Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

Ordenar por
Matéria
Nível

Platão: Mito da Caverna e Teoria das Ideias

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 4,08 KB

O Mito da Caverna de Platão

Prisioneiros e Sombras: Platão descreve prisioneiros acorrentados em uma caverna, incapazes de se mover. O mito equipara a caverna ao mundo sensível, o fogo ao sol, e o exterior à ascensão da alma ao inteligível. Platão introduz a ideia (pitagórica) da alma imortal, preexistente ao corpo, cujo lugar natural é o mundo supra-sensível das Ideias.

O corpo é a prisão da alma, um obstáculo devido às paixões que impedem a contemplação das Ideias. Pertencente ao mundo sensível, o corpo gera conhecimento imperfeito, meras sombras da realidade captada pelos sentidos.

No mundo sensível, há duas divisões:

  • Imagens de objetos materiais (sombras e reflexos).
  • Objetos materiais (coisas, obras da natureza ou arte)
... Continue a ler "Platão: Mito da Caverna e Teoria das Ideias" »

Tipos de Conhecimento e Métodos de Pesquisa

Enviado por MAL&EMG e classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 4,48 KB

Tipos de Conhecimento

O conhecimento pode ser classificado em quatro tipos principais:

  • Empírico: adquirido por meio da vivência e da observação cotidiana, não sistemática, de determinado fenômeno.
  • Científico: obtido por meio da investigação sistemática e experimental da realidade.
  • Filosófico: alcançado por meio do questionamento constante do objeto de investigação, sem a preocupação com a experimentação.
  • Teológico: baseado na aceitação de que há um Deus ou deuses que controlam determinado fenômeno.

Características do Conhecimento Científico

O conhecimento científico possui as seguintes características:

  • Requer exatidão e clareza;
  • É comunicável;
  • É verificável;
  • Depende de investigação metódica;
  • É sistemático;
  • Busca e aplica
... Continue a ler "Tipos de Conhecimento e Métodos de Pesquisa" »

Platão: Teoria Metafísica, Dualismo e Mundo das Ideias

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 3,24 KB

A visão de Platão é a metafísica dualista, já que divide o mundo em duas partes: o Mundo das Ideias (Inteligível) e o Mundo Sensível. Esta divisão é aplicada no "Mito da Caverna" (A República, Livro VII).

O Mundo Inteligível (Teoria das Ideias)

Sua Teoria das Ideias está em constante evolução, podendo ser explicada em três fases:

1. Primeiros Diálogos (Ex: Protágoras)

  • Busca a virtude, opondo-se ao relativismo de Protágoras.
  • Propõe a existência de uma Ideia objetiva e independente como medida para a ação.

2. Diálogos de Maturidade (Ex: A República, O Banquete)

  • As Ideias são essências (aquilo pelo qual uma coisa é o que é).
  • Essas Ideias não são entidades mentais, mas possuem uma existência real e independente.
  • Isso leva
... Continue a ler "Platão: Teoria Metafísica, Dualismo e Mundo das Ideias" »

Filosofia Helenística, Cristã e Medieval: Correntes e Pensadores

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 4,7 KB

Período Helenístico: Contexto e Foco Filosófico

O Período Helenístico é um momento da história em que os gregos foram dominados pelo Império Macedônico, de Alexandre, o Grande, encerrando a atividade política da democracia ateniense. Com o fim da prática da democracia em Atenas, o pensamento filosófico helenístico volta-se para preocupações da vida privada.

  • Política: vida pública
  • Felicidade: vida privada

Correntes do Pensamento Helenístico

Epicurismo

Epicuro, o fundador dessa corrente, acreditava que a vida pública trazia o conflito, a indisposição com o Império Macedônico e até mesmo o perigo da morte. Assim, o sujeito feliz deve voltar suas atenções para a busca por prazeres, o "culto". Para Epicuro, há dois tipos de

... Continue a ler "Filosofia Helenística, Cristã e Medieval: Correntes e Pensadores" »

Ética Kantiana: Imperativo Categórico e Liberdade

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 2,65 KB

Ética Kantiana

Uma vez que a mudança no âmbito da filosofia teórica é prática, abre-se o caminho para a Crítica da Razão Prática e, portanto, à pergunta: O que devo fazer? A natureza ética da questão leva Kant a formular o que deveria ser a forma de uma ação que pretende ser moral, a qual deve respeitar os princípios de liberdade e autonomia exercida no discurso iluminista. Agora é hora de investigar o que deve ser o a priori da ação moral, a forma que deve reger para ser considerada moral. Portanto, a razão transcendental, agora prática, é apresentada como contendo uma forma a priori da ação moral. Os imperativos da ética, que são definidos como formais, devem ser categóricos e têm a forma do imperativo categórico... Continue a ler "Ética Kantiana: Imperativo Categórico e Liberdade" »

