Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Análise da Filosofia de Platão: Conceitos e Influências

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1) A Alegoria da Caverna e o Conhecimento

A ideia central que Platão tenta transmitir é que um indivíduo, inicialmente preso na caverna e acorrentado, ao ter a capacidade de ascender e experimentar o mundo exterior, terá sua visão da realidade transformada. Ao sair, ele vê coisas que as outras pessoas (que permanecem acorrentadas) não podiam ver. Nesse momento, surge a dúvida sobre o que é real e o que não é, e ele começa a questionar as sensações produzidas dentro da caverna.

Ao entrar no mundo exterior, ele experimentará o verdadeiro conhecimento, ou o Mundo Inteligível. Essa ascensão representa a chegada a uma educação filosófica, e, segundo Platão, aqueles que a alcançam serão os futuros líderes.

2) Conceitos Fundamentais

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Descartes: Substância, Dualismo e a Dúvida Metódica

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A Teoria da Substância em Descartes

Para René Descartes, as substâncias são definidas como algo que existe de tal forma que não necessita de qualquer outra coisa para existir. Ele distingue três tipos de substâncias:

  • A) Espiritual ou Pensamento:
    • Infinito: Deus. Não possui partes, por isso é infinito.
    • Finito: A alma, uma substância espiritual, porém finita.
  • B) Substância Material ou Extensiva.

O objetivo último de Descartes foi salvaguardar a autonomia da alma em relação à matéria. A ciência clássica institui uma concepção mecanicista e determinista do mundo material, na qual não há lugar para a liberdade. A liberdade só poderia ser preservada subtraindo a alma da necessidade mecanicista, o que exigia posicioná-la como uma... Continue a ler "Descartes: Substância, Dualismo e a Dúvida Metódica" »

A Dionisíaca Trágica: Nietzsche e a Afirmação da Vida

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A Dionisíaca Trágica e a Filosofia

Para Nietzsche, os filósofos odeiam a vida e matam tudo o que tocam. Os artistas, com sua ficção e suas mentiras, conseguiram ser fiéis à realidade e expressar a verdade melhor do que os filósofos, especialmente os artistas trágicos. De maneira original e profunda, Nietzsche vê a arte trágica como a antítese da atitude decadente, pessimista e niilista.

Nietzsche sustenta, contra a opinião comum, que a concepção trágica do mundo não é pessimista. O pessimismo é indicativo de uma atitude de resignação e arrependimento, sendo, portanto, um sinal de fraqueza espiritual. A tragédia é, contudo, uma afirmação vigorosa da realidade, pois ensina que se deve sempre dizer "sim" à vida, mesmo à... Continue a ler "A Dionisíaca Trágica: Nietzsche e a Afirmação da Vida" »

A Alma Humana: Existência, Natureza e Imortalidade

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Afirmação da Alma

Os argumentos sobre a alma foram desenvolvidos por pensadores como: Platão, Aristóteles, Agostinho, Tomás de Aquino e Descartes.

O Conhecimento do Imaterial

Sabemos que existem coisas que são intangíveis, tais como:

  • Os conceitos (exemplo: conceitos de raiz quadrada);
  • Os estudos que ligam esses conceitos;
  • Os argumentos que sustentam esses ensaios (incluindo a "consequência", ou seja, a ligação das premissas que levam à conclusão, que não é algo material).

No entanto, não apreenderíamos objetos intangíveis se não houvesse em nós algo imaterial (para capturar o possível, o sujeito que capta deve ser, pelo menos, da mesma altura do objeto apreendido, ou deveriam estar na mesma "dimensão").

Portanto, existe em nós,... Continue a ler "A Alma Humana: Existência, Natureza e Imortalidade" »

Antropologia, Ética e Política: Platão vs. Aristóteles

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Antropologia: Platão e Aristóteles

Platão defende um dualismo radical: o homem é duas coisas totalmente diferentes, alma e corpo. Entre eles existe uma união meramente acidental, casual, pois o corpo é como uma prisão para a alma e um obstáculo ao conhecimento, sendo muito difícil para a alma viver sem ele. Esta concepção negativa do corpo foi adotada pelo cristianismo e defendida, entre outros, pelos grandes místicos espanhóis Santa Teresa de Jesus e São João da Cruz. Em suas obras, eles mostram o desejo de deixar o corpo para se unir com Deus. De acordo com eles, a vida santa é uma má noite em uma pousada ruim.

