Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Fundamental II

Conceitos de Arte: Platão a Nietzsche

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Platão

Deus (Eidos, Formas): Criador das Ideias.
Artesão: Copia a verdade (alétheia - descobrimento do Eidos).
Artista: Copia a cópia, não passa de um simulador.
Para Platão, a arte vem do amor erótico, desejo.

Aristóteles

Diferencia-se de Platão na relação com o artista.
Artista: Não é simulador, mas sim um gênio que tem a capacidade de copiar e melhorar a natureza.
Sua grande inspiração é a natureza.
Práxis (Deus): --- Poiesis (artista):
Simulação: Produz algo conhecido.
O Belo: Vem das belas formas, artista faz melhor que a natureza.

Kant

Práxis (contemplação interna): Ex: vendo - já viu; comendo - já comeu.
Poiesis (externa): Fazer o produto concreto.
Belo: É produzido pelo artista.
Belo sublime: Produção da natureza,...

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Lógica: Conceitos e Princípios Fundamentais

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O que é a Lógica?

De acordo com a sua etimologia, a lógica é a ciência do logos. Logos, do grego, significa razão, pensamento, discurso. A lógica é a ciência que estuda o pensamento, os princípios e as regras lógicas a que deve obedecer o pensamento para que seja correto.

Objetivo do Estudo da Lógica

O objetivo é o pensamento.

Objetivo/Finalidade da Lógica

O objetivo da lógica é estabelecer as leis do pensamento correto, isto é, constituir um conjunto de princípios e métodos a que deve obedecer o pensamento para que seja preciso, claro e coerente. A lógica tem uma finalidade normativa, pois diz-nos como devemos proceder para pensar melhor.

Distinção entre Validade Dedutiva e Validade Indutiva

Na validade dedutiva, duas premissas...

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Resumo de Filosofia: Lógica, Ética e Epistemologia

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Lógica e Argumentação

Modus Ponens: P → Q; P; Logo, Q. Modus Tollens: P → Q; ¬Q; Logo, ¬P. Silogismo Hipotético: P → Q; Q → R; Logo, P → R. Silogismo Disjuntivo: P v Q; ¬P; Logo, Q.

  • Petição de Princípio: A conclusão já está presente na premissa.
  • Falso Dilema: Apresenta apenas duas alternativas quando existem mais.
  • Espantalho: Distorcer o argumento do oponente para o atacar mais facilmente.

Ética e Justiça

Objetivismo Moral: Os valores são objetivos e universais, não dependem do indivíduo ou da cultura; são verdadeiros ou falsos. Método: análise imparcial.

  • Mill (Utilitarismo): Foco no resultado e nas consequências; busca a máxima felicidade e prazer (Princípio da Utilidade). Em caso de conflito, os deveres não são
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Filosofia da Ciência: Indutivismo, Popper e Kuhn

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A Perspetiva Tradicional: Indutivismo

O Método: A observação neutra dá início à atividade científica. Perante as regularidades observadas, o cientista formula hipóteses e enuncia leis gerais que são verificadas ou rejeitadas.

Critério de Demarcação: Verificabilidade — uma teoria é científica se puder ser verificada pela experiência. O progresso faz-se por acumulação de conhecimentos.

Críticas: A observação nunca é cem por cento neutra e a realidade científica nem sempre é diretamente observável.

O Falsificacionismo de Karl Popper

Problema da Indução: Popper concorda com Hume: observações particulares não servem para decretar uma teoria como absolutamente verdadeira, pois o universal transcende a experiência. Basta...

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Ética e Justiça: De Mill a Rawls

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O Fim Último da Moralidade: A Procura da Felicidade

O problema filosófico que serve de base a esta questão é o do critério ético da moralidade de uma ação. Ou seja, discute-se o que torna uma ação moralmente certa ou errada. Trata-se do debate clássico entre as éticas teleológicas/consequencialistas, como o utilitarismo de Mill (que foca na felicidade), e as éticas deontológicas, como a de Kant (que foca no cumprimento do dever).

