Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Fundamentos e Evolução do Pensamento Jurídico

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UNIDADE 7: O Direito como Fato Social

A Lei e a Motivação do Comportamento Social

As técnicas de motivação incluem também a moral social e a religião, mas o Direito, ao contrário delas, é uma técnica de motivação indireta. Ele não apresenta apenas uma lista de deveres, mas estabelece sanções para quando a conduta não é a esperada.

Em vez de promover diretamente, o Direito desencoraja comportamentos contrários à conduta desejada através da aplicação de penalidades. O aspecto específico deste método é sancionar um ato contrário com medidas coercitivas. O objetivo do autor da regra jurídica é que os homens, cujo comportamento é regulamentado, considerem os atos de coação como um mal e procurem evitá-los. Segundo Kelsen,... Continue a ler "Fundamentos e Evolução do Pensamento Jurídico" »

Platão: Mito da Caverna e Teoria das Ideias

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O Mito da Caverna de Platão

Prisioneiros e Sombras: Platão descreve prisioneiros acorrentados em uma caverna, incapazes de se mover. O mito equipara a caverna ao mundo sensível, o fogo ao sol, e o exterior à ascensão da alma ao inteligível. Platão introduz a ideia (pitagórica) da alma imortal, preexistente ao corpo, cujo lugar natural é o mundo supra-sensível das Ideias.

O corpo é a prisão da alma, um obstáculo devido às paixões que impedem a contemplação das Ideias. Pertencente ao mundo sensível, o corpo gera conhecimento imperfeito, meras sombras da realidade captada pelos sentidos.

No mundo sensível, há duas divisões:

  • Imagens de objetos materiais (sombras e reflexos).
  • Objetos materiais (coisas, obras da natureza ou arte)
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Tipos de Conhecimento e Métodos de Pesquisa

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Tipos de Conhecimento

O conhecimento pode ser classificado em quatro tipos principais:

  • Empírico: adquirido por meio da vivência e da observação cotidiana, não sistemática, de determinado fenômeno.
  • Científico: obtido por meio da investigação sistemática e experimental da realidade.
  • Filosófico: alcançado por meio do questionamento constante do objeto de investigação, sem a preocupação com a experimentação.
  • Teológico: baseado na aceitação de que há um Deus ou deuses que controlam determinado fenômeno.

Características do Conhecimento Científico

O conhecimento científico possui as seguintes características:

  • Requer exatidão e clareza;
  • É comunicável;
  • É verificável;
  • Depende de investigação metódica;
  • É sistemático;
  • Busca e aplica
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Platão: Teoria Metafísica, Dualismo e Mundo das Ideias

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A visão de Platão é a metafísica dualista, já que divide o mundo em duas partes: o Mundo das Ideias (Inteligível) e o Mundo Sensível. Esta divisão é aplicada no "Mito da Caverna" (A República, Livro VII).

O Mundo Inteligível (Teoria das Ideias)

Sua Teoria das Ideias está em constante evolução, podendo ser explicada em três fases:

1. Primeiros Diálogos (Ex: Protágoras)

  • Busca a virtude, opondo-se ao relativismo de Protágoras.
  • Propõe a existência de uma Ideia objetiva e independente como medida para a ação.

2. Diálogos de Maturidade (Ex: A República, O Banquete)

  • As Ideias são essências (aquilo pelo qual uma coisa é o que é).
  • Essas Ideias não são entidades mentais, mas possuem uma existência real e independente.
  • Isso leva
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Filosofia Helenística, Cristã e Medieval: Correntes e Pensadores

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Período Helenístico: Contexto e Foco Filosófico

O Período Helenístico é um momento da história em que os gregos foram dominados pelo Império Macedônico, de Alexandre, o Grande, encerrando a atividade política da democracia ateniense. Com o fim da prática da democracia em Atenas, o pensamento filosófico helenístico volta-se para preocupações da vida privada.

