Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Nietzsche e a Crítica em Crepúsculo dos Ídolos

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O texto analisado pertence ao livro "Crepúsculo dos Ídolos", do filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietzsche. O tempo em que Nietzsche viveu foi caracterizado por uma atitude de desconfiança que se refletiu em inúmeras teses, como o marxismo, o idealismo e o positivismo. Em sua filosofia, Nietzsche suspeita das verdades e valores que regem a cultura ocidental e realiza o que é conhecido como a "filosofia com um martelo": uma crítica demolidora contra toda a cultura ocidental, centrada em três grandes áreas:

  • Religião;
  • Moralidade;
  • Filosofia.

O autor percebe que, nesse tempo, houve um equilíbrio entre as duas forças e princípios que compõem a realidade: o espírito dionisíaco, que representa os valores da vida, e o espírito apolíneo,... Continue a ler "Nietzsche e a Crítica em Crepúsculo dos Ídolos" »

Rousseau e Kant — Contrato Social e Crítica da Razão Pura

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Rousseau — Contrato Social e Vontade Geral

Para melhorar a sociedade e garantir a igualdade e a liberdade, Rousseau propõe o contrato social: um acordo entre os cidadãos para obedecer às leis que originam a liberdade política, civil e moral. Isso ocorre graças à vontade geral: um desejo coletivo, permanente e racional de fazer tudo aquilo que é do interesse da comunidade (interesse comum). A vontade geral é a união das vontades gerais de todos os indivíduos na sociedade.

Contrato social

Contrato social: acordo segundo o qual cada pessoa reúne em comum todos os seus poderes sob a direção suprema da vontade geral, considerando a comunidade como um todo indivisível, formada por cidadãos.

Vontade geral e bem comum

O fim da vontade geral... Continue a ler "Rousseau e Kant — Contrato Social e Crítica da Razão Pura" »

Empirismo de Hume: Ideias Inatas, Causalidade e Imaginação

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1. Locke e Hume: Semelhanças e Diferenças sobre Ideias Inatas

Hume argumenta que Locke estava correto ao considerar que não há ideias inatas – a tese fundamental do empirismo, que afirma que a experiência é a fonte de todo o nosso conhecimento. Isso ocorre porque todas as nossas ideias derivam de nossas impressões, e não podemos conceber algo do qual não tenhamos tido uma impressão prévia.

No entanto, o texto sugere que Locke designava todos os conteúdos mentais pelo termo “ideia”, o que tornaria falsa a afirmação de que não existem ideias inatas. Acredita-se que Locke concordava que as nossas paixões (mas não as impressões de sensação causadas pelo mundo exterior) são inatas, sendo nada mais do que instinto natural,... Continue a ler "Empirismo de Hume: Ideias Inatas, Causalidade e Imaginação" »

Hume: Crítica ao Mundo Externo e o Fenomenismo

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Crítica ao conceito de "mundo externo". Hume não aceita a ideia de causa, pois podemos passar de uma impressão para outra impressão, mas não podemos ir a partir de impressões para uma suposta causa ou origem das mesmas. Só conhecemos impressões, mas não sabemos, nem podemos saber, de onde elas surgem; por isso não podemos dizer se realmente existe uma realidade diferente para as nossas impressões e ideias.

Para um resumo da teoria do conhecimento de Hume: ceticismo. O fenomenismo e os princípios da teoria do conhecimento levam, necessariamente, ao fenomenismo de Hume e ao ceticismo. Hume acreditava que as impressões são o ponto de partida de todo conhecimento. Além das impressões não se pode ir; nós só conhecemos fenômenos.... Continue a ler "Hume: Crítica ao Mundo Externo e o Fenomenismo" »

Introdução à Filosofia: Conceitos, História e Relação com a Ciência

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Filosofia

Filosofia é uma atividade que envolve pensamento e raciocínio sobre conceitos e ideias cujo significado nem sempre é óbvio. A atividade filosófica se inicia ao questionar conceitos e argumentos.

A filosofia é, essencialmente, um esforço para pensarmos por nós mesmos sobre temas variados, mas comuns a todos os seres humanos.

A Origem da Filosofia

O termo filosofia vem do grego e significa "amor à sabedoria". A filosofia não é apenas um conhecimento do mundo, mas uma atitude, uma disposição que se inicia ao assumirmos a ignorância sobre um assunto ou quando algo se torna problemático.