Em contraste, Aristóteles argumenta que há uma união substancial, pois se um deles faltar, não haveria a substância... Continue a ler "Antropologia, Ética e Política: Platão vs. Aristóteles" »

Nietzsche: Vontade de Poder, Niilismo e o Super-Homem

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1. A Genealogia da Moral e o Super-Homem

Utilizando o método genealógico, Nietzsche propõe uma investigação dos conceitos morais do ponto de vista etimológico e histórico. Ele observa que, em todas as culturas, o significado de “bom” está associado a valores que remetem à nobreza, ao orgulho ou à força. Já o termo “mau” se relaciona a valores que determinam o plebeu, como a humildade ou a obediência.

Segundo Nietzsche, a transformação de valores foi iniciada pelos judeus e continuada mais tarde pelo cristianismo. Isso resultou em uma rebelião de escravos, cuja base fundamental é o ressentimento.

A Reavaliação de Valores

Há a necessidade de produzir uma nova reavaliação de valores, seguindo a ideia central da afirmação... Continue a ler "Nietzsche: Vontade de Poder, Niilismo e o Super-Homem" »

A Relevância Contínua do Pensamento Político de Kant

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O pensamento político de Kant, e certamente toda a sua obra filosófica, é o ponto de referência fundamental a partir do qual se configura todo o pensamento contemporâneo, seja para refutar as teses de Kant ou para refletir sobre as novas necessidades e características das sociedades contemporâneas. A partir desta perspetiva, a filosofia atual é um debate entre os críticos de Kant e do projeto iluminista (Derrida, Foucault, Vattimo, entre outros) e aqueles que, reconhecendo as limitações deste projeto, pressionam por uma renovação e atualização (Habermas, Apel, entre outros).

A partir daqui, tentarei avaliar alguns dos pontos mais destacados que se encontram na filosofia política de Kant:

O Cosmopolitismo Kantiano e a Dignidade

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Educação Platônica e a Busca pela Justiça

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A Educação Platônica e a Busca pela Justiça

Se a educação não cria o equilíbrio entre as diferentes partes da alma, o desejo não está sujeito à razão. O indivíduo é escravo do prazer e da dor, e não pode entrar no mundo das Ideias. O amor do filósofo pela verdade é absoluto. Sua plenitude reside em realidades intelectuais, não na riqueza material.

Sem a ganância de possuir as coisas pelo valor do objeto, não temem a morte e são capazes de ações corajosas e determinadas, necessárias ao verdadeiro governante. Além disso, percebem as coisas em perspectiva, o que é essencial para a boa governança. No mito, o prisioneiro acha que o governo produz todas as coisas que viram. A Ideia do Bem é a causa de tudo que é reto e... Continue a ler "Educação Platônica e a Busca pela Justiça" »

O Iluminismo: A Razão como Pilar da Modernidade

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O século XVIII representa o culminar de um processo de mudança iniciado com a Renascença, quando o foco deixa de ser Deus como princípio ordenador do conhecimento, da natureza e da história, para construir a confiança na razão humana como fundamento de uma nova ordem e de uma nova concepção de conhecimento: a ciência da moral, da política e da história.

Os Pilares do Pensamento Iluminista

Basicamente, podemos apontar dois eixos fundamentais:

  • A natureza segundo Francis Bacon: Afirma que o objetivo da aprendizagem é melhorar a vida humana e alargar o domínio do homem sobre a natureza.
  • A prática experimental: A razão iluminada não é a razão dedutivo-geométrica cartesiana, mas o empirismo proposto. É através da descoberta dos
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Ética Eudemonista de Aristóteles: O Bem Supremo

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Ética Eudemonista de Aristóteles

Aristóteles afirma que existe um ser único, mas muitos bens, não sendo um único bem, mas sim muitos bens privados e análogos. A ética aristotélica é essencialmente finalista e eudemonista: toda ação humana está orientada para algum bem, ligado ao prazer e à felicidade. A dificuldade reside em determinar precisamente qual é o bem e a felicidade.

Aristóteles não garante a identificação do bem supremo do homem com Deus. A Deus pertence o maior bem supremo em si, mas este é exclusivamente seu, incomunicável e não pode ser compartilhado. Deve-se analisar qual é o maior bem que o homem pode aspirar nesta vida, e este pode ter as seguintes características:

  1. Deve ser perfeito, final, por si só suficiente
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