  • Política: vida pública
  • Felicidade: vida privada

Correntes do Pensamento Helenístico

Epicurismo

Epicuro, o fundador dessa corrente, acreditava que a vida pública trazia o conflito, a indisposição com o Império Macedônico e até mesmo o perigo da morte. Assim, o sujeito feliz deve voltar suas atenções para a busca por prazeres, o "culto". Para Epicuro, há dois tipos de

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Ética Kantiana: Imperativo Categórico e Liberdade

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Ética Kantiana

Uma vez que a mudança no âmbito da filosofia teórica é prática, abre-se o caminho para a Crítica da Razão Prática e, portanto, à pergunta: O que devo fazer? A natureza ética da questão leva Kant a formular o que deveria ser a forma de uma ação que pretende ser moral, a qual deve respeitar os princípios de liberdade e autonomia exercida no discurso iluminista. Agora é hora de investigar o que deve ser o a priori da ação moral, a forma que deve reger para ser considerada moral. Portanto, a razão transcendental, agora prática, é apresentada como contendo uma forma a priori da ação moral. Os imperativos da ética, que são definidos como formais, devem ser categóricos e têm a forma do imperativo categórico... Continue a ler "Ética Kantiana: Imperativo Categórico e Liberdade" »

Direitos Humanos: Democracia, Ética e Evolução Social

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Não há democracia sem liberdade

Direitos da Pessoa:

  • Liberdade de ideias e de opinião.
  • Liberdades coletivas: de reunião, de associação, de defesa das ideias políticas e de culto.
  • Liberdade de Educação.
  • Liberdade de empresa.

Direitos das Pessoas

O direito à vida, à integridade e à segurança é o fundamento de todos os outros direitos. Direitos específicos:

  • Direitos jurídicos.
  • Direitos civis.
  • Direitos económicos e sindicais.
  • Direitos culturais.
  • Direito à saúde e dispor de um meio ambiente adequado.
  • Direito de proteção da infância, da velhice...

Todos os direitos implicam assumirmos deveres e obrigações.

A Ética Utilitarista

Jeremy Bentham fundou a ética utilitarista, rejeitando o conceito de direitos naturais. O prazer e a dor eram as... Continue a ler "Direitos Humanos: Democracia, Ética e Evolução Social" »

Razón Vital e Historicismo em Ortega y Gasset

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Perspectivas Individuais e a Crítica ao Universo

Perspectivas individuais são verdadeiras: cada visão oferece uma perspectiva crítica sobre o universo. As perspectivas não se excluem, mas se complementam. Ratiovitalismo (1923-1955): O tema do nosso tempo (1923). Ortega queria separar-se das correntes da vida, especialmente o irracionalismo defendido por Nietzsche. Ele argumenta que não faz sentido rejeitar a razão humana, uma vez que esta está imersa na vida. Ortega afirmou que "o pensamento é uma função vital". Defender a razão, para Ortega, não significa negligenciar a vida; pelo contrário, a razão é intrínseca à vida. Isso leva ao conceito de razão vital, em oposição à razão pura do racionalismo, pois a razão vital... Continue a ler "Razón Vital e Historicismo em Ortega y Gasset" »

Lógica: Argumentos, Validade e Proposições

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Introdução à Lógica e Argumentação

O que é Lógica?

Estuda em que condições os argumentos são válidos.

O Argumento: Objetivos e Elementos

  • Um argumento (raciocínio) é caracterizado quanto aos seus objetivos e quanto aos seus elementos.
  • O seu objetivo é justificar racionalmente a verdade ou falsidade de uma afirmação.
  • Os seus elementos são as premissas e a conclusão, em que são apresentadas razões para afirmar uma conclusão.
  • Um argumento só pode ter uma conclusão e, no mínimo, uma premissa.

Proposições: A Base dos Argumentos

  • Formular um juízo (emitir uma opinião) utiliza frases declarativas, porque são as únicas que podem afirmar algo que seja verdadeiro ou falso.
  • Estas frases declarativas com valor de verdade são chamadas
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Teoria da Imputação Objetiva: Conceito e Aplicação

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A Imputação Objetiva não se contenta apenas com a relação de causalidade físico-natural (Teoria dos Antecedentes Causais). A relação de causalidade vai para além do aspecto naturalístico. Na estrutura da Imputação Objetiva, examina-se a relação de causalidade entre a conduta e o resultado, quando se tratar de crimes materiais, e a relevância jurídica da causação desse resultado, sob a ótica da realização de um risco juridicamente desaprovado.

Definimos a Imputação Objetiva, destarte, como um conjunto de critérios sistematizados para normatizar ou valorar a relação de causalidade puramente naturalística através de orientações político-criminais. Acrescenta à relação físico-natural (dada pela Teoria dos Antecedentes... Continue a ler "Teoria da Imputação Objetiva: Conceito e Aplicação" »