Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Religião, Existencialismo e o Sentido da Vida

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A Natureza como Hierofania

Os religiosos acreditam no seu Deus, logo acreditam que foi este que criou o Universo e tudo o que existe, incluindo, claro, a natureza. Assim, estes acreditam que a natureza inteira é uma realidade cósmica, ou seja, foi criada por Deus e, como todo o universo, é sagrada. Mircea Eliade refere-se ao facto de o homem religioso admitir a existência de dois domínios com caracteres que os distinguem e, mesmo, opõem: o profano e o sagrado. O primeiro diz respeito ao mundo físico e aos acontecimentos naturais e humanos que nele ocorrem; o segundo respeita a um mundo metafísico cujos seres e acontecimentos são de ordem natural. Como tal, podemos considerar que a natureza é uma hierofania (manifestação do sagrado)... Continue a ler "Religião, Existencialismo e o Sentido da Vida" »

Fundamentos da Filosofia: Conhecimento, Ciência e Ética

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Teoria do Conhecimento: A Experiência como Fonte

Suponhamos, então, que a mente seja, como dissemos, uma folha em branco, vazia de elementos, sem qualquer ideia. Como ela é preenchida? De onde vem essa vasta coleção que a imaginação aguda e ilimitada do homem nela inscreveu com uma variedade quase infinita? De onde vem todo o material para a razão e o conhecimento? A isso eu respondo, em uma palavra, da experiência. Nela está fundamentado todo nosso conhecimento; e dela, em última análise, ela própria se deriva.

O Círculo de Viena e o Princípio de Verificabilidade

Surgido com a intenção de investigar até que ponto as teorias, através da análise de sua estrutura lógica, têm probabilidade de ser verdadeiras, os lógicos do... Continue a ler "Fundamentos da Filosofia: Conhecimento, Ciência e Ética" »

Fundamentos da Filosofia: Da Origem à Ética Socrática

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Algumas características da Filosofia:

  • Atividade crítica e reflexiva sobre as ideias, conhecimentos, crenças e preconceitos.
  • Pensar sobre e a partir de temas e acontecimentos que dizem respeito a toda a humanidade.
  • Radicalidade: atitude radical porque procura ir além do parecer e das primeiras impressões.
  • Autonomia: atividade que exige pensar por nós mesmos, não precipitadamente ou apenas porque toda a gente diz.
  • Historicidade: refletir, saber olhar e não ser indiferente ao que se passa à nossa volta.

As questões filosóficas são distintas de todas as outras:

  • Têm um caráter existencial.
  • São mais abrangentes, abertas e gerais.
  • Não são questões de facto.

As questões filosóficas são interrogações que permitem diversas respostas. A sua... Continue a ler "Fundamentos da Filosofia: Da Origem à Ética Socrática" »

Teorias do Conhecimento: Conceitos Essenciais da Filosofia

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Descrição Fenomenológica do Ato de Conhecer

A descrição fenomenológica do ato de conhecer é uma descrição/explicação do conhecimento, que descreve o fenômeno apresentado ao sujeito. Para haver conhecimento, tem de haver um sujeito que conheça e um objeto que se deixe conhecer. O sujeito é sempre sujeito e o objeto é sempre objeto; não há permuta. Há uma correlação, pois não existe um sem o outro. Há três momentos no processo:

  1. O sujeito sai da sua esfera;
  2. Entra na esfera do objeto e retira as imagens/representações;
  3. O sujeito volta a si com o conhecimento.

Apenas o sujeito se altera, pois ganha conhecimento do objeto.

Dogmatismo

O dogmatismo apresenta uma confiança absoluta na razão. Acredita que os objetos são dados e conhecidos... Continue a ler "Teorias do Conhecimento: Conceitos Essenciais da Filosofia" »

Tipos de Conhecimento: Científico, Filosófico e Religioso

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Características dos Tipos de Conhecimento

Conhecimento Científico

O conhecimento científico apresenta as seguintes características:

  • Real: Refere-se a ocorrências ou factos.
  • Contingente: Trabalha com ensaios e experiências.
  • Sistemático: É um conhecimento logicamente ordenado.
  • Verificável: Pode ser testado.
  • Falível: Está em permanente evolução. O que é científico não é definitivo.
  • Aproximadamente Exato: É provisoriamente aceite.

Conhecimento Filosófico

O conhecimento filosófico procura conhecer as causas reais (primeiras) dos fenómenos; não as causas próximas, como fazem as ciências particulares, mas sim as causas profundas e remotas de todas as coisas, a sua origem, procurando respostas gerais.

