Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Medicina e Ciências da Saúde

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Guia de Psicofármacos: Sedativos, Ansiolíticos e Antidepressivos

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Sedativos, Hipnóticos e Ansiolíticos

  • Hipnóticos: Induzem o sono, diminuem a latência para dormir e aumentam sua duração. Ex: zolpidem, barbitúricos em doses altas.
  • Sedativos: Reduzem a atividade do SNC, promovendo relaxamento e diminuição da excitação. Ex: benzodiazepínicos (BZD) em baixas doses.
  • Ansiolíticos: Reduzem a ansiedade e a tensão emocional, sem causar sedação intensa. Ex: diazepam.

Barbitúricos

  • Mecanismo de Ação: Ligam-se ao receptor GABA, aumentando a duração da abertura dos canais de Cl-.
  • Indicações Clínicas: Anticonvulsivantes (fenobarbital), anestesia (tiopental).
  • Efeitos Adversos: Risco alto de dependência e depressão respiratória.

Benzodiazepínicos (BZD)

  • Mecanismo de Ação: Ligam-se em outro sítio do receptor
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Sistema Nervoso e Muscular: Reflexos e Tipos de Músculos

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O Arco Reflexo e a Resposta Muscular

Arco Reflexo Monossináptico

O Arco Reflexo Monossináptico previne lesões musculares relacionadas ao estiramento, ou seja, o rompimento muscular. Durante um exercício, quando um músculo começa a relaxar além do seu comprimento de origem, ocorre o estiramento. O fuso muscular (localizado dentro da fibra muscular) detecta o relaxamento excessivo, envia a informação para a medula espinhal, onde ocorre a integração da informação, e um neurônio motor leva a informação de resposta para o músculo, resultando na sua contração.

Músculo Antagonista no Reflexo de Estiramento

O reflexo do estiramento possui 3 neurônios e 2 sinapses. Assim, o músculo estriado contrai e o antagonista relaxa. Este circuito... Continue a ler "Sistema Nervoso e Muscular: Reflexos e Tipos de Músculos" »

Guia clínico: Meningite, AVC, Alzheimer, Parkinson, Guillain‑Barré

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Meningite: inflamação do espaço subaracnóideo e das leptomeninges (pia e aracnoide)

Etiologia: Bacteriana (mais grave): Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae, Escherichia coli; também viral, fúngica ou não infecciosa.

Vias de contaminação:

  • Hematogênica (mais comum).
  • Contiguidade (otite, sinusite).
  • Acesso direto (fratura, punção).

Fisiopatologia: Colonização → invasão da corrente sanguínea → ultrapassa a BHE (barreira hematoencefálica) → inflamação no LCR → liberação de citocinas → edema e hipertensão intracraniana.

Síndromes clínicas:

  • Infecciosa: febre, mal-estar, mialgia.
  • Meníngea: rigidez de nuca, sinal de Kernig, sinal de Brudzinski.
  • HIC (hipertensão intracraniana): cefaleia, vômitos,
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Sistema Imunitário e Órgãos Linfoides: Estrutura e Função

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Sistema Imunitário e Células de Defesa

O sistema imunitário é constituído por células imunes e células acessórias que se organizam nos tecidos, interpostas a uma trama de fibras reticulares, células reticulares e capilares linfáticos, além das Vênulas Endoteliais Altas (VEA).

Células Imunes e Acessórias

  • Células Imunes: Representadas por linfócitos T e B, e plasmócitos, que desempenham a função imune celular e humoral.
  • Células Acessórias: Representadas por macrófagos, monócitos e neutrófilos, entre outros. Estas células desempenham a função de defesa inespecífica através da fagocitose e secreção de produtos solúveis (citocinas e quimiotaxinas).

Vênulas Endoteliais Altas (VEA)

As VEA são vênulas pós-capilares com... Continue a ler "Sistema Imunitário e Órgãos Linfoides: Estrutura e Função" »

O que é aceleramento do cérebro

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PROVA Diga por que o Diabetes é um fator de risco pára doença periodontal: Porque o Diabetes é uma condição sistêmica que aumenta a severidade da doença periodontal, isto é, a doença periodontal pode ser modulada por esta condição. Não é o fator causal, mas pode aumentar a probabilidade da doença periodontal. O paciente diabétiço tem a diminuição do metabolismo de glicose, essa glicose que se acumula no sangue irá reagir com proteínas e lipídios presentes no sangue produzindo Produtos Avançados de Glicosilação (A.G.E.S). A presença desses A.G.E.S será determinante pois estes encontrarão receptores de A.G.E.S (R.A.G.E.S) na superfície dos macrófagos e do endotélio vascular. Quando um A.G.E. Se liga a um R.A.G.E.... Continue a ler "O que é aceleramento do cérebro" »