Razón Vital e Historicismo em Ortega y Gasset

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 3,15 KB

Perspectivas Individuais e a Crítica ao Universo

Perspectivas individuais são verdadeiras: cada visão oferece uma perspectiva crítica sobre o universo. As perspectivas não se excluem, mas se complementam. Ratiovitalismo (1923-1955): O tema do nosso tempo (1923). Ortega queria separar-se das correntes da vida, especialmente o irracionalismo defendido por Nietzsche. Ele argumenta que não faz sentido rejeitar a razão humana, uma vez que esta está imersa na vida. Ortega afirmou que "o pensamento é uma função vital". Defender a razão, para Ortega, não significa negligenciar a vida; pelo contrário, a razão é intrínseca à vida. Isso leva ao conceito de razão vital, em oposição à razão pura do racionalismo, pois a razão vital... Continue a ler "Razón Vital e Historicismo em Ortega y Gasset" »

Lógica: Argumentos, Validade e Proposições

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 3,33 KB

Introdução à Lógica e Argumentação

O que é Lógica?

Estuda em que condições os argumentos são válidos.

O Argumento: Objetivos e Elementos

  • Um argumento (raciocínio) é caracterizado quanto aos seus objetivos e quanto aos seus elementos.
  • O seu objetivo é justificar racionalmente a verdade ou falsidade de uma afirmação.
  • Os seus elementos são as premissas e a conclusão, em que são apresentadas razões para afirmar uma conclusão.
  • Um argumento só pode ter uma conclusão e, no mínimo, uma premissa.

Proposições: A Base dos Argumentos

  • Formular um juízo (emitir uma opinião) utiliza frases declarativas, porque são as únicas que podem afirmar algo que seja verdadeiro ou falso.
  • Estas frases declarativas com valor de verdade são chamadas
... Continue a ler "Lógica: Argumentos, Validade e Proposições" »

Teoria da Imputação Objetiva: Conceito e Aplicação

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 2,95 KB

A Imputação Objetiva não se contenta apenas com a relação de causalidade físico-natural (Teoria dos Antecedentes Causais). A relação de causalidade vai para além do aspecto naturalístico. Na estrutura da Imputação Objetiva, examina-se a relação de causalidade entre a conduta e o resultado, quando se tratar de crimes materiais, e a relevância jurídica da causação desse resultado, sob a ótica da realização de um risco juridicamente desaprovado.

Definimos a Imputação Objetiva, destarte, como um conjunto de critérios sistematizados para normatizar ou valorar a relação de causalidade puramente naturalística através de orientações político-criminais. Acrescenta à relação físico-natural (dada pela Teoria dos Antecedentes... Continue a ler "Teoria da Imputação Objetiva: Conceito e Aplicação" »

Agostinho de Hipona: Pensamento Filosófico e Teológico

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 4,26 KB

Relação entre Fé e Razão

Os sábios querem entender para crer. Agostinho faz a separação entre os domínios de alguns aspectos da fé e da razão, ditando que a fé não deve intrometer-se na ciência. No entanto, argumenta que a razão e a fé são complementares; elas precisam e se unem em uma única verdade. No caso de discrepância, a razão precede a fé. O ponto de partida de todo conhecimento é o autoconhecimento. Graças a ele, descobrimos quais os recursos que nos permitem compreender e as limitações de nossa condição. Guiados pela fé, com a razão, somos incentivados a superar nossas limitações.

A razão não é capaz de compreender as verdades da fé e suas promessas. Portanto, a filosofia é a escrava da teologia.

Teoria

... Continue a ler "Agostinho de Hipona: Pensamento Filosófico e Teológico" »

Críticas a John Stuart Mill: Liberdade, Dano e Intervenção Estatal

Classificado em Filosofia e Ética

Escrito em em português com um tamanho de 5,24 KB

Críticas à Filosofia de Mill: Liberdade de Opinião e Intervenção Estatal

Mill enfatiza que a liberdade de opinião não destrói a verdade, pois ela prevalecerá. Eu, por ser menos otimista, estou inclinado a defender a liberdade de opinião para que a verdade não desapareça. Entendo a defesa da não interferência do Estado na formação de tribunais para julgar casos não-políticos, mas considero mais necessário garantir a independência do Poder Judiciário responsável por resolver questões políticas em relação ao Poder Legislativo, a fim de assegurar um funcionamento democrático genuíno, sem o qual a liberdade das pessoas está fadada a desaparecer.

Intervenção Estatal e o Capitalismo Selvagem

Seria útil recordar que alguma... Continue a ler "Críticas a John Stuart Mill: Liberdade, Dano e Intervenção Estatal" »