Diálogo de Linhas Cruzadas
Classificado em Língua e literatura
Escrito em em
português com um tamanho de 5,23 KB
Um telefone toca num fim de tarde, começo de noite...
Ela: Alô?
Ele: Pronto.
Ele: Voz estranha... Gripada?
Ela: Faringite.
Ele: Deve ser o sereno. No mínimo, está saindo todas as noites para badalar.
Ela: E se estivesse? Algum problema?
Ele: Não, imagina! Agora, você é uma mulher livre.
Ela: E você? Sua voz também está diferente. Faringite?
Ele: Constipado.
Ela: Constipado? Você nunca usou esta palavra na vida.
Ele: A gente aprende.
Ela: Está vendo? A separação serviu para alguma coisa.
Ele: Viver sozinho é bom. A gente cresce.
Ela: Você sempre viveu sozinho. Até quando casado, só fez o que quis.
Ele: Maldade sua, pois deixei de lado várias coisas quando a gente se casou.
Ela: Evidente! Só faltava você continuar rebolando nas discotecas... Continue a ler "Diálogo de Linhas Cruzadas" »