Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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Ética: Uma Abordagem Filosófica da Moralidade

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Por que Estudar Ética?

A religião é um dos discursos morais. Deus, na religião, é o bem supremo, e a transição de valores aponta para um melhor comportamento. Um discurso religioso é, portanto, uma ética do discurso, priorizando um valor sobre os outros. Desenvolver a capacidade de refletir sobre conflitos e soluções por meio de razões morais ou argumentos é crucial. A moralidade baseia-se na razão e na argumentação.

A filosofia, como disciplina com tradição e história, pertence ao patrimônio do conhecimento crítico da nossa cultura. A ética é estudada e aplicada em todos os momentos.

Moral e Ética

Moral: Conjunto de crenças e valores de um indivíduo ou grupo sobre o certo e o errado, o bem e o mal. Ética: Disciplina... Continue a ler "Ética: Uma Abordagem Filosófica da Moralidade" »

Alegoria da Caverna de Platão: Sombras, Alma e Conhecimento

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Presos e Sombras: A Alegoria da Caverna de Platão

Os presos são homens acorrentados dentro de uma caverna, incapazes de se mover. Platão, através do mito, estabelece que a caverna é análoga ao mundo sensível, enquanto o fogo e o mundo exterior representam a ascensão da alma ao mundo inteligível.

A Alma Imortal e a Prisão do Corpo

Platão introduz a ideia da alma imortal, preexistente ao corpo, cujo lugar natural é o mundo supra-sensível das Ideias. O corpo é visto como a prisão da alma, um empecilho. O corpo pertence ao mundo sensível, e, portanto, o conhecimento adquirido por ele é imperfeito, sendo meras sombras da realidade que não pode ser captado pelos sentidos.

Os Graus de Conhecimento: A Alegoria da Linha

Platão explica... Continue a ler "Alegoria da Caverna de Platão: Sombras, Alma e Conhecimento" »

Vida em Sociedade e Cidadania

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Vida em Sociedade

Os seres humanos são sociais. Precisamos de viver em sociedade, juntos. Nascemos totalmente vulneráveis, impotentes, e o período de **criação** (muito longo) cria laços familiares muito profundos.

  • Para sobreviver: Se vivemos em grupos, a sobrevivência é mais fácil. Os seres humanos estão geneticamente programados para viver em sociedade, e não como algumas espécies animais que vivem sozinhas, e outras em grupo.
  • Para entrar em contato: Os seres humanos precisam se comunicar, é necessário. A capacidade de falar que nos distingue dos animais, os nossos sentimentos nos levam a chegar aos outros, a nossa inteligência se desenvolve apenas tendo contato com outras pessoas.
  • Para aumentar as nossas possibilidades: Através
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A Filosofia de Nietzsche: Obras e Conceitos Fundamentais

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Assim Falou Zaratustra: A Obra e seus Conceitos

Publicado em quatro partes, entre 1883 e 1885, Assim Falou Zaratustra: um Livro Para Todos e Para Ninguém é o trabalho de Nietzsche que mais dificuldades apresenta à interpretação. Nele, os ensinamentos e experiências do personagem são apresentados como um drama em prosa, em cuja narrativa se combinam os mais variados elementos estéticos de gênero, forma e estilo.

Assim Falou Zaratustra condensa efetivamente todos os focos de interesse que constituem o âmago do pensamento de Nietzsche: a desconstrução da metafísica, a denúncia da hipocrisia moral, as preocupações com a educação, política, o destino da cultura e a crítica do Estado.

O personagem central da obra se faz porta-voz... Continue a ler "A Filosofia de Nietzsche: Obras e Conceitos Fundamentais" »

O Iluminismo: Razão, Ciência e a Transformação Social

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O Novo Espírito do Século XVIII

ITEM 12: O Novo Espírito, o Iluminismo.

Os filósofos começam a considerar todos os homens iguais. A riqueza das nações é vista como dependente da capacidade individual (educação e formação).

No século XVII, começou-se a lidar com conceitos de igualdade entre as instituições, que haviam sido proibidos várias vezes. É necessário retornar à filosofia da razão. A fé e a salvação das pessoas são questionadas, pois não se aplicam à sociedade e à política. O Iluminismo é o instrumento da razão.

O objetivo do Iluminismo é reformar a ordem existente.

