Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Panorama da Filosofia Medieval e a Escolástica

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Idade Medieval ou uma Panorâmica do Meio. O germe do pensamento medieval é a assimilação gradual da filosofia. Depois de uma atitude inicial negativa em relação aos pais da filosofia, não se hesitou em usar a filosofia em suas reivindicações, porque muitos dos filósofos trataram sobre as realidades de interesse para a verdade.

O primeiro filósofo cristão que exerceu uma influência sobre a direção e os temas da escolástica é Agostinho de Hipona. Seu pensamento reflete sua própria vida pessoal e intelectual. Ele reconheceu a limitação da razão humana e a necessidade da fé, estando convencido de que existe uma verdade necessária e imutável a ser conhecida. Isto é conseguido quando a alma transcende a si mesma e busca a... Continue a ler "Panorama da Filosofia Medieval e a Escolástica" »

H2: Ética e Felicidade: Aristóteles, Hedonismo e Kant

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Ética da Felicidade

1. Ser Feliz é Autorrealizar-se (Aristóteles)

Ética Aristotélica

Para Aristóteles, ser feliz é ser um homem no sentido mais pleno da palavra. A felicidade é a atividade que nos distingue como humanos. Toda atividade humana é perseguida por um bem, visando um fim. Todas as atividades humanas tendem a um fim, e todos os efeitos, por sua vez, a um objetivo final.

A felicidade é:

  • Um bem perfeito, procurado por si mesmo e não em função de outro.
  • Um bem suficiente em si mesmo, que não deseja mais nada além de si.
  • Conseguida através da realização das atividades mais características do ser humano.
  • Conseguida com uma atividade contínua.

Na comunidade, cada ser humano tem uma função própria. Se não houvesse felicidade... Continue a ler "H2: Ética e Felicidade: Aristóteles, Hedonismo e Kant" »

John Locke: Empirismo, Liberalismo e Tolerância

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Representante do empirismo filosófico, pensador, intelectual e defensor do regime liberal, John Locke foi um filósofo, político, médico e químico. Em seu Ensaio sobre o Entendimento Humano e sua Carta sobre a Tolerância, defendeu a tolerância religiosa.

Ele viveu em um período marcado pela intolerância religiosa, centralização do poder e instabilidade política. A intolerância, a violência e a desigualdade dominavam o cenário. Locke percebeu que a solução para as disputas entre as seitas cristãs, que surgiram após a Reforma, passava pela tolerância dos juízes. Em termos atuais, ele defendia um estado secular.

Bem Público

O Bem Público é a meta a ser perseguida pelo Estado. O bem público visa garantir que os cidadãos tenham... Continue a ler "John Locke: Empirismo, Liberalismo e Tolerância" »

Ética na Filosofia: Aristóteles, Cínicos, Estoicos e Mais

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Ética de Aristóteles

Segundo Aristóteles, o homem é composto de corpo e alma. A alma é dividida em duas partes: a vegetativa, a animal e a racional.

A maioria dos seres humanos deve contentar-se com a operação de sua alma vegetativa e animal, cujo objetivo é atingir a ética das virtudes por meio da ação e da realização de hábitos de ação que devem ser corretos e sempre buscar o meio-termo. Isso significa que não se deve incorrer em um vício por omissão ou por excesso.

A Ética dos Cínicos

Para Sócrates e Diógenes, o homem era bom por natureza, portanto, deve viver de acordo com ela, ou seja, deve ser livre na ação e na fala. Fundamentalmente, valorizavam o esforço de educação pessoal como uma forma de alcançar a autossuficiência... Continue a ler "Ética na Filosofia: Aristóteles, Cínicos, Estoicos e Mais" »

Aristóteles: Ética, Política e Metafísica

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Aristóteles: Ética e Política

Aristóteles afirmou que a ética é o caráter humano, e o fim para o qual a ação humana é dirigida é a felicidade. Para alcançar uma vida feliz, é preciso ser consistente com a natureza. A faculdade humana por excelência é a capacidade de raciocinar; um ser humano não pode ser feliz sem desenvolver a atividade racional.

Embora o ser humano não seja apenas razão, a alma humana possui uma parte vegetativa e uma parte sensível. Aristóteles descobriu o poder do desejo, que pode obedecer ou desobedecer à razão. O filósofo argumenta que a virtude ética reside na dominação e submissão do desejo à razão.