Exemplos de Questões Filosóficas:

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Da Natureza à Cultura: Determinismo e Diversidade Humana

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Primeira Parte: Da Natureza à Cultura

Na diversidade de espaços e épocas, são notáveis discrepâncias entre as formas de os homens se portarem. Roque Laraia faz um paralelo entre observações deixadas por uma série de pensadores, ao longo dos séculos, para tentar resolver um dilema por ele proposto: “a conciliação da unidade biológica e a grande diversidade cultural da espécie humana” (p. 10). Durante as citações, nota-se que “as diferenças de comportamento entre os homens não podem ser explicadas através das diversidades somatológicas ou mesológicas” (p. 16).

1. O Determinismo Biológico

“São velhas e persistentes as teorias que atribuem capacidades específicas a ‘raças’ ou a outros grupos humanos” (p. 17)... Continue a ler "Da Natureza à Cultura: Determinismo e Diversidade Humana" »

Concepção onto-antropológica do Direito e Mínimo Ético

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Concepção onto-antropológica do Direito

Concepção elaborada pelo Prof. Faria Costa. Vamos recordar essa concepção onto-antropológica no Direito Penal — a ideia de que o crime é a ruptura de uma relação de cuidado e de perigo. Já existia, anteriormente, uma tese da concepção onto-antropológica do direito.

Ontologia: conceitos básicos

Começando pelo princípio: o que significa uma concepção onto-antropológica? O onto vem da ontologia, parte da filosofia que estuda o ser — o ser de tudo aquilo que existe. Tudo aquilo que existe são os entes. O ser é aquilo que está, de certo modo, subjacente ao ente. A ontologia procura decifrar, então, o ser das coisas.

  • Ente — existe fisicamente num dado momento histórico.
  • As coisas
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Kant: Boa Vontade, Autonomia e Heteronomia da Vontade

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Boa Vontade em Kant

Para Kant, o Homem tem uma natureza mista, composto de Sensibilidade (ou Animalidade) e de Racionalidade (Razão). A Sensibilidade é representada através das nossas «inclinações», interesses e instintos egoístas. A Razão corresponde à representação do ‘Bem comum’ e à universalidade do Dever.

Desta forma, mesmo o Homem que cumpre o Dever (o homem de Boa Vontade) nunca é isento de egoísmo – por isso não é um Santo ou um Anjo, mas um ser humano que se rege pela Razão e que subordina as suas inclinações às suas motivações racionais (Autonomia da Vontade).

O ‘bem’, em termos humanos, corresponde, pois, ao esforço constante, orientado pelo cumprimento do Dever – é o que Kant designa de Boa Vontade.... Continue a ler "Kant: Boa Vontade, Autonomia e Heteronomia da Vontade" »

A Dúvida Cartesiana e o Racionalismo de Descartes

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A Dúvida Cartesiana

Descartes não duvida por duvidar; ele duvida porque procura um conhecimento absolutamente seguro, isto é, um conhecimento que resista à dúvida mais obstinada, um conhecimento do qual não haja razões para duvidar. Por isso, diz-se que a dúvida cartesiana é metódica: é um método para encontrar o conhecimento absolutamente seguro que Descartes procura.

Se o que ele procura é um conhecimento absolutamente seguro, então é necessário começar por duvidar de tudo o que possa parecer duvidoso. É também necessário explorar todas as possibilidades de erro, mesmo as mais remotas, pois resistir à dúvida é uma condição necessária para o tipo de conhecimento que procuramos. Descartes pensa que os nossos sentidos,... Continue a ler "A Dúvida Cartesiana e o Racionalismo de Descartes" »

Empirismo de David Hume vs. Racionalismo de Descartes

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Empirismo: Perspetiva segundo a qual o nosso conhecimento fundamental acerca do mundo só pode ser adquirido através da experiência. Para David Hume, o conteúdo das nossas mentes — as perceções — deriva da experiência e pode ser dividido em duas categorias:

  • Impressões: Dados da nossa experiência imediata.
  • Ideias: Cópias enfraquecidas das impressões.

Princípio da Cópia: Princípio formulado por David Hume, segundo o qual "todas as ideias humanas são cópias das impressões". As ideias simples correspondem a impressões simples (que não podem ser divididas noutras impressões); as ideias complexas correspondem à combinação de duas ou mais ideias simples.

Bifurcação de Hume: Reduz todo o conhecimento humano a dois tipos: relações

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