Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Livre-Arbítrio: Natureza, Determinismo e Afirmação da Liberdade

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Natureza do Livre-Arbítrio

1) O livre-arbítrio é uma propriedade dos atos voluntários. O livre-arbítrio não é uma "coisa", nem uma faculdade separada, mas uma propriedade da vontade, ou mais precisamente, de ações voluntárias, ou seja, que não provêm do exterior do sujeito que as executa; ele está lá porque o sujeito assim o quis, e nada mais. Assim, o sujeito é um autor, e não apenas um ator de tais atos.

2) O livre-arbítrio é atribuído a todo o ser humano. Embora a liberdade seja uma propriedade dos atos voluntários, também o é da vontade em si, que é a faculdade de onde eles emanam, assim como da alma, que é o indivíduo que possui esse poder, e, finalmente, da pessoa, o sujeito último da atribuição de acidentes... Continue a ler "Livre-Arbítrio: Natureza, Determinismo e Afirmação da Liberdade" »

Descartes: Provas da Existência de Deus

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Descartes conclui a existência de Deus a partir da dúvida em sua mente e das imperfeições que ela apresenta. Isso levanta a questão sobre a origem da ideia de perfeição em si mesmo. Descartes duvida de tudo, exceto da sua própria existência, e se considera imperfeito.

Assim, uma vez que a ideia de perfeição não pode ter vindo dele nem do nada, conclui que é Deus quem a colocou em nós, "como o selo do arquiteto". Esta é a primeira demonstração da existência de Deus: a ideia de perfeição é dada pelo ser perfeito. Como em nós essa ideia não atinge o máximo, nem mesmo se ajusta à ideia de perfeição, Deus existe.

Com este argumento, refuta-se a possível propensão ao erro em seu método. Se Deus é perfeito e isento de... Continue a ler "Descartes: Provas da Existência de Deus" »

Santo Tomás de Aquino: filosofia, teologia e provas de Deus

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O sistema filosófico

A filosofia de Santo Tomás de Aquino baseou-se especialmente em Aristóteles. Concluiu-se que o objeto do conhecimento humano envolve nossas apreensões sobre objetos sensíveis.

Para alcançar o conhecimento de Deus, deve-se iniciar a partir dos objetos sensíveis. A partir desse conhecimento derivam as éticas e as propostas políticas de Aquino.

Objetivos de Santo Tomás

Santo Tomás tinha três objetivos principais:

  • Estabelecer uma clara distinção entre a filosofia e a teologia. Só assim pode-se reconhecer que ambas podem oferecer auxílio mútuo.
  • Estabelecer um sistema coerente que integre todas as doutrinas conhecidas.
  • Estabelecer um princípio básico para harmonizar a visão cristã do mundo e do homem com a versão
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Modelos de Conhecimento, Realidade e Ação

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Modelos de Exposição do Conhecimento

  • Realismo: A realidade (o objeto a ser conhecido) existe por si mesma e não depende do sujeito. Implica a existência do mundo exterior. A pessoa tem uma mente aberta e pensa que tem a capacidade de entender o mundo em si mesmo e conhecer as coisas como elas realmente são. Além disso, adota uma atitude natural, espontânea e confiante.
  • Idealismo: Conhecemos as coisas como as podemos ver, dependendo do sujeito. Uma mosca vê o mundo de forma diferente de nós, por isso a sua maneira de conhecer é diferente. Questiona a existência do mundo independente. A pessoa pensa que a capacidade de compreender depende do sujeito e o conhecimento depende da sua maneira de conhecer. Apresenta uma atitude artificial,
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Descartes: Contexto Histórico, Filosofia e Conhecimento

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RENE DESCARTES

1. CONTEXTO SÓCIO-HISTÓRICO E CULTURAL

É a época da ascensão do absolutismo político e da emergência dos primeiros conceitos contrários a ele. Há uma crise contínua que se expressa em guerras sem fim, confrontando a nobreza. O empobrecimento do povo para pagar as aventuras militares e manter os luxos dos tribunais, em breve, gerarão as primeiras críticas. Um novo sistema político torna-se relevante na ilustração: a democracia.

Culturalmente, o século XVII é o século do barroco, que surge como uma reação contra um mundo que está desmoronando, e essa mudança afetará a filosofia. Abandonado como um objeto de estudo, uma realidade hostil, que enfrenta o homem que se transforma em outro, e vai focar toda sua atenção... Continue a ler "Descartes: Contexto Histórico, Filosofia e Conhecimento" »

Filosofia de Nietzsche: Mundo, Devir e Vontade de Poder

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Mundo Aparente vs. Mundo Real

A visão platônica da realidade divide o mundo em duas esferas: o Mundo das Ideias (o verdadeiro) e o Mundo Sensível (o aparente). A cultura ocidental, em sua decadência, baseou-se na defesa de valores contraditórios à vida, priorizando um mundo objetivo, imutável e racional.