  • Virtude: É um hábito, um modo de ser permanente alcançado pela repetição de comportamentos
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Teorias da Linguagem e Estética na Filosofia

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7. Pensamento e Linguagem: Teorias Linguísticas Críticas e Alternativas

Crítica das Teorias Linguísticas: É preciso explicar a evolução da linguagem. Se a teoria linguística se fecha, vai acabar dizendo que o pensamento humano está mudando porque a língua evolui. Mas quem faz o idioma evoluir? Para explicar a evolução da língua, existem duas opções:

  • Ou a própria língua evolui.
  • Ou a língua evolui como resultado de experiências humanas.

Teorias Alternativas da Linguística: A experiência humana é variada e não se limita à experiência intelectual. Muitas vezes, o pensamento vai e volta em novas situações, e a linguagem tem de se esticar e dar-lhes nomes. Por exemplo, eles descobriram um novo continente e foi dado o nome de... Continue a ler "Teorias da Linguagem e Estética na Filosofia" »

A Física e a Metafísica de Aristóteles: Ato e Potência

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A. Elementos envolvidos na mudança

Aristóteles afirma que existem três elementos na mudança: o tema, a retirada ou perda de algo que o tema possuía e a aquisição de algo novo. Em suma: o substrato, o que se perdeu e o potencial a ser atualizado.

[O substrato (hypokeimenon), forma (eidos) e privação (stéresis)].

Exemplo: Uma bolota não é um carvalho, mas possui a potencialidade de sê-lo. Ao tornar-se carvalho, ela perde a forma de bolota e adquire a forma de carvalho. O movimento é a atualização do potencial residente na substância.

  • O ato tem prioridade sobre a potência: Só concebemos a potência através de um ato determinado.
  • Enteléquia (entelekheia): É o fim do poder, a energia dirigida a um propósito (teleologia).

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Escola Histórica do Direito e Escola da Exegese

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Escola Histórica do Direito

A expressão Escola Histórica do Direito é empregada para designar uma corrente jurídico-filosófica desenvolvida originariamente na Alemanha durante o início do século XIX.

Esta escola, fortemente influenciada pelo romantismo, partia do pressuposto de que as normas jurídicas seriam o resultado de uma evolução histórica e que a essência delas seria encontrada nos costumes e nas crenças dos grupos sociais. Empregando a terminologia usada por essa corrente, o Direito, como um produto histórico e uma manifestação cultural, nasceria do “espírito do povo” (em alemão: Volksgeist). Nas palavras de Friedrich Carl von Savigny, o Direito teria suas origens “nas forças silenciosas e não no arbítrio do... Continue a ler "Escola Histórica do Direito e Escola da Exegese" »

O Homem como Projeto: A Filosofia Existencialista de Sartre

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O Surgimento do Existencialismo

No início do século XX, surge a filosofia existencialista, um produto da situação social e cultural de crise grave resultante das duas guerras mundiais. Filósofos passaram a refletir sobre o verdadeiro significado da vida. Dois grandes representantes do existencialismo são Heidegger, com sua divisão de estar-no-mundo e ser-no-tempo, e Sartre, que divide o Ser em ser-em-si e ser-para-si.

Sartre é caracterizado como o principal representante e divulgador do existencialismo. O ponto mais marcante do seu pensamento é sua ontologia fenomenológica: a ideia de que o que existe é o que aparece (o fenômeno), e a aparência não esconde, mas revela a sua essência.

A Distinção entre Ser-em-si e Ser-para-si

Esta... Continue a ler "O Homem como Projeto: A Filosofia Existencialista de Sartre" »

Ética: Indeterminismo, Determinismo e Aristóteles

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O Indeterminismo Ético

O indeterminismo é o sistema que sustenta que, quando somos livres para escolher e agir, agimos de forma independente.

As origens dessa tendência remontam à Grécia clássica, ao relativismo ético dos sofistas e ao intelectualismo moral de Platão. A partir do século XVIII, começou a recuperar alguma importância.

Kant

Kant acredita que há várias razões, mas diferentes usos para a mesma faculdade. A razão humana tem dois usos principais:

  • Uso puro da razão (Razão Pura): Trata de saber como as coisas são no mundo físico. Os fenômenos ocorrem de forma inevitável, pelo que, neste mundo físico, não há liberdade.
  • Uso prático da razão (Razão Prática): Trata da forma como devemos agir, quais são os princípios
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