Aspectos do Iluminismo: Positivos e Negativos

Aspectos Negativos:

  1. Perda de valores religiosos e transcendentais.
  2. Demolição das instituições existentes,
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Rousseau e Ortega y Gasset: Pensamento e Contexto

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O Problema do Conhecimento em Rousseau

Em 1750, Jean-Jacques Rousseau publicou o Discurso sobre as Ciências e as Artes. Este trabalho foi apresentado ao concurso da Academia de Dijon, que questionava se o progresso das ciências e das artes teria sido benéfico para a humanidade ou se teria contribuído para corromper os costumes. Rousseau argumentou negativamente, vencendo o concurso.

Rousseau foca seus argumentos na ideia de que a civilização não foi benéfica, pois criou necessidades artificiais que escravizaram a humanidade. Ele defende o ideal de vida natural contra uma sociedade cheia de hipocrisia e convenções. Segundo o autor, a origem da ciência e das artes reside em vícios humanos, como a ambição, a avareza e o orgulho.

A fé... Continue a ler "Rousseau e Ortega y Gasset: Pensamento e Contexto" »

Platão e as Redes Sociais: Uma Análise Comparativa

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A Caverna Digital: Uma Analogia Moderna

Atualmente, é fácil traçar uma analogia entre a realidade que Platão nos mostra no Mito da Caverna e as redes sociais. As redes sociais são apresentadas hoje como um instrumento inovador da internet, que permite comunicar com os nossos conhecimentos, compartilhar informação, sejam vídeos, fotos, etc., e ainda conhecer novas pessoas e fazer novos amigos. Esses suportes são baseados na criação de um perfil online no qual apresentamos nossos dados pessoais e outros, tornando-os públicos para o resto da rede. Mas quem garante que cada uma das informações que você escreve é real e, vice-versa, não é fictícia e inventada por vontade própria? Muitas pessoas, mais do que você pode imaginar,... Continue a ler "Platão e as Redes Sociais: Uma Análise Comparativa" »

Descartes: Substância, Deus e a Realidade do Mundo

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Descartes: Substância, Deus e o Mundo

A Necessidade de uma Ideia Inata

Descartes precisa encontrar uma ideia inata a partir da qual possa inferir a existência do objeto dessa ideia, sem auxílio externo. Portanto, se entre as ideias inatas, cuja verdade foi demonstrada por meio da intuição, encontrarmos alguma da qual possamos inferir a sua existência objetiva a partir da sua existência subjetiva como ideia, então poderemos resolver o problema.

Entre as ideias inatas, Descartes descobre a ideia de infinito, que imediatamente identifica com a ideia de Deus. Descartes demonstra que a ideia de infinito é uma ideia inata, argumentando que não pode ser adventícia (porque não podemos ter experiência sensível do infinito) nem factícia (... Continue a ler "Descartes: Substância, Deus e a Realidade do Mundo" »

Materialismo Marxista: Trabalho, Sociedade e Consciência

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Marx herdou o método dialético de Hegel, que está em evolução, afirmando e negando, alcançando uma melhoria. Para Marx, a única realidade que evolui é a matéria; o homem de carne e osso é aquele que trabalha e se faz através da história na transformação da sociedade e da natureza. Então, o homem é trabalho, sendo ativo e prático, sendo a atividade principal. É por isso que o sistema é chamado de materialismo marxista: O trabalho desenvolvido em relação ao homem com a natureza e com outros homens, a construção da sociedade, de modo que a essência humana é o conjunto das relações sociais. Essas relações sociais determinam a sua consciência. O que acontece é que na sociedade capitalista, onde o trabalhador está
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Descartes: Do "Cogito Ergo Sum" à Prova de Deus

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O "Cogito Ergo Sum": A Primeira Certeza

"Cogito ergo sum" (Eu penso, logo existo). Com esta famosa frase, uma das mais célebres na história da filosofia, Descartes estabelece duas ideias fundamentais:

  1. A Primeira Verdade Indubitável: Depois de submeter todo o edifício do conhecimento à dúvida metódica, Descartes percebe que o sujeito, enquanto pensa (mesmo que pense erradamente), deve necessariamente existir para poder pensar. O "Penso, logo existo" é, portanto, a base firme e certa sobre a qual o conhecimento pode repousar.

  2. A Essência do Homem: A frase refere-se a que o homem é essencialmente uma substância cuja essência é o pensamento (res cogitans), sendo o ser e o pensar duas identidades.

Depois de ter tentado duvidar de tudo, a... Continue a ler "Descartes: Do "Cogito Ergo Sum" à Prova de Deus" »