Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Descartes, Mecânica Clássica e o Dualismo Corpo-Alma

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Descartes e a Mecânica Clássica

A mecânica clássica, que se desenvolveu de Galileu a Newton, instituiu um novo paradigma científico. Descartes é um dos promotores dessa nova ciência. As características centrais da mecânica clássica são:

  • Mecanicismo: O mundo deve ser explicado em termos puramente mecânicos e deterministas.
  • Determinismo: Não há liberdade ou acaso; as mudanças acontecem por estritas relações causais.
  • Redução: Transição da explicação qualitativa para a quantitativa.
  • Leis Físico-Matemáticas: As relações de causa e efeito são regidas pelas leis da física-matemática.

A Fundação Cartesiana da Nova Ciência

Descartes não apenas promoveu a mecânica clássica, mas também lhe forneceu um fundamento filosófico.... Continue a ler "Descartes, Mecânica Clássica e o Dualismo Corpo-Alma" »

Liberdade Jurídica e Contrato Social na Filosofia

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Liberdade Jurídica

A liberdade jurídica, para Kant e Rousseau, é um direito natural que corresponde a cada indivíduo. O conceito legal de liberdade não expressa a desobediência civil, uma vez que Kant, assim como Hobbes, acreditava que a submissão ao poder do Estado era uma condição necessária para a ordem social. Para evitar excessos, Kant confia em sua defesa da liberdade de expressão.

Os seres humanos possuem liberdade interna e externa. No estado de natureza, a liberdade externa não deve ser limitada pela lei; no entanto, pode haver liberdade jurídica interna, que consiste em obedecer às leis que nós mesmos criamos. Assim, o Estado de bem-estar é legislado como se fosse a vontade de todos os cidadãos. A liberdade jurídica... Continue a ler "Liberdade Jurídica e Contrato Social na Filosofia" »

Kant: crítica da metafísica e juízos sintéticos a priori

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Tema — Tradicional. Até 1770, Kant, crítico da metafísica, preocupava‑se sobretudo com questões científicas relacionadas com a física e a matemática. No seu período crítico, porém, passou a focalizar o problema da metafísica: será possível que a metafísica se torne uma ciência? Isso se reflete no texto (fragmento 1), em que o autor explica que a metafísica ainda não encontrou o seu método e que pretende demonstrá‑la — projecto que ele realiza no período crítico.

Assim, Kant formula uma série de perguntas, em particular: o que posso saber? Essa é, para o metafísico, a questão dos limites: a capacidade de nossa razão é limitada. Kant posiciona‑se contra o dogmatismo e também contra o ceticismo extremo. O dogmatismo... Continue a ler "Kant: crítica da metafísica e juízos sintéticos a priori" »

Charles Darwin: Origem das Espécies e Seleção Natural

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Charles Robert Darwin (12 de fevereiro de 1809 - 19 de abril de 1882) foi um naturalista inglês que postulou que todas as espécies de seres vivos evoluíram ao longo do tempo a partir de um ancestral comum por meio de um processo chamado seleção natural. A ideia de evolução foi aceita como fato pela comunidade científica e por grande parte do público ainda em sua vida, enquanto sua teoria da evolução pela seleção natural só passou a ser considerada a explicação principal do processo evolutivo na década de 1930, e agora forma a base da moderna síntese evolucionista. Ainda hoje, as descobertas científicas de Darwin constituem a base da biologia como ciência, pois oferecem uma explicação lógica que unifica as observações... Continue a ler "Charles Darwin: Origem das Espécies e Seleção Natural" »

A Filosofia de Kant: Crítica, Razão e Conhecimento

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A Filosofia de Kant: Contextualização e Obras

A contextualização da filosofia de Kant está dividida em três seções principais:

A Crítica da Razão Pura e o Período Crítico de Kant

Kant publicou pela primeira vez sua obra Crítica da Razão Pura em 1781. Este trabalho não obteve nem o sucesso de público nem a crítica que o autor esperava, e desencadeou uma onda de indignação nos meios filosóficos. Kant disse que a rejeição se deveu a erros de interpretação e à complexidade de seu conteúdo doutrinal, prontificando-se a escrever outro livro para resumir suas ideias com mais clareza. O título: Prolegômenos a Toda a Metafísica Futura que Queira Apresentar-se como Ciência. Este segundo prefácio, em relação ao primeiro,... Continue a ler "A Filosofia de Kant: Crítica, Razão e Conhecimento" »

Ortega y Gasset: A Razão Vital e a Superação do Idealismo

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A Dinâmica Radical da Realidade

No entanto, estes dados não são uma substância estática, radical e hierática, que permite a captura das categorias da metafísica tradicional. A sua natureza essencialmente dinâmica exige que tentemos apreendê-la com uma nova terminologia, que explore a linguagem para dar sentido a essas palavras que nos permitem expressar esta propriedade dinâmica, que apresenta a verdade mais radical e incontestável.

