Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Fundamental II

Introdução à Filosofia: Atitude Crítica e Instrumentos Lógicos

Filosofia e ética3,49 KB

Atitude Interrogativa: Espanto, admiração - coloca interrogações, resposta provisória, novas perguntas, processo contínuo de perguntas e respostas. Atividade constante da Filosofia. Nem todos se espantam com as mesmas situações: homem vulgar e filósofo.

Atitude Crítica: Certezas - conhecimento não evolui, pensamento cristaliza, não se exerce a crítica. Tendência do Homem ao dogmatismo vs. atitude crítica da Filosofia. Probatilização, tomada de posição. Objetivo: procura e defesa imparcial da verdade, sustentada por fundamentos de natureza racional - argumentação. Método da filosofia. Exercício da crítica - utilização da dúvida (suspensão do juízo). Atitude de "dúvida ignorância".

Instrumentos Lógicos: Unidades...

Continue lendo "Introdução à Filosofia: Atitude Crítica e Instrumentos Lógicos" »

A Relação entre o Direito e a Economia

Filosofia e ética2,06 KB

A relação entre o Direito e a Economia, enquanto fenómenos da vida social e disciplinas do núcleo central das ciências sociais que se dedicam ao seu estudo, é denominada Direito Económico ou Direito da Economia. Ambos são subsistemas do sistema social, atuando na existência de relações dominantes jurídicas ou económicas, que correspondem a funções distintas da sociedade. O Direito tem a função de regulação social intersubjetiva, enquanto a Economia foca-se na afetação de bens escassos para as necessidades humanas.

Existe uma conexão estrutural e funcional entre ambos, baseada numa relação de reciprocidade e interdependência. Não podem ser considerados isoladamente, devendo ser integrados através da unidade histórico-...

Continue lendo "A Relação entre o Direito e a Economia" »

Sociologia do Direito: Perspectivas Clássicas e Modernas

Filosofia e ética129 KB

A sociologia do direito é o estudo do direito na sua relação com o social. Sistema dentro do qual a lei está localizada. Especificamente, discute os fatores sociais que formam a lei; nomeadamente, os interesses políticos, econômicos e culturais que definem a lei. Também aborda os efeitos sociais ou implicações de leis específicas e sistemas legais, quer sejam intencionais ou não intencionais.

O núcleo teórico clássico da sociologia do direito é constituído pelas teorias dos três pais fundadores da sociologia clássica: Karl Marx, Max Weber e Émile Durkheim. Esses três sociólogos clássicos representam diferentes abordagens teóricas e epistemológicas em sociologia (conflito, interpretação e funcionalista, respectivamente)...

Continue lendo "Sociologia do Direito: Perspectivas Clássicas e Modernas" »

Filosofia da Ciência: Kuhn, Popper e Objetividade

Filosofia e ética3,27 KB

Ciência Normal e Ciência Extraordinária segundo Kuhn

A ocorrência de anomalias pode alterar as condições da atividade científica, culminando na eleição de um novo paradigma. As anomalias são problemas ou enigmas que os cientistas não conseguem resolver a partir dos pressupostos teóricos fundamentais de um paradigma.

  • Ciência Normal: Fase que ocorre no âmbito de um dado paradigma eleito pela comunidade científica. Consiste na resolução de enigmas como puzzles, aplicando princípios e regras vigentes.
  • Anomalias: Peças que não encaixam no paradigma. Antes de avançar para um novo, os cientistas tentam assimilar o novo facto.
  • Ciência Extraordinária: Período instável de crise, onde se questionam os fundamentos do paradigma vigente,
...
Continue lendo "Filosofia da Ciência: Kuhn, Popper e Objetividade" »

Conhecimento Científico vs. Vulgar e Métodos Científicos

Filosofia e ética4,09 KB

Conhecimento Vulgar vs. Conhecimento Científico

Conhecimento Vulgar é caracterizado por ser: acrítico e passivo (aceita-se sem questionar); sensitivo, confiando nos sentidos; imediato, espontâneo, superficial; assistémico, desorganizado, imetódico, não disciplinar (não resulta de procura sistemática); subjetivo; ligado ao senso comum.

Conhecimento Científico é caracterizado por ser: rigoroso e objetivo (busca respostas lógicas e racionais); explicativo (procura explicações para os fatos); racional, metódico, sistemático; desconfia dos sentidos e é crítico (questiona as razões das coisas).

Distinções entre Conhecimento Científico e Vulgar

Primeiro, o conhecimento científico está ligado às ciências, enquanto o vulgar, ao...

