Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e problemas de Medicina e Ciências da Saúde

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Cirrose Hepática: Guia Completo de Diagnóstico e Tratamento

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Cirrose Hepática

  • Conceito: Doença hepática irreversível, caracterizada histologicamente por perda significativa de células hepáticas, regeneração nodular, fibrose e perda da arquitetura hepática normal.
  • Causas:
    • Alcoolismo crónico
    • Infecção crónica por vírus B e C
    • Esteatohepatite não alcoólica (NASH)
    • Cirrose biliar primária (doença autoimune)
    • Hemocromatose
    • Doença de Wilson
    • Desconhecida (criptogénica)
    • Fármacos: amiodarona, metildopa, metotrexato
  • Aspectos clínicos da cirrose:
    • Podem não existir nos estádios iniciais, apenas provas de função hepática alteradas.
    • Nos estádios iniciais: hepatomegália indolor, de superfície lisa e bordo cortante; na doença tardia: fígado pequeno.
    • Na pele: aranhas vasculares (“spiders”), eritema
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Farmacocinética e Farmacodinâmica

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Vias de Administração de Fármacos

Via Oral:

  • Mais segura.
  • Efeitos surgem lentamente.
  • Comodidade de administração.
  • Absorção em diferentes segmentos do trato gastrointestinal (TGI).
  • Custo mais acessível.

Contraindicações da Via Oral:

  • Situações emergenciais.
  • Impossibilidade de deglutição.
  • Fármacos sensíveis aos sucos gástricos.
  • Substâncias com elevado metabolismo de primeira passagem.

Via Sublingual:

  • Elimina o metabolismo de primeira passagem.
  • Absorção rápida e prolongada.

Via Endovenosa:

  • Menor segurança.
  • Biodisponibilidade imediata.
  • Efeitos imediatos.
  • Desconforto.
  • Custo elevado.
  • Utilizada em emergências médicas, doenças graves, choques e administração de grandes volumes.

Via Intramuscular:

  • Efeitos prolongados e dependentes do grupo muscular.
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Imunologia: Conceitos e Células

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O que são Imunógenos?

São substâncias simples ou complexas que são capazes de se ligar a componentes do **sistema imune**, ativando assim uma resposta imune específica.

O que são Antígenos?

São estruturas moleculares que interagem com **anticorpos** (reconhecimento). Estas estruturas, apesar de reconhecidas, nem sempre provocam uma resposta do sistema imune.

Mosaico Antigênico

Quando o microorganismo é capaz de gerar uma resposta policlonal contra vários epítopos próprios da estrutura bacteriana e seus produtos de secreções, como é o caso das bactérias extracelulares capazes de produzir exotoxinas que devem ser neutralizadas por anticorpos (Ac) específicos.

Células NK

As **Células NK** (*Natural Killer Cell*) são um tipo de linfócitos... Continue a ler "Imunologia: Conceitos e Células" »

Guia de Farmacologia: Fármacos e Mecanismos de Ação

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Estimulantes e Bloqueadores Ganglionares

Estimulantes Ganglionares: A estimulação ganglionar depende da ativação dos receptores nicotínicos (Nicotina, Tetrametilamónio).

Bloqueadores Ganglionares: Antagonistas seletivos dos receptores nicotínicos.

Sistema Nervoso Autónomo

S.N. Simpático: Neurónios pré-ganglionares secretam acetilcolina; neurónios pós-ganglionares secretam noradrenalina.

S.N. Parassimpático: Neurónios pré e pós-ganglionares secretam acetilcolina.

Inativação de Neurotransmissores

  • Acetilcolina: Inativada pela acetilcolinesterase.
  • Noradrenalina: Recaptada pela membrana pré-sináptica na fenda sináptica.

Parassimpaticomiméticos e Parassimpaticolíticos

Parassimpaticomiméticos (Ação Direta): Fármacos que imitam a... Continue a ler "Guia de Farmacologia: Fármacos e Mecanismos de Ação" »

Classificação e Farmacologia de Drogas Depressoras

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Classificação das Drogas

Depressores do Sistema Nervoso Central

1. Álcool

2. Barbitúricos: Surgiram no século XIX, sendo a primeira opção para hipnose, sedação e como anticonvulsivantes até o surgimento dos benzodiazepínicos.

  • Fenobarbital: Sedativo.
  • Primidona: Anticonvulsivante (descontinuada no Brasil). Caracteriza-se pela presença de grupos fenil nos ligantes R1 e R2.
  • Pentobarbital: Ansiolítico e hipnótico.
  • Tiopental: Anestésico.

Nota: Substituintes no radical R3 influenciam a farmacocinética: o oxigênio (O) confere ação prolongada, enquanto o enxofre (S) aumenta a lipossolubilidade, resultando em ação mais rápida. São derivados da malonilureia.