A Vida como Coexistência Radical

Na lição do texto “O que é filosofia?”, Ortega explica as novas categorias que capturou para perseguir a realidade radical. Assim, a primeira palavra que ele escolhe da linguagem coloquial para se referir à coexistência radical entre o pensamento e a coisa pensada,... Continue a ler "Ortega y Gasset: A Razão Vital e a Superação do Idealismo" »

H2: Conceitos de Filosofia e História da Arte (Gótico e Renascimento)

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Filosofia: Linguagem, Cultura e Comportamento

Comportamento Animal

  • Agem por reflexos e instintos (regidos por leis biológicas).
  • Linguagem animal: Própria deles. Exemplo: Cachorro abana o rabo quando está feliz.

Humanos e Animais Superiores

  • Uso da inteligência e raciocínio (Exemplo: macacos).
  • Linguagem Humana (Fala): Abstrata, permite o entendimento.

Cultura

Conjunto de símbolos elaborados por um povo.

  • Coisas Naturais: Podem se tornar culturais (transformadas pelo homem).

Linguagem como Sistema de Signos

Instrumento que nos permite pensar e comunicar o pensamento/sentimento – dá sentido.

  • Exemplo: O choro da criança pode expressar dor, fome, etc.
  • Tipos de Signos: Sons, desenhos, palavras, fotos, ícones, etc.

História da Arte: Gótico, Renascimento

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Descartes: Dúvida Metódica e a Primeira Verdade

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Os Motivos da Dúvida e a Primeira Verdade (Meditações 1 e 2)

Para estabelecer uma base sólida para o conhecimento, Descartes analisa as razões que nos levam à dúvida, revelando o projeto radical cartesiano. Os principais motivos de dúvida são:

  • Os sentidos: Como nos enganam ocasionalmente, não é prudente confiar totalmente neles.
  • Vigília e sono: A dificuldade em distinguir o estado de vigília do sonho coloca em xeque a realidade percebida.
  • O Gênio Maligno: A hipótese de um ser superior que nos engana até mesmo em verdades matemáticas (como 2+3=5).

A profundidade dessas dúvidas parece conduzir ao ceticismo, mas é justamente a existência da dúvida que revela a primeira verdade inabalável: "Penso, logo existo" (Cogito, ergo sum)... Continue a ler "Descartes: Dúvida Metódica e a Primeira Verdade" »

Crítica ao Idealismo e Realismo: A Razão Vital de Ortega

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Perspectivas: Crítica ao Idealismo e Realismo

O objetivo de unir as culturas germânica e latina consistiu na concretização do objetivo central da filosofia de Ortega: para conseguir uma síntese equilibrada entre a cultura e a espontaneidade, entre a razão e a vida, daí sua posição filosófica conhecida pelo nome de ratiovitalismo, o sistema da razão vital. Esta doutrina afirma a primazia do histórico e da experiência de vida do indivíduo sobre a abstração e impessoalidade da cultura, sem, em momento algum, remover o valor essencial da cultura na vida humana.

Crítica às Posições Filosóficas Clássicas

O Idealismo sustenta que não posso conhecer as coisas que são pensadas por mim. Contudo, não posso confirmar a independência... Continue a ler "Crítica ao Idealismo e Realismo: A Razão Vital de Ortega" »

Nietzsche: Crepúsculo dos Ídolos e sua Filosofia Vitalista

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O Crepúsculo dos Ídolos: Uma Introdução

Nietzsche escreveu O Crepúsculo dos Ídolos em 1888. O título é uma paródia da ópera Götterdämmerung, de Wagner. Ele escreveu a obra em seu período maduro, e ela é um resumo dos principais temas de sua filosofia, como exposto em Assim Falou Zaratustra (Morte de Deus, Além-do-Homem, o Eterno Retorno, Transmutação de Valores), combinada com sua crítica feroz a toda a tradição da cultura ocidental. O subtítulo do livro, Como Filosofar com o Martelo, visa a questionar os valores e ideais da cultura ocidental, como 'bater com um martelo' para revelar o som oco de seus ídolos, pois estes são silenciosos ou vazios. No final do livro, lê-se: "Fala o martelo", "endurecei-vos". O Crepúsculo

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