Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Filosofia e Ética

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O Pensamento Medieval: Universidades e o Argumento de Anselmo

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O Contexto Histórico e o Surgimento das Universidades (Século XIII)

No século XIII, a cidade cresceu, e a burguesia ganhou espaço no seio da organização social estabelecida (nobreza, clero, soldados e funcionários). Estes avanços impulsionaram o desenvolvimento das cidades e, consequentemente, surgiram as universidades catedrais. Nesta época, a Igreja era extremamente importante, visto que a Idade Média foi dominada por crenças sobrenaturais, como a superstição e a magia. O caráter sagrado da Igreja, as ordens mendicantes, conquistaram as universidades e os órgãos de poder, combatendo as heresias.

A Igreja organizou as Cruzadas para conquistar a Terra Santa, o que resultou na criação de um intercâmbio de informações entre... Continue a ler "O Pensamento Medieval: Universidades e o Argumento de Anselmo" »

Marx: Materialismo histórico e produção

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Marx: Materialismo histórico e produção

Karl Marx: desenho da sociedade de seu tempo

Karl Marx: desenho da sociedade de seu tempo.

Hegel e Marx: pensamento e realidade

Hegel via o ser como produto do pensamento. Marx, por sua vez, considera o sensível e o material como primordiais. O pensamento é o pensamento de um ser sensível e material — o homem. Para Marx, o ponto de partida é a experiência sensorial, a ordem e a condição da ciência. Não é possível compreender o homem em abstrato: é preciso inseri-lo na natureza. O homem relaciona-se com a natureza principalmente por meio do trabalho, sua atividade central, que transforma o restante do mundo natural.

Conceito de produção

Por meio do trabalho o homem produz as suas próprias... Continue a ler "Marx: Materialismo histórico e produção" »

Inteligência e as Formas Fundamentais do Pensamento

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Características do Comportamento Inteligente

A diferença entre a inteligência humana e a inteligência animal coloca os seres humanos em uma ordem muito superior à dos animais. A inteligência, então, reflete-se no comportamento das pessoas com uma série de características próprias e específicas, destacando-se as seguintes:

  • Intencionalidade: A inteligência não visa apenas perseguir objetivos dados antecipadamente, mas também tem a capacidade de criar e inventar. Comparados com a rotina que determina o comportamento biológico dos animais, os seres humanos têm a capacidade de planejar e desenvolver novas técnicas.
  • Adaptabilidade ao Ambiente: A adaptabilidade não se limita apenas a se ajustar ao ambiente, mas também a moldar o ambiente
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H2: Liberdade Religiosa: Conceitos e Estatuto Jurídico

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Unidade 5: O Direito Fundamental da Liberdade Religiosa

1. Liberdade de Ideologia, Religião e Consciência

Estas liberdades estão consagradas no artigo 16 da Constituição Espanhola (CE) e possuem três ideias básicas:

  • O Estado deve respeitar a pessoa, de modo que a liberdade religiosa é um direito humano que pertence a qualquer indivíduo por sua própria condição como pessoa, e não apenas como cidadão de um estado particular.
  • A liberdade religiosa reflete a racionalidade e a consciência de cada indivíduo. É difícil traçar os limites da autonomia da liberdade religiosa com o respeito à liberdade de pensamento e à liberdade de consciência.

Liberdade Ideológica

É definida como a imunidade de coerção para a atividade intelectual... Continue a ler "H2: Liberdade Religiosa: Conceitos e Estatuto Jurídico" »

Análise do Discurso do Método de Descartes: Conceitos e Biografia

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Contextualização: O Discurso do Método

Este fragmento pertence ao Discurso do Método de Descartes, publicado anonimamente em 1637. É intitulado como "discurso" e não "tratado" para demonstrar que não tinha a intenção de ensinar, mas apenas de conversar. Descartes tentava fugir de eventuais problemas que pudessem surgir com os seus contemporâneos pelas ideias apresentadas na obra e, por sua vez, escapar de uma condenação eclesiástica, como aconteceu pouco antes com Galileu ao publicar sua teoria de Copérnico, com a qual ele também concordava. Esta obra é uma das primeiras na filosofia moderna, defendendo uma ruptura com o velho mundo medieval e definindo um novo: o mundo da era moderna.