Cirrose Hepática: Guia Completo de Diagnóstico e Tratamento

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Cirrose Hepática

  • Conceito: Doença hepática irreversível, caracterizada histologicamente por perda significativa de células hepáticas, regeneração nodular, fibrose e perda da arquitetura hepática normal.
  • Causas:
    • Alcoolismo crónico
    • Infecção crónica por vírus B e C
    • Esteatohepatite não alcoólica (NASH)
    • Cirrose biliar primária (doença autoimune)
    • Hemocromatose
    • Doença de Wilson
    • Desconhecida (criptogénica)
    • Fármacos: amiodarona, metildopa, metotrexato
  • Aspectos clínicos da cirrose:
    • Podem não existir nos estádios iniciais, apenas provas de função hepática alteradas.
    • Nos estádios iniciais: hepatomegália indolor, de superfície lisa e bordo cortante; na doença tardia: fígado pequeno.
    • Na pele: aranhas vasculares (“spiders”), eritema
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Farmacocinética e Farmacodinâmica

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Vias de Administração de Fármacos

Via Oral:

  • Mais segura.
  • Efeitos surgem lentamente.
  • Comodidade de administração.
  • Absorção em diferentes segmentos do trato gastrointestinal (TGI).
  • Custo mais acessível.

Contraindicações da Via Oral:

  • Situações emergenciais.
  • Impossibilidade de deglutição.
  • Fármacos sensíveis aos sucos gástricos.
  • Substâncias com elevado metabolismo de primeira passagem.

Via Sublingual:

  • Elimina o metabolismo de primeira passagem.
  • Absorção rápida e prolongada.

Via Endovenosa:

  • Menor segurança.
  • Biodisponibilidade imediata.
  • Efeitos imediatos.
  • Desconforto.
  • Custo elevado.
  • Utilizada em emergências médicas, doenças graves, choques e administração de grandes volumes.

Via Intramuscular:

  • Efeitos prolongados e dependentes do grupo muscular.
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Imunologia: Conceitos e Células

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O que são Imunógenos?

São substâncias simples ou complexas que são capazes de se ligar a componentes do **sistema imune**, ativando assim uma resposta imune específica.

O que são Antígenos?

São estruturas moleculares que interagem com **anticorpos** (reconhecimento). Estas estruturas, apesar de reconhecidas, nem sempre provocam uma resposta do sistema imune.

Mosaico Antigênico

Quando o microorganismo é capaz de gerar uma resposta policlonal contra vários epítopos próprios da estrutura bacteriana e seus produtos de secreções, como é o caso das bactérias extracelulares capazes de produzir exotoxinas que devem ser neutralizadas por anticorpos (Ac) específicos.

Células NK

As **Células NK** (*Natural Killer Cell*) são um tipo de linfócitos... Continue a ler "Imunologia: Conceitos e Células" »

Guia de Farmacologia: Fármacos e Mecanismos de Ação

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Estimulantes e Bloqueadores Ganglionares

Estimulantes Ganglionares: A estimulação ganglionar depende da ativação dos receptores nicotínicos (Nicotina, Tetrametilamónio).

Bloqueadores Ganglionares: Antagonistas seletivos dos receptores nicotínicos.

Sistema Nervoso Autónomo

S.N. Simpático: Neurónios pré-ganglionares secretam acetilcolina; neurónios pós-ganglionares secretam noradrenalina.

S.N. Parassimpático: Neurónios pré e pós-ganglionares secretam acetilcolina.

Inativação de Neurotransmissores

  • Acetilcolina: Inativada pela acetilcolinesterase.
  • Noradrenalina: Recaptada pela membrana pré-sináptica na fenda sináptica.

Parassimpaticomiméticos e Parassimpaticolíticos

Parassimpaticomiméticos (Ação Direta): Fármacos que imitam a... Continue a ler "Guia de Farmacologia: Fármacos e Mecanismos de Ação" »

Classificação e Farmacologia de Drogas Depressoras

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Classificação das Drogas

Depressores do Sistema Nervoso Central

1. Álcool

2. Barbitúricos: Surgiram no século XIX, sendo a primeira opção para hipnose, sedação e como anticonvulsivantes até o surgimento dos benzodiazepínicos.

  • Fenobarbital: Sedativo.
  • Primidona: Anticonvulsivante (descontinuada no Brasil). Caracteriza-se pela presença de grupos fenil nos ligantes R1 e R2.
  • Pentobarbital: Ansiolítico e hipnótico.
  • Tiopental: Anestésico.

Nota: Substituintes no radical R3 influenciam a farmacocinética: o oxigênio (O) confere ação prolongada, enquanto o enxofre (S) aumenta a lipossolubilidade, resultando em ação mais rápida. São derivados da malonilureia.

Manejo de Intoxicação por Barbitúricos

Não existem antídotos específicos. O... Continue a ler "Classificação e Farmacologia de Drogas Depressoras" »