Segundo Nietzsche, podemos distinguir vários períodos de decadência ocidental:

  • Mundo Grego (Idade de Péricles): Harmonia entre o dionisíaco e o apolíneo.
  • Eurípides, Sócrates e Platão: O início do declínio; o triunfo do apolíneo sobre o dionisíaco e o surgimento do platonismo.
  • Cristianismo: O triunfo da moral de escravos e o ressentimento em relação à vida.
  • Idade Contemporânea: Crise da metafísica e a "morte de Deus", abrindo
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Sócrates vs. Sofistas: Diferenças e o Legado de Platão

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Diferenças entre Sócrates e os Sofistas

  • O Sofista: É um professor ambulante.
  • Sócrates: É alguém ligado aos destinos de sua cidade.
  • O Sofista: Cobra para ensinar.
  • Sócrates: Vive sua vida e esta confunde-se com a vida filosófica: “Filosofar não é profissão, é atividade do homem livre”.
  • O Sofista: “Sabe tudo” e transmite um saber pronto, sem crítica (que Platão identifica com uma mercadoria, que o sofista exibe e vende).
  • Sócrates: Diz nada saber e, colocando-se no nível de seu interlocutor, dirige uma aventura dialética em busca da verdade, que está no interior de cada um.
  • O Sofista: Faz retórica (discurso de forma primorosa, porém vazio de conteúdo).
  • Sócrates: Faz dialética (bons argumentos). Na retórica, o ouvinte é
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Tomás de Aquino: Fé, Razão e a Filosofia Escolástica

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Tomás de Aquino: Vida e Pensamento Filosófico

Tomás de Aquino, filho de Landolfo, conde de Aquino, foi um importante filósofo escolástico e, talvez, o mais influente filósofo cristão de todos os tempos. Nasceu em Roccasecca (perto de Aquino, Itália) em 1224. Após realizar seus primeiros estudos no mosteiro beneditino de Monte Cassino e na Universidade de Nápoles, ingressou, aos 20 anos de idade, na Ordem Dominicana (uma ordem mendicante).

Nesse ínterim, seu pai faleceu e sua mãe, que não aceitava que o filho entrasse em uma ordem mendicante, trancou-o no castelo da família a fim de fazê-lo desistir de sua decisão.

A Relação entre Fé e Razão

Tomás distinguiu claramente a razão e a , a filosofia e a teologia; contudo, ele... Continue a ler "Tomás de Aquino: Fé, Razão e a Filosofia Escolástica" »

Conceitos Chave na Filosofia de Nietzsche

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Deus

Quando Nietzsche se refere a Deus, refere-se ao deus da religião, particularmente o cristianismo, mas também a nada que possa substituí-lo. Na realidade, Deus não é uma entidade, mas sim um lugar, uma figura possível do pensamento, representando o Absoluto. Deus é uma metáfora para expressar a realidade absoluta. A realidade é apresentada como a Verdade e, de 'bios', como área alvo, presume-se que possa servir como base para a existência, porque foram mais além e fazem sentido. Tudo o que serve aos homens para dar sentido à vida, mas que mesmo assim sai da vida, é semelhante a Deus. A Natureza, o Progresso, a Revolução, a Ciência, tomados como realidades absolutas, são semelhantes a Deus. Para Nietzsche, a crença em Deus... Continue a ler "Conceitos Chave na Filosofia de Nietzsche" »

Epicurismo e Estoicismo: A Busca pela Serenidade

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O Epicurismo: A Busca pela Ataraxia

O epicurismo preconizava o repouso e a ataraxia (ausência de perturbação), gozando a plenitude do momento presente (carpe diem – aproveita o dia). Assim, evitavam-se as ciladas do destino, presentes nas paixões e nas sensações fortes que prendem o Homem ao mundo transitório. Para os epicuristas, o verdadeiro prazer é estável e moderado, tendendo para a ausência de dor.

Não se trata do prazer imediato, como é desejado pelo homem vulgar; trata-se do prazer reflectido, avaliado pela razão e escolhido prudentemente. É preciso dominar os prazeres, e não se deixar por eles dominar. O prazer espiritual diferencia-se do prazer sensível, porquanto o primeiro estende-se também ao passado e ao futuro,... Continue a ler "Epicurismo e Estoicismo: A Busca pela Serenidade" »