Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Kant: Boa Vontade, Autonomia e Heteronomia da Vontade

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Boa Vontade em Kant

Para Kant, o Homem tem uma natureza mista, composto de Sensibilidade (ou Animalidade) e de Racionalidade (Razão). A Sensibilidade é representada através das nossas «inclinações», interesses e instintos egoístas. A Razão corresponde à representação do ‘Bem comum’ e à universalidade do Dever.

Desta forma, mesmo o Homem que cumpre o Dever (o homem de Boa Vontade) nunca é isento de egoísmo – por isso não é um Santo ou um Anjo, mas um ser humano que se rege pela Razão e que subordina as suas inclinações às suas motivações racionais (Autonomia da Vontade).

O ‘bem’, em termos humanos, corresponde, pois, ao esforço constante, orientado pelo cumprimento do Dever – é o que Kant designa de Boa Vontade.... Continue a ler "Kant: Boa Vontade, Autonomia e Heteronomia da Vontade" »

A Dúvida Cartesiana e o Racionalismo de Descartes

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A Dúvida Cartesiana

Descartes não duvida por duvidar; ele duvida porque procura um conhecimento absolutamente seguro, isto é, um conhecimento que resista à dúvida mais obstinada, um conhecimento do qual não haja razões para duvidar. Por isso, diz-se que a dúvida cartesiana é metódica: é um método para encontrar o conhecimento absolutamente seguro que Descartes procura.

Se o que ele procura é um conhecimento absolutamente seguro, então é necessário começar por duvidar de tudo o que possa parecer duvidoso. É também necessário explorar todas as possibilidades de erro, mesmo as mais remotas, pois resistir à dúvida é uma condição necessária para o tipo de conhecimento que procuramos. Descartes pensa que os nossos sentidos,... Continue a ler "A Dúvida Cartesiana e o Racionalismo de Descartes" »

Empirismo de David Hume vs. Racionalismo de Descartes

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Empirismo: Perspetiva segundo a qual o nosso conhecimento fundamental acerca do mundo só pode ser adquirido através da experiência. Para David Hume, o conteúdo das nossas mentes — as perceções — deriva da experiência e pode ser dividido em duas categorias:

  • Impressões: Dados da nossa experiência imediata.
  • Ideias: Cópias enfraquecidas das impressões.

Princípio da Cópia: Princípio formulado por David Hume, segundo o qual "todas as ideias humanas são cópias das impressões". As ideias simples correspondem a impressões simples (que não podem ser divididas noutras impressões); as ideias complexas correspondem à combinação de duas ou mais ideias simples.

Bifurcação de Hume: Reduz todo o conhecimento humano a dois tipos: relações

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David Hume: Conhecimento, Causalidade e Indução

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Questões de Facto e Relações de Ideias

Hume dividiu os objetos que podem ser investigados pela razão humana em dois domínios: relações de ideias e questões de facto, sendo que a matemática e a geometria tratam da primeira e as proposições empíricas em geral da segunda. As proposições acerca das relações de ideias traduzem verdades necessárias, enquanto as questões de facto exprimem verdades contingentes. Por outro lado, as relações de ideias são conhecidas a priori, isto é, não é necessária a experiência para demonstrar a sua verdade e, por isso, são também raciocínios dedutivos, enquanto as questões de facto só podem ser investigadas a posteriori, ou seja, tendo a experiência como fundamento, sendo por isso um... Continue a ler "David Hume: Conhecimento, Causalidade e Indução" »

Pensamento Econômico e Filosofia: De Smith a Marx

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Argumentos de Stefano Zamagni em Defesa da Proibição da Usura

Stefano Zamagni defende a proibição da usura com base em:

  • Sua exploração dos vulneráveis;
  • Seu papel na ampliação da desigualdade;
  • Seu impacto negativo na comunidade.

Para suprimir essa prática no empréstimo, Zamagni propõe medidas como:

  • A regulação dos juros;
  • O apoio a instituições financeiras éticas;
  • A promoção da educação financeira;
  • O incentivo à solidariedade econômica.

Essas ações visam não apenas combater a usura, mas também promover uma economia mais justa e solidária, onde o acesso ao crédito seja equitativo e contribua para o bem-estar coletivo.

