Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Ética a Nicômaco: A Felicidade e a Virtude em Aristóteles

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Ética e a Felicidade em Aristóteles

A primeira coisa a notar ao discutir a ética teleológica de Aristóteles é a ideia de finalidade (telos). Aristóteles compara o ser humano a um arqueiro mirando um alvo: se o fim do arqueiro é acertar o centro, o fim do ser humano é a felicidade. Por isso, a ética aristotélica é chamada de eudemonismo. A questão central em Ética a Nicômaco é: o que é a felicidade e como alcançá-la?

A Natureza da Felicidade

A resposta aristotélica evita reducionismos. Embora todos concordem que a felicidade é o fim último, há divergências sobre seu conteúdo: alguns buscam honras, riquezas ou fama. Para Aristóteles, contudo, esses são fins secundários. A felicidade consiste naquilo que é próprio do... Continue a ler "Ética a Nicômaco: A Felicidade e a Virtude em Aristóteles" »

Comparando Marx e Kant: História, Progresso e Conflito

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A comparação entre Marx e Kant ilustrou o seu espírito para tomar a história como uma meta para alcançar a emancipação humana, individual e política. Ambos defendem uma conceção teleológica da história como um campo de realização da liberdade e igualdade: para Kant, esse fim é a sociedade cosmopolita, enquanto o horizonte de Marx é a sociedade comunista, uma sociedade justa e igualitária.

A ideia iluminista de progresso é uma referência comum, embora desprovida do otimismo ingénuo que a revestia. O papel do conflito é semelhante nesses autores. Segundo Kant, a natureza tem um plano oculto, que utiliza um mecanismo, a "insociável sociabilidade", para o estabelecimento de uma sociedade civil com uma constituição republicana... Continue a ler "Comparando Marx e Kant: História, Progresso e Conflito" »

Fundamentos da Ação Moral: Liberdade, Caráter e Responsabilidade

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Unidade 9: Os Fundamentos da Ação Moral

A Ação Moral

Nenhum povo é amoral. As pessoas são morais porque, inevitavelmente, agem quando ponderam entre várias possibilidades e escolhem a que melhor justifica a sua decisão. Portanto, nenhuma pessoa pode ser amoral, mas pode comportar-se moralmente ou imoralmente.

Forjar o Caráter

Nascemos com um temperamento, um conjunto de sentimentos e paixões, e também um espírito e caráter que nos são dados natural e socialmente. Mas podemos adquirir um novo caráter, escolhendo por nós mesmos as melhores qualidades que praticamos.

Os seres humanos, por natureza, adquirem necessariamente propriedades. Para assumir uma nova qualidade, é necessário repetir atos na mesma direção, obtendo assim um... Continue a ler "Fundamentos da Ação Moral: Liberdade, Caráter e Responsabilidade" »

Alienação, Materialismo Histórico e a Teoria de Marx

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Alienação e Tipos: Para Marx, as contradições de uma sociedade aparecem quando há uma situação de alienação, ou seja, quando os membros da sociedade perdem o que lhes pertence e gastam por conta de outrem. Marx começa afirmando que o homem é um ser natural com necessidades de sobrevivência e capacidade de conseguir o que precisa. Em segundo lugar, o ser humano se distingue por sua atividade produtiva, a práxis. Em suma, a essência do ser humano não é predefinida, mas se desenvolve ao longo da história. Em terceiro lugar, o ser humano é um ser social. Para Marx, o homem se faz em sociedade e produz nesta sociedade. Marx conclui que não se pode falar de seres humanos à margem da sociedade, ou seja, os elementos ou a ideologia... Continue a ler "Alienação, Materialismo Histórico e a Teoria de Marx" »

Descartes: Racionalismo e Metafísica

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O Problema do Conhecimento: Epistemologia

Descartes, do século XVII, é considerado o fundador da filosofia moderna e o principal pensador filosófico do Racionalismo. O racionalismo é uma escola filosófica que considera a razão, em comparação com os sentidos, como a única fonte do verdadeiro conhecimento.

Para Descartes, a chave é encontrar um conhecimento seguro e certo, uma teoria que seja verdadeira, sem qualquer dúvida. Portanto, sua prioridade será a de encontrar um método que nos ajude a raciocinar, como um guia. Além disso, este método deve ser compatível com o pensamento da razão humana, pois, caso contrário, seria inútil. Portanto, a primeira coisa é analisar o próprio ato de raciocinar, concluindo que, sendo a razão... Continue a ler "Descartes: Racionalismo e Metafísica" »

Teorias do Conhecimento: Inatismo, Empirismo, Dogmatismo

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Filosofia: Teorias do Conhecimento

Inatismo

Inatismo: corrente filosófica sobre a teoria do conhecimento que afirma que o homem nasce com conhecimento — o conhecimento é inato. Nascemos trazendo em nossa inteligência não só princípios racionais, mas também algumas ideias verdadeiras, que, por isso, são chamadas ideias inatas.

