Se a abolição da censura foi importante para todos os géneros, foi ainda mais para o teatro: com o seu fim passaram a subir ao palco muitas obras anteriormente proibidas, como O Arquiteto e o Imperador da Assíria, de Arrabal, ou O Arrependido Piedoso de Santa Maria do Egito, lembra Martín. A essa liberdade nascente somou-se a criação de companhias com subsídios públicos e a proliferação de mostras e feiras — tudo contribuindo para um teatro florescente.
Durante a Transição sobreviveram duas correntes: a estética realista, mais ou menos comprometida socialmente (Buero Vallejo, Gala, Olmo, recorda Martín), e a do chamado "Novo Teatro" (Rubial, Riaz), que insiste em afastar-se da figuração e mergulhar por caminhos experimentais....