O Pensamento Econômico da Escola de Salamanca

A Escola de Salamanca era mais pró-mercado do que os franciscanos... Continue a ler "Pensamento Econômico e Filosofia: De Smith a Marx" »

Ética, Moral e Filosofia Política: Conceitos Essenciais

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Conceitos Fundamentais de Ética e Moral

Consciência Moral e Senso Moral

A Consciência Moral não se limita aos nossos sentimentos morais, mas se refere também à avaliação de conduta que nos leva a tomar decisões por nós mesmos.

O Senso Moral é a avaliação dos nossos ou dos outros comportamentos e sentimentos diante do mundo, segundo ideias como as de certo e errado.

Diferença entre Senso e Consciência Moral

Ambos se referem a valores, a sentimentos provocados pelos valores, e a decisões que conduzem a ações com consequências para nós e para os outros. São, por isso, constitutivos de nossa existência intersubjetiva, isto é, das relações com outros sujeitos morais.

Definições de Ética e Moral

  • Ética: Está associada ao estudo
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Teorias do Conhecimento: Dogmatismo, Ceticismo, Descartes e Hume

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O Dogmatismo e o Realismo Ingénuo

O dogmatismo pode ser entendido em três sentidos:

  1. Como a perspectiva típica do realismo ingénuo, que admite a possibilidade de conhecer as coisas em si mesmas;
  2. Como a confiança absoluta numa determinada faculdade de conhecimento, nomeadamente a razão;
  3. Como a completa submissão a uma autoridade ou a determinados princípios, sem um exame crítico dos mesmos.

A Crítica ao Dogmatismo Ingénuo

No âmbito do dogmatismo ingénuo, não se coloca o problema de saber se o sujeito apreende ou não o objeto, ou seja, não se coloca o problema do conhecimento, partindo-se do pressuposto de que o sujeito apreende efetivamente o objeto. Ao não se aperceber do caráter relacional do conhecimento, o dogmático não coloca... Continue a ler "Teorias do Conhecimento: Dogmatismo, Ceticismo, Descartes e Hume" »

Max Weber: Ação Social, Tipos Ideais e Metodologia

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A Visão de Max Weber: Ação Social e Tipos Ideais

Na visão de Max Weber, a função do sociólogo é compreender o sentido das chamadas ações sociais, e fazê-lo é encontrar os nexos causais que as determinam. Entende-se que ações imitativas, nas quais não se confere um sentido para o agir, não são consideradas ações sociais. Contudo, o objeto da Sociologia é uma realidade infinita e, para analisá-la, é preciso construir tipos ideais, que não existem de fato, mas que norteiam a análise.

As Quatro Ações Sociais Fundamentais

Os tipos ideais servem como modelos. A partir deles, a referida infinidade de ações pode ser resumida em quatro ações fundamentais, a saber:

  1. Ação social racional com relação a fins: A ação é estritamente
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Falácias, Determinismo e a Ética de Kant

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Falácias Informais

As falácias informais são erros no conteúdo, na linguagem ou na forma como se tenta convencer o interlocutor.

  • Generalização precipitada: Tirar uma conclusão geral com base em poucos casos.
    Exemplo: "Dois alunos faltaram. Logo, os alunos desta turma são irresponsáveis."
  • Amostra não representativa: Usar uma amostra que não representa adequadamente o grupo.
    Exemplo: Perguntar apenas a jovens sobre os hábitos de todos os portugueses.
  • Falsa analogia: Comparar casos que não são suficientemente semelhantes.
  • Apelo ilegítimo à autoridade: Usar uma autoridade que não é especialista na área em questão.
    Exemplo: Um ator famoso recomenda um medicamento como se fosse um especialista médico.
  • Petição de princípio: A conclusão
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Livre-Arbítrio, Determinismo e Responsabilidade Moral

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1. Perspetiva de John Searle e o Argumento Central

Perspetiva: O excerto defende o Libertismo. Argumento: O argumento principal baseia-se na experiência subjetiva da liberdade ou evidência fenomenológica. Searle afirma que temos a consciência imediata de que poderíamos ter agido de forma diferente. Mesmo havendo razões para uma escolha, temos a perceção de que existiam razões para escolher outra coisa e que estava no nosso poder agir de acordo com essas outras razões.

2. Análise dos Cenários (A e B) para o Compatibilismo

  • O que têm em comum: Para um compatibilista, em ambos os casos, o comportamento do João (não comer) é o resultado de causas antecedentes. Tanto a decisão de protestar como a queda que causou a perna partida fazem
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