Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Deveres Morais: A Distinção de Kant e o Imperativo Categórico

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A Ética de Kant: Imperativos e a Lei Universal

Grande parte da nossa conduta é dirigida por deveres. O padrão é: temos um determinado desejo, por exemplo, ser jogadores de xadrez, ir para a faculdade de Direito, entre outros. Reconhecemos que um certo percurso nos ajudará a obter o que desejamos, como, por exemplo, estudar os jogos de Kasparov e fazer a inscrição para os exames de acesso; e por isso concluímos que devemos seguir o plano indicado. Kant chamou a isso de imperativos hipotéticos porque nos dizem o que fazer desde que tenhamos os desejos relevantes. Uma pessoa que não quisesse melhorar a sua técnica no xadrez não teria qualquer razão para estudar os jogos de Kasparov; alguém que não quisesse ir para a faculdade de

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O Contrato Social e o Papel do Estado Segundo Locke

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Assim, os seres humanos, voluntariamente, reúnem-se e, através de um pacto social, um contrato, fundam a sociedade política e civil para escaparem ao risco de insegurança e para poderem ser proprietários e livres. Os seres humanos renunciam ao julgamento em causa própria, acabando o Estado por ser criado para defender os direitos naturais (vida, liberdade e propriedade). Foi a necessidade de assegurar a proteção da vida, da liberdade e da propriedade que determinou a passagem do estado de Natureza à Sociedade Civil. É para proteger o direito natural que o ser humano dá o seu consentimento ao estado e renuncia a um outro direito natural – fazer justiça pelas suas próprias mãos.

O ser humano entrega ao Estado parte do seu ser para... Continue a ler "O Contrato Social e o Papel do Estado Segundo Locke" »

Axiologia: Valores, Juízos e Teorias

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Gabarito - Grupo I

1) A 2) D 3) C 4) D 5) D 6) A 7) B

Grupo II: Juízos de Facto e de Valor

1. Definição de Valores

Os valores são como propriedades dos objetos ou de situações.

2. Distinção entre Juízos

Juízo de facto: É uma proposição que descreve os factos ou fenómenos de uma realidade e pode ser verdadeiro ou falso. Ao descrever a realidade, pode ser verificado empiricamente por qualquer sujeito. Neste caso, todos os sujeitos têm a possibilidade de comprovar a verdade ou falsidade do juízo.

Juízo de valor: Pode ser considerado verdadeiro ou falso por quem o emite, mas não tem a pretensão de descrever objetivamente a realidade, sendo antes uma expressão da subjetividade ou de uma avaliação. Por isso, o juízo de valor é frequentemente... Continue a ler "Axiologia: Valores, Juízos e Teorias" »

Fundamentos da Filosofia, Direito e Metodologia Científica

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1. Princípios da Filosofia Positivista

Busca a aproximação das ciências humanas às ciências exatas. Para os positivistas, os fatos e fenômenos sociais devem ser tratados como coisas.

2. Alterações introduzidas pelo Positivismo no Direito

Ocorre a ruptura do direito com o senso comum (costumes, tradição, religião). Para os positivistas, o direito era somente a lei positiva (emanada do Estado); eles organizaram um código, que é a junção destas leis.

3. Expoente do Positivismo Jurídico

Hans Kelsen: estuda a norma jurídica positivista pelo método positivo.

4. Ideias centrais da "Teoria Pura do Direito"

A fonte do direito é a lei positiva, imutável e rígida. O foco é a produção da norma, independentemente de ser justa ou injusta.... Continue a ler "Fundamentos da Filosofia, Direito e Metodologia Científica" »

Lógica, Retórica e Teoria do Conhecimento: Guia Completo

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Lógica e Argumentação

Representação canónica: Consiste em identificar quais são as premissas e a conclusão de um argumento.

Argumentos: Podem ser válidos ou inválidos (quanto à sua forma/estrutura) e verdadeiros ou falsos (quanto ao seu conteúdo).

Lógica Silogística Aristotélica

  • Tipo A (Universais afirmativas): "Todo o S é P".
  • Tipo E (Universais negativas): "Nenhum S é P".
  • Tipo I (Particulares afirmativas): "Algum S é P".
  • Tipo O (Particulares negativas): "Algum S não é P".