Continue lendo "Conhecimento Científico vs. Vulgar e Métodos Científicos" »

O Utilitarismo de Stuart Mill: Uma Ética Teleológica

Filosofia e ética2,23 KB

A ética utilitarista foi adotada por diferentes filósofos, dando origem a várias doutrinas que têm em comum a ideia de que a avaliação moral das ações deve ser feita exclusivamente em função do caráter vantajoso das suas consequências. Para estas doutrinas, o mais importante é a utilidade de cada ação, ou seja, o seu contributo efetivo para o resultado que desejamos atingir.

Uma das éticas utilitaristas mais conhecidas é a proposta por John Stuart Mill, que defendia que o objetivo da moral é a felicidade. Por outras palavras, aquilo que define a bondade de uma ação é o fato de ela contribuir para um determinado fim: a felicidade.

Uma ação será correta se contribuir para a felicidade e incorreta no caso inverso, ou, nas...

Continue lendo "O Utilitarismo de Stuart Mill: Uma Ética Teleológica" »

Hume e Descartes: Conhecimento, Indução e a Bifurcação

Filosofia e ética4,29 KB

Distinção entre Relações de Ideias e Questões de Facto

As relações de ideias definem-se por poderem ser conhecidas a priori; como diz Hume, são intuitivas ou demonstrativamente certas. Sobre elas, afirma também que são verdades necessárias, ou seja, são proposições que têm de ser verdadeiras. As questões de facto são proposições que afirmam ou implicam a existência de entidades concretas. Só podem ser conhecidas a posteriori e são verdades contingentes; ou seja, ainda que seja verdade uma questão de facto, é possível negá-la sem entrar em contradição.

Origem do Conhecimento: Descartes vs. Hume

Descartes e o Racionalismo

Para Descartes, a origem do conhecimento é a razão; é na intuição do cogito e não nos sentidos...

Continue lendo "Hume e Descartes: Conhecimento, Indução e a Bifurcação" »

h3: Necessidades Inatas e a Estrutura Social em Aristóteles

Filosofia e ética2,96 KB

Necessidades Inatas (Naturais)

1. Necessidade de reprodução, que fundamenta a relação entre o homem e a mulher. “(...) A necessidade de progenitura é, em si, um facto natural”.

2. Necessidade de autopreservação, que fundamenta a relação entre o senhor e o escravo. “Quem pode usar o seu intelecto para prever é, por natureza, governante e senhor, enquanto quem tem força física para trabalhar é governado e escravo, por natureza”.

Assim, para Aristóteles a escravatura é perfeitamente legal, porque natural. Não reconhece que os seres humanos são por natureza iguais e, por isso, também não advoga tratamento igual.

São as relações sociais, entre homem e mulher para a perpetuação da espécie e as relações entre senhor...

Continue lendo "h3: Necessidades Inatas e a Estrutura Social em Aristóteles" »

Racionalismo vs. Empirismo: Razão e Experiência no Conhecimento

Filosofia e ética4,08 KB

Racionalismo vs. Empirismo: Fontes do Conhecimento

O Racionalismo e o Empirismo divergem nas suas fontes primárias de conhecimento: a razão e a experiência sensível, respetivamente. Para o Racionalismo, o conhecimento emana da razão, sendo a priori, logicamente necessário e universalmente válido. Em contrapartida, o Empirismo postula que a mente é uma tábua rasa, na qual a experiência escreve; nada existe na razão que não tenha sido previamente apreendido pelos sentidos.

Descartes: A Dúvida Metódica e o Cogito

René Descartes inicia o seu percurso filosófico pela dúvida hiperbólica, questionando tudo o que possa suscitar a mínima incerteza, desde os dados sensoriais às verdades matemáticas. Nesta jornada de dúvida, descobre...

Continue lendo "Racionalismo vs. Empirismo: Razão e Experiência no Conhecimento" »

Conhecimento Científico e Senso Comum

Filosofia e ética7,84 KB

O chamado conhecimento científico surge basicamente no século XVII, com a constituição histórica da modernidade no Ocidente. A separação, tão comum hoje, entre filosofia e ciência não existia antes do advento da modernidade (CARVALHO et al., 2000, p. 13). Sobre o conceito de ciência e as características do conhecimento científico, identifique as alternativas incorretas.

(6) Podemos compreender ciência como sinônimo de conhecimento. Há uma adequação da compreensão da ciência como sinônimo de conhecimento, já que existem outras formas de conhecimento além do científico.

(7) A experimentação e a base lógica da ciência lhe garantem a possibilidade de produzir conhecimentos inquestionáveis.

Resposta (Incorretas): 13 (soma...

Continue lendo "Conhecimento Científico e Senso Comum" »