Biografia de René Descartes e suas Obras

René... Continue a ler "Análise do Discurso do Método de Descartes: Conceitos e Biografia" »

Aristóteles: Vida, Obra e Pensamento Filosófico

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Vida e Obra de Aristóteles

  • Nascido em Estagira, em 384 a.C.
  • O seu pai era médico na corte real da Macedónia.
  • Aos 17 anos, ingressou na Academia de Platão, onde permaneceu até à morte do mestre.
  • Em 343 a.C., tornou-se preceptor (professor) de Alexandre, o Grande.
  • Quando Alexandre se tornou rei, Aristóteles regressou a Atenas e fundou a sua própria escola, o Liceu.
  • Após a morte de Alexandre, teve de fugir de Atenas, impulsionado por um crescente sentimento antimacedónico.
  • Morreu em 322 a.C., em Cálcis. A sua obra é extensa.

Obras Principais

  • Lógica: Organon.
  • Metafísica: Metafísica.
  • Física: Física, Sobre o Céu, Sobre a Geração e a Corrupção, Sobre a Alma, História dos Animais, etc.
  • Ética e Política: Ética a Nicómaco, Ética a Eudemo,
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A Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas

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Resumo Geral: A Teoria da Ação Comunicativa de Habermas

Jürgen Habermas propõe um modelo para analisar a sociedade através de duas formas de racionalidade: a racionalidade substantiva do mundo da vida e a racionalidade formal do sistema.

O mundo da vida representa uma perspectiva interna, ou seja, o ponto de vista dos sujeitos atuantes na sociedade.

O sistema, por sua vez, representa a perspectiva externa, como a estrutura sistêmica (racionalidade técnico-burocrática weberiana, instituições).

Habermas considera a sociedade como um conglomerado complexo e estruturado, onde os processos podem fazer com que o ator individual desapareça.

Na sua Teoria da Ação Comunicativa, Habermas classifica as ações em manifestações simbólicas, ação... Continue a ler "A Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas" »

O Papel do Trabalho e da Práxis na Teoria de Marx

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Na mente de Marx, o homem é um ser nascido para a vida em sociedade. É através da sua capacidade de organização que o homem é capaz de produzir e, consequentemente, mudar a história.

O Materialismo Histórico e a Crítica ao Idealismo

Ao contrário do pensamento idealista, como a teoria de Hegel (onde apenas alguns indivíduos são responsáveis pela evolução e movimento da história), Marx atribui importância fundamental ao grupo de pessoas que formam a sociedade produtiva: os trabalhadores. Ele lhes atribui a razão pela qual a história se move e se transforma.

A Práxis: Da Ética à Ação Prática

Embora a práxis se refira à dimensão ética do ser humano, Marx dá maior importância à dimensão prática do homem, ou seja, o... Continue a ler "O Papel do Trabalho e da Práxis na Teoria de Marx" »

Utilitarismo: Hedonismo e Consequencialismo

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A doutrina que aceita como fundamento da moral a utilidade, ou o princípio da maior felicidade, defende que as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade, e incorretas na medida em que tendem a gerar o contrário da felicidade. Por felicidade entendemos o prazer, e a ausência de dor; por infelicidade, a dor, e a privação de prazer. Para dar uma perspetiva clara do padrão moral estabelecido pela teoria é preciso dizer muito mais; em particular, que coisas se incluem nas ideias de dor e prazer; e até que ponto isto é deixado como questão em aberto. Mas estas explicações suplementares não afetam a teoria da vida na qual esta teoria da moralidade se baseia — nomeadamente, que o prazer, e a ausência de dor,

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A Dúvida Metódica em Descartes

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O objetivo de Descartes é encontrar verdades absolutas e indubitáveis. O primeiro problema que surge é como encontrar um método para alcançar esse objetivo. A primeira etapa desse processo é a dúvida metódica. Inicialmente, deve-se duvidar de tudo em que se acredita e rejeitar tudo o que for minimamente duvidoso.

A dúvida metódica é o resultado do primeiro preceito do método cartesiano: nunca aceitar nada como verdadeiro se não for conhecido com evidência. A dúvida é um instrumento para alcançar uma verdade fundamental, que sirva como ponto de partida para a construção do conhecimento.

Descartes apresenta três razões principais para duvidar:

  1. A Falibilidade dos Sentidos: Os sentidos, por vezes, nos enganam. Não se trata
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