Manejo de Intoxicação por Barbitúricos

Não existem antídotos específicos. O... Continue a ler "Classificação e Farmacologia de Drogas Depressoras" »

Guia Prático de Antifúngicos, Antivirais e Tuberculostáticos

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Antifúngicos

Polienos (Anfotericina B / Nistatina)

  • MOA: Liga-se ao ergosterol → poros na membrana → perda de K⁺/Mg²⁺ → morte celular.
  • Fungistático: Baixa dose (ligação reversível).
  • Fungicida: Alta dose (irreversível).
  • Toxicidade: Ocorre por ligação parcial ao colesterol humano.

Anfotericina B

Uso EV (não absorvido via oral). Não atravessa a BHE (usar intratecal para meningoencefalite). Efeitos imediatos (infusão): febre, calafrios, mal-estar, flebite (pré-medicar com anti-histamínico + antitérmico). Efeitos tardios: nefrotoxicidade (principal), hipocalemia, hipomagnesemia, anemia. Formulações lipídicas reduzem a nefrotoxicidade, porém possuem custo elevado.

Nistatina

Uso tópico ou oral, sem absorção sistêmica. Indicada... Continue a ler "Guia Prático de Antifúngicos, Antivirais e Tuberculostáticos" »

Tópicos Essenciais em Periodontia: Um Guia Detalhado

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Terapia Antimicrobiana Subgengival

O tratamento mecânico convencional resulta na redução de bactérias Gram-negativas, bastonetes anaeróbios e bactérias móveis, com um aumento de Estreptococos, Gram-positivos e Actinomyces.

Princípios da Terapia com Antibióticos

  • O antibiótico deve atingir uma concentração suficientemente alta nos tecidos e na bolsa periodontal.
  • A resistência a antibióticos ocorre principalmente onde a penetração bacteriana é restrita ou o fármaco pode ser degradado por bactérias diferentes do micro-organismo alvo.
  • As bactérias no biofilme são difíceis de erradicar por agentes antimicrobianos e são protegidas dos mecanismos de defesa do hospedeiro, sendo efetivamente removidas por ação mecânica.
  • A instrumentação
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Histologia da Cavidade Bucal

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Mucosa Bucal

Mucosa de revestimento: palato mole, ventre da língua, assoalho da boca, face interna do lábio, bochechas, vestíbulo bucal.

Mucosa mastigatória: gengiva e palato duro.

Mucosa de transição: zona vermelha do lábio (pelo grande número e pela profundidade das papilas coriais e por ser ricamente vascularizado).

Mucosa especializada: bordos da língua.

Estrutura Histológica

Estrato superficial: células achatadas (pavimentoso).

Estrato basal: células arredondadas (cúbicas, sofrem mitoses).

Papilas Linguais

a) Filiformes: espalhadas pelo dorso e bordos da língua e com uma haste de queratina; não apresentam botões gustativos.

b) Fungiformes: botões gustativos presentes no epitélio da parte superior da papila.

c) Circunvaladas: presentes... Continue a ler "Histologia da Cavidade Bucal" »

Avaliação e Tratamento Fisioterapêutico

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História Clínica

A coleta da história clínica pode ser feita de forma livre, permitindo que o paciente fale abertamente, mas com foco na doença. O fisioterapeuta deve direcionar a conversa, sem deixar o paciente se desviar do assunto. A comunicação deve ser clara e objetiva.

Trofismo Cutâneo

Observar a temperatura da pele (fria ou quente), coloração (eritema avermelhada em processos alérgicos e inflamatórios, cianótica - arroxiada e azulada em casos de hipóxia, esbranquiçada, icterícia - amarelada em casos como cirrose hepática), hidratação e presença de edema. Avaliar a consistência do edema (mole - técnica de piano, intermediário - sinal de cacifo, duro - crônico) e intensidade (+ leve, ++ moderado, +++ grave). Analisar... Continue a ler "Avaliação e Tratamento Fisioterapêutico" »

Guia de Farmacologia: Dermatologia e Sistema Respiratório

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1. Histamina e Anti-histamínicos

Sintomas da liberação de histamina: prurido, queimação, vermelhidão, edema. Respiratório: broncoespasmos, dispneia. Gastrointestinal: cólica e náuseas.

Anti-histamínicos H1 utilizados: alergias, prurido, náuseas, insônia.

  • H1 de 1ª geração: (atravessam a barreira hematoencefálica — causam sono) — prometazina, hidroxizina (agonista competitivo dos receptores H1). Efeitos Adversos (E.A.): boca seca, constipação, sedação intensa, sonolência.
  • H1 de 2ª geração: (não sedativos — não atravessam o SNC) — loratadina, fexofenadina (agonista seletivo dos receptores H1 da histamina). E.A.: poucos efeitos.

Controle gástrico H2: cimetidina, ranitidina, famotidina (agonista competitivo dos receptores... Continue a ler "Guia de Farmacologia: Dermatologia e Sistema Respiratório" »