Aristóteles afirma que a atitude filosófica nasce da admiração pelo mundo. A admiração por uma pessoa, por exemplo, pode nos levar a querer... Continue a ler "Introdução à Filosofia: Conceitos, História e Relação com a Ciência" »

Conceitos Fundamentais da Filosofia de Ortega y Gasset

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Absoluta: Ela é tradicionalmente entendida em filosofia como aquilo que é por si só, não depende de qualquer outra coisa. Refere-se à verdade; significa total e completa verdade. Abstrato, abstração: Etimologicamente, o termo tem o significado de extração, fazer algo fora de alguma coisa, tirar algo de algo. Num sentido estrito, o termo abstração é o processo pelo qual o entendimento é obtido (extraído) a partir do conceito universal de imagens sensoriais, que é particular e concreto. O conceito de "casa" é universal porque se aplica a todos os objetos "casa", pois eles compartilham certas características. A imagem da "casa" é única porque se refere apenas a uma concreta. Para Ortega, a casa é realidade concreta, móvel... Continue a ler "Conceitos Fundamentais da Filosofia de Ortega y Gasset" »

Kant: Diálogo Filosófico e a Revolução do Conhecimento

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1. Kant e o Problema do Conhecimento

Ao refletir sobre o problema do conhecimento, Kant fez um grande esforço de síntese entre racionalismo e empirismo, as posições dominantes na paisagem filosófica dos séculos XVII e XVIII.

Kant, como Descartes e Hume, rompe com a visão ingênua do conhecimento humano, segundo a qual o conhecimento é copiar a realidade como ela é. Salienta, contudo, que a realidade existe independentemente do sujeito que conhece: não conhecemos o mundo como ele é, mas como nós somos.

1.1. Idealismo: Descartes, Hume e Kant

Descartes argumenta que o pensamento é a primeira das provas. A realidade do mundo vem através da ideia de Deus, pensamento. Hume, no entanto, diz-nos que a realidade existe como é percebida pelo... Continue a ler "Kant: Diálogo Filosófico e a Revolução do Conhecimento" »

Perspectivismo de Ortega y Gasset

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Perspectivismo

O perspectivismo é, segundo Ferrater Mora, a primeira fase do pensamento de Ortega. Outros autores, entretanto, muitas vezes falam de uma etapa anterior, o objetivismo (1902-1910), sendo este um período de trabalho de baixa produção filosófica. Em qualquer caso, o perspectivismo é a teoria do conhecimento que está além do racionalismo (dogmático) e do relativismo (subjetivismo) que prevaleceu em toda a história da filosofia.

O racionalismo, argumentando que o pensamento coincide totalmente com o ser, foi condenado ao idealismo. De acordo com isso, ele argumenta que os seres humanos são racionais por natureza e, através de suas atividades intelectuais, revelam a essência universal e imutável das coisas, válida para... Continue a ler "Perspectivismo de Ortega y Gasset" »

José Ortega y Gasset: Vida, Obra e Raciovitalismo

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Contexto Histórico

José Ortega y Gasset nasceu em Madri e formou-se em filosofia na Universidade de Madri. Ele viajou para a Alemanha para aprofundar seus estudos. Seu primeiro livro é intitulado Meditações sobre o Quixote, ao qual se seguiram Espanha Invertebrada e Verdade e Perspectiva. A Revolta das Massas foi escrito durante a Segunda República, na qual ele atuou como deputado. No início da Guerra Civil, foi exilado e viajou, retornando à Espanha durante o franquismo, regime que não o acolheu. Dedicou anos a escrever O que é Filosofia?. A Espanha havia perdido suas últimas colônias ultramarinas e seus intelectuais tomaram conhecimento da miséria econômica, moral e política do mundo emergente. Com o início da Primeira Guerra

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O Romantismo: Origens, Ideais e Características

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O Romantismo: Compreensão da Vida e da Arte

O Romantismo representou uma nova forma de compreensão da vida, do mundo, da política e da arte em geral. Este movimento buscou criar um novo homem, capaz de analisar os problemas de sua existência e do mundo a partir de uma perspectiva mais emocional e subjetiva. Com a crise dos ideais do Iluminismo, o Romantismo surgiu na Inglaterra e na Alemanha em meados do século XVIII.

Fatores Determinantes do Romantismo

O aparecimento do Romantismo está ligado a três tipos de fatores:

  • Fatores Políticos: O liberalismo e o nacionalismo, componentes da ideologia romântica, mostraram-se incompatíveis com o absolutismo e o despotismo do século XVIII.
  • Fatores Socioeconômicos: Destaca-se o triunfo da burguesia
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