Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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São Tomás de Aquino: Fé, Razão e a Existência de Deus

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São Tomás de Aquino: Fé e Razão

Se a filosofia é uma ciência cujo método se baseia na razão, a teologia fundamenta-se na fé, a partir da revelação. No século XIII, este debate ganha impulso:

1. Averroísmo

Corrente intelectual latina que aceita a visão aristotélica e a autonomia da razão frente à fé. Baseia-se em três teses:

  • a) Eternidade do mundo: O mundo é eterno, o que contradiz a teologia cristã sobre a criação.
  • b) Imortalidade da alma: A alma de cada homem é o entendimento imortal descrito por Aristóteles, comum a todos. Isso nega a doutrina cristã da salvação individual.
  • c) Teoria da dupla verdade: Existem duas verdades, a da fé (teologia) e a da filosofia (razão), permitindo conciliar pontos de vista opostos.

2.

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Tomás de Aquino: Ética, Política, Fé e Razão

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Tomás de Aquino: Ética e Política

Ética

Tomás de Aquino, influenciado por Aristóteles, baseia a ética no conceito de natureza. A felicidade humana, objetivo da ética e da política, é a atividade mais consistente com a natureza humana. Como teólogo, Tomás de Aquino explica que a felicidade suprema é a visão beatífica, a contemplação direta de Deus.

Virtude Moral: Essencial para uma vida feliz, com destaque para as virtudes teologais (fé, esperança e caridade), que têm Deus como objeto.

Sindérese e Consciência: A razão se manifesta em dois usos:

  • Teórico ou especulativo: Sua primeira noção é o ser.
  • Prático: Governa a ação, cuja primeira noção é o bem.

A razão prática orienta as inclinações essenciais da natureza... Continue a ler "Tomás de Aquino: Ética, Política, Fé e Razão" »

Filosofia de Santo Agostinho: Ética, Antropologia e Fé

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Ética, Liberdade e Livre-Arbítrio

A ética de Agostinho é eudemonista, visto que o fim da conduta humana é a felicidade ou bem-aventurança. Essa felicidade só pode ser encontrada em Deus, com a ajuda da graça divina, que impulsiona a alma a Deus através do amor (caridade).

Santo Agostinho definiu o mal como privação, ou seja, a ausência do bem. A alma, cuja natureza é dirigida a Deus, desvia-se de seu caminho e torna-se escrava do corpo. O mal surge quando o homem faz uso indevido de seu livre-arbítrio; portanto, o homem é responsável pelo mal, não Deus.

Deus nos deu o livre-arbítrio para que possamos ser responsáveis por nossos atos. São Agostinho distingue:

  • Livre-arbítrio: capacidade de agir de forma voluntária, mas que,
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A Filosofia de Aristóteles: Realidade, Ética e Sociedade

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A Filosofia de Aristóteles

Aristóteles, um dos maiores pensadores da Grécia Antiga, desenvolveu um sistema filosófico abrangente que aborda a natureza da realidade, a condição humana e a organização da sociedade. Contrariando a teoria das Ideias de Platão, Aristóteles focou-se na observação e na experiência para compreender o mundo.

A Realidade na Filosofia Aristotélica

Aristóteles acreditava que a realidade existe por si mesma, ou seja, a Physis (natureza), que é estudada pela Física e pela Metafísica.

Física e Hilemorfismo

A Física aristotélica baseia-se no conceito de hilemorfismo: os seres são compostos de matéria e forma, complementando-se mutuamente para a sua existência. Esses seres mudam seu objetivo e buscam a perfeição.... Continue a ler "A Filosofia de Aristóteles: Realidade, Ética e Sociedade" »

Kant: Conhecimento, Ética e Metafísica

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O Problema do Conhecimento em Kant

A metafísica, ao contrário de outras ciências, não conseguiu entrar no caminho seguro da ciência, apesar de sua idade. Isso levanta a questão de saber se a metafísica é possível como ciência. Kant tenta estabelecer princípios a partir dos quais o conhecimento científico é possível. Para Kant, o conhecimento científico é um conhecimento certo e, a partir dele, podemos estabelecer as condições que qualquer outro conhecimento que pretenda ser verdadeiro deve possuir. A metafísica, ao contrário de outras ciências, busca transcender a experiência e o conhecimento das instituições, oferecendo conceitos como Deus, a alma ou o mundo como um todo, a partir de conceitos a priori. Eles vão descobrir... Continue a ler "Kant: Conhecimento, Ética e Metafísica" »

Lucas

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1)Que é possível pesquisar se o estudioso não tiver uma linha teórica a seguir (incorreta)
Porque é necessário possuir uma teoria como parte inicial, pára se saber o que a pesquisa terá como objetivo.

