia-se na experiência da vida cotidiana. Não tem pretensão de ser sistemático e é muitas vezes misturado com preconceitos.
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Nietzsche: Niilismo, Super-Homem e a Vontade de Poder

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O pensamento de Nietzsche aborda temas centrais como o Niilismo, a Morte de Deus, a Vontade de Poder, a Transmutação de Valores, o Eterno Retorno e o Super-Homem. Nietzsche argumenta que a cultura ocidental atingiu a sua ruína total e o seu declínio. Daí surge a necessidade de restauração. Esta é a tarefa do filósofo: libertar o homem de todos os valores fictícios e restabelecer o direito à vida.

O Niilismo

O niilismo é a consequência da ausência de valores. Com a Morte de Deus, a existência perde o seu sentido de direção. Contudo, esta ausência é a condição necessária para que a Vontade de Poder possa criar novos valores.

A Transmutação de Valores e a Nova Moral

Nietzsche critica a filosofia que se baseia no conhecimento... Continue a ler "Nietzsche: Niilismo, Super-Homem e a Vontade de Poder" »

Éticas de Kant e Mill: Dever, Consequência e Felicidade

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Ética Deontológica: Immanuel Kant e o Dever

Os máximos dão origem a imperativos categóricos quando a minha regra é moralmente boa e tão universal que todos podem adotá-la. É universal: todos devíamos agir de livre vontade, porque estamos a agir moralmente bem.

Os máximos dão origem a imperativos hipotéticos quando fazemos o que a moral pede porque queremos os resultados. Eu ajo não porque devo, mas sim porque vou ganhar algo com isso, ou seja, prefiro fazer o bem, mas é contra a minha vontade.

Imperativo Categórico: Universalidade, Humanidade e Autonomia

  • Universalidade: Ação que pode ser universalizada sem contradição.
  • Humanidade: Tratar a humanidade (em si e nos outros) sempre como um fim, nunca meramente como um meio.
  • Autonomia:
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