Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Língua e literatura de Universidade

Língua e Gramática: Da Norma à Compreensão Dinâmica

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Em oposição a essa postura, as concepções monológicas de língua, provenientes de outras correntes da linguística, acreditam que a língua tem uma autonomia independente dos contextos e interlocutores: como se a língua estivesse representada por um conjunto fechado de regras e normas; como se a escrita e a leitura fossem apenas técnicas de codificação e decodificação das letras e palavras; como se a língua existisse concreta e legitimamente apenas na competência dos bons falantes e escritores; como se os significados da língua fossem estáveis, não podendo variar conforme o tempo, as regiões e os dialetos.

Sabendo que as concepções monológicas fortaleceram a ideia de um ideal de língua (a norma culta), dando origem a práticas...

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Língua Portuguesa, Acordo Ortográfico e Alfabetização no Brasil

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O Dilema da Língua Brasileira e o Acordo Ortográfico

Considerando as diferenças entre as línguas faladas em Portugal e no Brasil (e, com frequência, o difícil entendimento entre as pessoas desses países), questiona-se sobre a possibilidade de uma língua propriamente brasileira. A esse respeito, é possível situar duas posições:

  • Concepção Cultural: Entende que a língua de um povo incorpora valores, diferenças, histórias e interferências específicas, assumindo que é possível falar em “Língua Brasileira”, que difere da Língua Portuguesa.
  • Concepção Estrutural: Pessoas para as quais não se justifica falar em Língua Brasileira porque ambas têm a mesma estrutura.

Para resolver esse impasse, o mais adequado seria falar em...

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Letramento: Definição, Tipos e Coerência Textual

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Letramento: Conceito e Importância Social

Letramento é o estado ou condição de quem usa seus conhecimentos sobre a língua escrita para participar e usufruir das manifestações letradas de seu mundo (ex.: ler jornal, escrever uma carta, conferir um contrato de aluguel, fazer uma prova). Dessa forma, o sujeito letrado, por meio do uso funcional da escrita, tem a possibilidade de se inserir na sociedade de forma crítica e participativa.

O conceito de letramento, recentemente dicionarizado na língua portuguesa, é importante por três razões principais:

  1. Compreensão Pedagógica: Os professores puderam compreender que, tão importante quanto ensinar as letras e o sistema alfabético, é criar oportunidades para que os alunos compreendam a
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Princípios da Textualidade, Gêneros e Tipos Textuais

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Princípios da Textualidade

  • Coesão: princípio linguístico garantido quando os elementos da superfície de um texto (aquilo que é visível, como as palavras e frases) aparecem conectados em uma sequência linear regida pela gramática.
  • Coerência: princípio linguístico garantido quando a sucessão de informações de um texto aparece com uma intenção bem demarcada e com unidade de sentido. Para isso, os componentes textuais (conceitos, relações subjacentes) devem estar em consonância, convergindo o entendimento. Embora a coerência de um texto seja fundamental para o seu entendimento, ela pode, eventualmente, ser subvertida por alguns autores com os propósitos de chocar ou surpreender os leitores ou conferir um tom lúdico ao texto.
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Socioconstrutivismo, Alfabetização e Letramento

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O que é Socioconstrutivismo?

O socioconstrutivismo propõe construir o conhecimento baseando-se nas relações dos alunos com a realidade, valorizando e aprofundando o que a criança já sabe. O conhecimento e a inteligência vão se desenvolvendo passo a passo, num processo de construção que é tão importante quanto o próprio conhecimento, considerando os conhecimentos e valores culturais que as crianças já têm (ZDP).