2)O olhar da autora é simples e superficial (incorreta)
A autora queria demonstrar uma visão mais profunda, o que remete a uma sinestesia.

3)Os dados da pesquisa precisam, muitas vezes, de um referencial ou aprovação pára que possam ser processados cientificamente. (incorreta)
Toda pesquisa ou publicação científica possui normas e regras pára ser em aceitas pela comunidade científica

4)É de grande importância pára o ensino superior porque têm como foco apenas os trabalhos acadêmicos e suas técnicas. (incorreta)
A metodologia não

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Acesso à Realidade: Categorias e Conhecimento Filosófico

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Acesso à realidade: as categorias do pensamento humano

O nosso modo de conhecer a realidade é mediado pelo nosso próprio entendimento; ou seja, o acesso à coisa real passa por certos filtros que fazem parte da nossa maneira de pensar e dos quais não podemos prescindir. No exemplo das cores, parece claro que há algo de real que faz com que nossa percepção dependa de características do organismo humano (os olhos) e da interpretação dos comprimentos de onda da luz. Algo semelhante acontece com as categorias do nosso pensamento, que nos ajudam a classificar o ser (nível ontológico), o saber (nível epistemológico) e a linguagem. Elas nos permitem entender o real e dotá-lo de significado.

As categorias fundamentais:

  • Causa: a origem ou
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Tomás de Aquino: Provas de Deus, Metafísica e Ética

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Provas da Existência de Deus

Para provar a existência de Deus, Tomás de Aquino apresentou algumas demonstrações que chamou de vias. Algumas delas são:

  • Via do movimento: As coisas estão em movimento, e tudo o que se move precisa de um motor que o inicie. Este primeiro motor imóvel é Deus.
  • Via da causa eficiente: Todos os seres existentes têm uma causa eficiente que os criou. Esta causa primeira é Deus.
  • Via do ser necessário e contingente: Como tudo à nossa volta existe mas poderia não existir (é contingente), conclui-se que deve existir um ser necessário por si mesmo. Este ser necessário é Deus.
  • Via dos graus de perfeição: Todas as pessoas são capazes de julgar eventos e ações, qualificando-os como melhores ou piores. Isso
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Formalismo Moral de Kant: Imperativo Categórico e Postulados

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O formalismo moral

Kant afirmou que existe uma aplicação teórica e um uso prático da razão.

Aplicação teórica e uso prático

O uso refere-se ao conhecimento teórico. Há um livro sobre isso: Crítica da Razão Pura. Por meio de decisões epistêmicas, responde-se à pergunta: "O que posso saber?"

O uso prático refere-se à ação. Há um livro sobre isso: Crítica da Razão Prática, que trata de juízos de valor e responde às perguntas: "O que devo fazer?" e "O que posso esperar?"

Imperativos: hipotéticos e categóricos

Kant observa que toda ação voluntária é submetida à razão sob a forma de mandatos ou imperativos. Esses imperativos podem ser do tipo hipotético, isto é, condicionais: a validade da norma depende das consequências... Continue a ler "Formalismo Moral de Kant: Imperativo Categórico e Postulados" »

A Evolução do Pensamento: Do Mito à Filosofia

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A Transição do Mito ao Pensamento Racional

Há 3000 anos, o homem era obediente aos caprichos das forças naturais. Para os gregos antigos, a realidade dividia-se entre a esfera do divino (deuses) e a área natural (os mortais). A natureza era compreendida como:

  • Força e poder sem limites: Responsável pela produção e destruição do mundo natural.
  • Caos: Processos de produção e destruição ocorriam sem ordem, ignorando as necessidades humanas.

Essa concepção, governada pela vontade dos deuses, expressava-se em mitos — histórias anônimas que cristalizavam a memória coletiva. Os mitos possuem as seguintes características:

  • Irracionalidade: O que o mito diz não é passível de raciocínio lógico.
  • Tradição: O significado é codificado
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