Platão defendia o inatismo: nascemos com princípios racionais e ideias inatas. A origem das ideias, segundo Platão, decorre de dois mundos: o mundo inteligível (do qual provêm as ideias antes de nascermos) e o mundo sensível. Quando nascemos já temos as ideias formuladas em nossas mentes, mas muitas vezes elas estão latentes; para utilizá-las é necessário relembrar as ideias já conhecidas através do... Continue a ler "Teorias do Conhecimento: Inatismo, Empirismo, Dogmatismo" »

Popper vs. Kuhn: O Debate sobre a Ciência

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O Método Hipotético-Dedutivo de Karl Popper

O método hipotético-dedutivo, defendido por Karl Popper, rompe com o método indutivo clássico. TESE: a teoria precede a observação. Para Popper, a ciência começa pela teoria e não pela observação. O conhecimento científico surge da identificação de um problema, geralmente resultante de conflitos entre expectativas e teorias existentes. O cientista formula uma hipótese — uma explicação provisória baseada no raciocínio e imaginação. A seguir, deduz as suas consequências e faz previsões que serão testadas experimentalmente. A experimentação é essencial, pois permite submeter a hipótese a tentativas rigorosas de refutação. Se resistir aos testes, é considerada provisoriamente... Continue a ler "Popper vs. Kuhn: O Debate sobre a Ciência" »

Ética e Natureza Humana: Do Cristianismo a Rousseau

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O Cristianismo: Inferioridade e Dever

O cristianismo nasce como religião de indivíduos que não se definem por seu pertencimento a uma nação ou a um estado, mas por sua fé num mesmo e único Deus.

Existem duas diferenças primordiais:

  • 1) A ideia de que a virtude (fé: qualidade da relação de nossa alma com Deus; a caridade: o amor aos outros e a responsabilidade pela salvação dos outros, conforme exige a fé) se define por nossas relações com Deus e não com a cidade nem com os outros.
  • 2) Livre-arbítrio: o impulso espontâneo de nossa liberdade dirige-se para o mal e para o pecado. Somos seres fracos, pecadores, divididos entre o bem e o mal.

A ideia de dever

É a ideia de que a virtude é a obrigação de cumprir o que é ordenado pela... Continue a ler "Ética e Natureza Humana: Do Cristianismo a Rousseau" »

O Direito: Gramática, Interpretação e Fundamentos da Obediência

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Os quatro elementos que integram a gramática que o Direito encontrou para favorecer a sua realização no contexto da procura por uma correta decisão. É fundamental integrar essa análise no horizonte da chamada “linha metodológica interpretativa”.

Enquadramento: O Real-Construído e o Direito

O Direito insere-se no horizonte do real-construído, diferenciando-se do real-verdadeiro por sua natureza normativa e prática, voltada à regulação da convivência humana. Enquanto disciplina da razão prática, o Direito busca realizar a justiça em contextos históricos específicos, operando com elementos que estruturam sua gramática e orientam a sua interpretação e aplicação.

Os Quatro Elementos da Gramática Jurídica

Os elementos fundamentais... Continue a ler "O Direito: Gramática, Interpretação e Fundamentos da Obediência" »

Religião, Existencialismo e o Sentido da Vida

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A Natureza como Hierofania

Os religiosos acreditam no seu Deus, logo acreditam que foi este que criou o Universo e tudo o que existe, incluindo, claro, a natureza. Assim, estes acreditam que a natureza inteira é uma realidade cósmica, ou seja, foi criada por Deus e, como todo o universo, é sagrada. Mircea Eliade refere-se ao facto de o homem religioso admitir a existência de dois domínios com caracteres que os distinguem e, mesmo, opõem: o profano e o sagrado. O primeiro diz respeito ao mundo físico e aos acontecimentos naturais e humanos que nele ocorrem; o segundo respeita a um mundo metafísico cujos seres e acontecimentos são de ordem natural. Como tal, podemos considerar que a natureza é uma hierofania (manifestação do sagrado)... Continue a ler "Religião, Existencialismo e o Sentido da Vida" »