Construtivismo

O construtivismo é uma das correntes teóricas empenhadas em explicar como a inteligência humana se desenvolve, partindo do princípio de que o desenvolvimento da inteligência é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio. O conhecimento é construído através da interação do sujeito

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Guia de Linguística: Máximas, Textos e Competências

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Máximas Conversacionais

  • Máxima da quantidade: A informação transmitida deve ser a estritamente necessária. Ex: Que livro estás a ler? - Estou a ler "Campo de Lágrimas" de Jorge Letria.
  • Máxima de modo: A mensagem deve ser transmitida de forma ordenada e clara. Ex: O Joaquim e a Joana casaram e já partiram em lua de mel.
  • Máxima de qualidade: O que se afirma deve ser verdadeiro, fundamentado e não falso. Ex: Lisboa é a capital de Portugal? - Claro que é.
  • Máxima de relevância: Ser relevante para cooperar com o interlocutor. Ex: Amanhã vou ter teste de Português. Estudas comigo? - Primeiro, tenho de almoçar.

Texto Literário vs. Não Literário

Texto Literário

  • Utiliza linguagem conotativa (sentido figurado).
  • Predomínio da função poética
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Tipos, Funções e Perfis da Linguagem

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Tipos de Linguagem

  • Linguagem verbal: é o uso da escrita ou da fala como meio de comunicação. A unidade básica é a palavra falada ou escrita.
  • Linguagem não-verbal: utiliza os gestos, os sons, os símbolos, mímica, uso de imagens e os ícones para proceder à comunicação. Exemplos: uma pintura, um semáforo ou uma placa de trânsito.
  • Linguagem mista: é aquela que simultaneamente utiliza a linguagem verbal e não verbal. Exemplos: histórias em banda desenhada, cinema, teatro, etc.
  • Linguagem digital: é o meio ou instrumento onde os dados são combinados e transmitidos. Através da informática, armazenam-se e transmitem-se informações diversificadas nos meios eletrônicos em ambientes virtuais. Exemplos: linguagem HTML, código binário,
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Coesão e Coerência Textual

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Uma das propriedades que distingue um texto de um amontoado de palavras ou frases é o relacionamento existente entre si. De que trata, então, a coesão textual? Da ligação, da relação, da conexão entre as palavras de um texto, através de elementos formais, que assinalam o vínculo entre os seus componentes.

Uma das modalidades de coesão é a remissão. E a coesão pode desempenhar a função de (re)ativação do referente. A reativação do referente no texto é realizada por meio da referenciação anafórica ou catafórica, formando-se cadeias coesivas mais ou menos longas.

A remissão anafórica (para trás) realiza-se por meio de pronomes pessoais de 3ª pessoa (retos e oblíquos) e os demais pronomes; também por numerais, advérbios...

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Guia de Estudo: Direito Romano e Escolas Jurídicas

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A Escola dos Comentadores e o Ius Commune

“A escola dos comentadores desenvolve o seu pensamento com base na opinião comum dos doutores e com o seu estudo pretende desenvolver os iura propria dos diversos reinos medievais” – mais provável de sair no teste

A afirmação permite enquadrar o papel fundamental da escola dos comentadores (ou pós-glosadores) no panorama jurídico europeu medieval.

Em primeiro lugar, a referência à “opinião comum dos doutores” aponta para a metodologia característica desta escola. Os comentadores adotavam uma abordagem mais sistemática e racional, procurando harmonizar diferentes interpretações doutrinais. A opinião comum dos doutores tornava-se, assim, uma fonte auxiliar de direito, conferindo autoridade...

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H2: Honra: Objetiva, Subjetiva e Crimes Relacionados

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A Proteção Constitucional e Penal da Honra

Depreende-se do artigo supracitado que a honra é um bem considerado constitucionalmente inviolável.

Assim, temos que a honra é protegida constitucionale penalmente.

Distinções da Honra

Honra Objetiva

Diz respeito ao aspecto externo, ou seja, a imagem que terceiros detêm sobre a pessoa, sobre seus atributos físicos, intelectuais e morais. É a visão que passamos aos outros quando mencionamos que determinada pessoa tem boa ou má reputação no meio social. Estamos, portanto, nos referindo à sua honra objetiva, ou seja, o seu conceito perante a sociedade.

Exemplo: Paulo menciona que José, enquanto trabalhava em outra empresa, teria praticado o crime de furto.

José, em decorrência da imputação...

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