Regras de Validade Silogística

  • O silogismo deve ter, obrigatoriamente, três termos.
  • O termo médio nunca pode aparecer na conclusão.
  • O termo médio tem de ser tomado universalmente pelo menos uma vez (pelo menos uma das proposições deve ser universal).
  • Nenhum
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Descartes: O Argumento Ontológico e a Prova de Deus

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O ponto de partida desta passagem (que se insere no contexto da Meditação VI), seguindo a demonstração da existência de Deus (na Terceira e Quinta Meditação) e a análise da essência divina (na Quarta Meditação), estabelece a legitimidade da onipotência divina e a veracidade da crença fundamental de toda filosofia racionalista: que o reino do pensamento corresponde ao reino da realidade.

Esta convicção baseia-se na definição racionalista cartesiana de substância: aquilo que pode ser concebido por si só, sem recorrer à ideia de algo mais, existe por si só e independentemente de qualquer outra coisa.

O texto é um lembrete de que, desde a Segunda Meditação, temos a certeza absoluta da existência da res cogitans por termos

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Filosofia da Ciência: Indução, Falsificacionismo e Paradigmas

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A Ciência Clássica e a Revolução Científica

A ciência era considerada como detentora do conhecimento a partir do qual se podia atingir verdades, modelo fundamental para se ter um conhecimento objetivo sobre a realidade. Era um empreendimento puramente racional, visto que os critérios utilizados eram meramente racionais e permitiam uma visão verdadeira e objetiva da realidade.

O Modelo Dedutivo Medieval

No período medieval, o modelo de cientificidade era dedutivo (partindo de princípios evidentes e claros, era possível extrair delas consequências e bastava depois deduzir a compreensão do mundo). A ciência dominante era a de Aristóteles e negava qualquer controlo por experimentação.

O Surgimento da Ciência Moderna e o Método Experimental

O... Continue a ler "Filosofia da Ciência: Indução, Falsificacionismo e Paradigmas" »

h3: Métodos Indutivo e Hipotético-Dedutivo na Ciência

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Método Indutivo: Na perspetiva de Francis Bacon, parte-se do pressuposto de que a ciência tem o objetivo de estabelecer leis. Em função deste objetivo, o cientista deve observar os fenómenos e realizar uma enumeração exaustiva das suas manifestações. Os resultados que daqui emergem são depois sujeitos a testes experimentais.

Método Hipotético-Dedutivo: De que Galileu é um precursor e Popper um herdeiro, pressupõe, na sua forma mais simples, uma hipótese como ponto de partida, a partir da qual se deduzem certas consequências, que depois são testadas (no caso de Galileu para verificar a hipótese, no caso de Popper para falsificá-la).

Perspetiva do método científico/experimental: Em primeiro lugar, acredita-se, erradamente,... Continue a ler "h3: Métodos Indutivo e Hipotético-Dedutivo na Ciência" »

Filosofia Medieval: características e fases

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A Filosofia Medieval foi desenvolvida na Europa durante o período da Idade Média (séculos V–XV). Vale lembrar que, na Idade Média, a Igreja medieval tinha grande influência e, portanto, muitos temas explorados pelos filósofos eram de ordem religiosa.

Trata-se de um período de expansão e consolidação do cristianismo; a Igreja Católica foi, no período medieval, a mais importante instituição social e a principal representante da fé cristã.

Assim, muitos filósofos desse período eram membros da Igreja.

As principais características da filosofia medieval são:

  • Inspiração na filosofia clássica (greco-romana)
  • União da fé cristã e da razão
  • Busca da verdade divina

Filosofia Medieval Cristã:

Uma vez que a Idade Média foi um longo... Continue a ler "Filosofia Medieval: características e fases" »

Problemas do Agir e Noções Fundamentais da Filosofia

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Problemas do Agir

DISCIPLINAS FILOSÓFICASQUESTÕES
AXIOLOGIA

Reflexão sobre os valores.

  • O que é um valor?
  • De onde provêm os valores?
  • Os valores são absolutos? São relativos?
ÉTICA

Reflexão sobre a conduta moral.

  • O que é o bem?
  • O que é a liberdade?
  • Qual o valor da vida?
  • É legítima a pena de morte?
ESTÉTICA

Reflexão sobre o belo e sobre a arte.

  • O que é a arte?
  • O que é o belo?
  • Quais as características da obra de arte?
  • Há arte sem beleza?
FILOSOFIA DA RELIGIÃO

Reflexão sobre a relação do homem com o sagrado.

  • O que significa ser religioso?
  • Há religiões superiores a outras?
  • Há comunicação entre homem e sagrado?
FILOSOFIA POLÍTICA

Reflexão sobre a natureza do Estado, da sociedade, do direito.

  • O que é o Estado? É um bem? É um mal menor?
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