A minha posição é a de que o fim último da moralidade é a procura da felicidade e que devemos promovê-la com as nossas ações. Para argumentar a favor desta posição, baseio-me na ética utilitarista de John Stuart Mill:

  • Valor intrínseco: A felicidade é o único bem com valor intrínseco. Todas
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Falácias, Determinismo e a Ética de Kant

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Falácias Informais

As falácias informais são erros no conteúdo, na linguagem ou na forma como se tenta convencer o interlocutor.

  • Generalização precipitada: Tirar uma conclusão geral com base em poucos casos.
    Exemplo: "Dois alunos faltaram. Logo, os alunos desta turma são irresponsáveis."
  • Amostra não representativa: Usar uma amostra que não representa adequadamente o grupo.
    Exemplo: Perguntar apenas a jovens sobre os hábitos de todos os portugueses.
  • Falsa analogia: Comparar casos que não são suficientemente semelhantes.
  • Apelo ilegítimo à autoridade: Usar uma autoridade que não é especialista na área em questão.
    Exemplo: Um ator famoso recomenda um medicamento como se fosse um especialista médico.
  • Petição de princípio: A conclusão
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h2 Críticas à Indução e o Falsificacionismo de Karl Popper

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Críticas ao Indutivismo Clássico

Existem algumas objeções fundamentais ao método indutivo clássico:

  • 1. A Observação Não é Neutra nem Imparcial

    Nem sempre partimos da observação e, mesmo quando o fazemos, ela não é neutra e imparcial. A observação é seletiva e influenciada por expectativas, valores e ideologias. Além disso, nem sempre é possível observar diretamente o que se pretende explicar.

  • 2. O Problema da Indução (Circularidade)

    O método indutivo parece pouco fiável, na medida em que apenas nos permite construir verdades prováveis a partir dos dados observados e generalizados. Além disso, incorre no raciocínio falacioso da circularidade — justifica-se a confiança na indução com base no próprio raciocínio indutivo.

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Tipos de Conhecimento e Métodos Científicos

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Conhecimento Vulgar

Associado a um primeiro nível do conhecimento, está ligado à apreensão imediata, muitas vezes sensorial, da realidade. Faz parte das ferramentas fundamentais do saber viver, pois é a partir dele que orientamos a nossa vida, com poucas preocupações com o rigor.

É caracterizado como um saber superficial e espontâneo, pois resulta da necessidade de resolver problemas do quotidiano. É empírico, concreto e subjetivo, pois surge da experiência de cada ser humano situado num tempo e num espaço concretos. É assistemático, acrítico e dogmático (como verdade incontestável), pois não se fundamenta em nenhum estudo prévio, mas na acumulação de observações cujos resultados se repetem. É expresso numa linguagem...

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Epistemologia: Indução, Hume e o Método Científico

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O que é a Epistemologia?

A epistemologia, em sentido estrito, refere-se ao ramo da filosofia que se ocupa do conhecimento científico. É o estudo crítico dos princípios, das hipóteses e dos resultados das diversas ciências, com a finalidade de determinar seus fundamentos lógicos, seu valor e sua importância objetiva. Em uma aceção mais restrita, a epistemologia pode ser identificada com a filosofia das ciências.

Hume e o Raciocínio Indutivo

Para Hume, todo o conhecimento tem origem na experiência. Para conhecermos os fenómenos que encontramos na natureza, recorremos à indução. Apercebemo-nos de que existe uma regularidade no modo como os fenómenos ocorrem, como se obedecessem a um princípio de uniformidade. Este princípio não...

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Teoria do Conhecimento e o Sistema de René Descartes

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A Perspetiva do Ato de Conhecer

Sujeito: cognoscente (aquele que conhece), imanente ao objeto.

Objeto: cognoscível (aquele que vai ser conhecido), transcendente ao sujeito.

O sujeito sai da sua esfera, entra na esfera do objeto e apreende as suas características. O sujeito volta para a sua esfera e constrói uma representação mental do objeto, tudo mentalmente. Regressa à sua esfera mais rico (sujeito), que é a parte ativa. O objeto deixa-se apreender pelo sujeito. Nunca há permuta de funções.

Teoria Tradicional do Conhecimento (CVJ)

Segundo Platão, para uma crença ser considerada conhecimento (saber proposicional), tem de existir a tríade: Crença → Verdade → Justificação.

As crenças podem ser:

  • Verdadeiras (Ex: 2 + 2 = 4)
  • Falsas
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