Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Aristóteles: Conhecimento, Metafísica e Ética

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Aristóteles e as Dimensões do Conhecimento

Aristóteles afirma que existem cinco maneiras de alcançar a verdade:

  1. A ciência (Episteme): é capaz de mostrar os primeiros princípios.
  2. A intuição (Nous): na filosofia, é considerada como o conhecimento direto dos axiomas, ou seja, o conhecimento necessário.
  3. A sabedoria (Sophia): é o conjunto de todas as outras formas de estar na verdade.
  4. A técnica (Techne): é um conhecimento produzido por regras e consiste em trazer algo à existência, ou seja, produzir qualquer coisa, não necessariamente.
  5. A prudência (Phronesis): é um ato de saber viver; é contingente, mas não é ensinável.

Ciência e intuição formam um conhecimento teórico. A técnica é uma produção de conhecimento. A prudência... Continue a ler "Aristóteles: Conhecimento, Metafísica e Ética" »

Antropologia Dualista de Platão: Corpo e Alma

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Introdução

Tal como acontece com a Teoria das Ideias de Platão, que é dualista, ele propõe uma antropologia dualista. Segundo Platão, existem dois princípios opostos no ser humano:

  • O Corpo: Liga-nos ao mundo sensível e é mortal/transitório.
  • A Alma: Liga-nos ao mundo inteligível (eidético) e é imortal.

O corpo arrasta-nos para o material e impede a ascensão da alma ao mundo eidético. A característica fundamental da alma é a sua imortalidade: um conceito chave no pensamento de Platão, essencial para apoiar a Teoria das Ideias.

A imortalidade da alma permite o estabelecimento do conhecimento do eidos (Formas), pois a alma preexiste e sobrevive ao corpo. A união da alma com o corpo é uma fase transitória, visto que a alma habita... Continue a ler "Antropologia Dualista de Platão: Corpo e Alma" »

Kant: O Giro Copernicano e os Limites do Conhecimento

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O Giro Copernicano de Kant: Uma Revolução no Conhecimento

Turnabout

Kant explica a mudança que sua filosofia representa na concepção de conhecimento, baseada em uma analogia com a revolução copernicana. Em Astronomia, Copérnico percebeu que não conseguia entender o movimento dos corpos celestes com a visão de que a Terra estava no centro do universo e o Sol e outros objetos celestes giravam em torno dela. Ele percebeu que, para compreender o movimento dos objetos celestes, era necessário mudar a relação, colocando o Sol no centro e assumindo que a Terra girava em torno dele.

A filosofia de Kant acredita que tal revolução é necessária, à semelhança de Copérnico. Antes de Kant, a filosofia supunha que, na experiência de conhecer,... Continue a ler "Kant: O Giro Copernicano e os Limites do Conhecimento" »

O Método Cartesiano: Regras e Dúvida Metódica

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Descartes prossegue a desenvolver o método pelo qual se deve considerar falso tudo aquilo que não se observa com exatidão. Ele formulou quatro regras que resumem suas análises e reflexões sobre o método da matemática e sua aplicabilidade à filosofia. A primeira regra de Descartes é que, na busca pela verdade, há dois elementos importantes: primeiro, evitar a precipitação e a prevenção. A precipitação é aceitar como óbvio o que é confuso e obscuro. A prevenção é não aceitar como óbvio o que não é claro e distinto. O erro reside em ambos os casos, mas isso não se deve à razão, mas à vontade, que aceita como verdade aquilo sobre o qual não temos certeza absoluta. Em segundo lugar, estabelece claramente a presença... Continue a ler "O Método Cartesiano: Regras e Dúvida Metódica" »

Metafísica, Críticas e Iluminismo em Immanuel Kant

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Metafísica, Críticas e Iluminismo

Na obra "Crítica da Razão Pura", Kant distingue duas esferas: o uso teórico e o uso prático da razão (metafísica e ética). Quando a razão é chamada de "pura", refere-se ao conhecimento que não se mistura com o empírico, sendo, portanto, a priori.

Sobre a possibilidade da metafísica como ciência, Kant afirma: "Eu tive de suprimir o conhecimento para dar espaço à fé". A conclusão da metafísica kantiana é agnóstica, mas ela fundamenta os postulados da razão prática: Deus, Liberdade e Imortalidade.

Fundamentação da Metafísica dos Costumes

Esta obra foca na ética e, principalmente, na tripla formulação do imperativo categórico:

  1. "Age apenas segundo uma máxima tal que possas ao mesmo tempo
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Comparação Filosófica: Platão vs. Os Sofistas

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Vamos fazer uma comparação entre o pensamento filosófico de Platão e os Sofistas.

Os sofistas eram um grupo de pensadores gregos que floresceu por volta da segunda metade do século V a.C. Eles foram os primeiros a oferecer educação profissional organizada e cobravam cursos completos para ensinar. Entre seus ensinamentos incluíam:

  • Lógica
  • Retórica
  • Direito
  • Moralidade

Com os sofistas, a virada antropológica ocorre, mostrando uma preocupação central com o homem e não mais com a natureza (Cosmologia). Os sofistas estabelecem uma oposição fundamental entre natureza e convenção, ou physis e nomos. O nomos expressa as leis dos homens, as leis morais e políticas, que são consideradas convencionais, em oposição às leis naturais (physis)... Continue a ler "Comparação Filosófica: Platão vs. Os Sofistas" »

h2: O Mito da Caverna de Platão: Uma Análise Detalhada

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Neste trecho do livro VII da República de Platão, o autor explica os diferentes níveis de conhecimento e o mundo a que pertencem, reforçando a teoria das ideias e do conhecimento (teorias que não se desenvolvem nesta seção, mas sim na alínea c). Ele recorre ao famoso mito da caverna. Para explicar o mito, descreve a caverna para nos colocar em situação: imagine uma caverna no interior da qual se encontra um grupo de homens acorrentados, incapazes de mover um músculo. Estes olham para a parede à sua frente, na qual se refletem sombras. Estas sombras são de figuras que outro grupo de homens, que está por trás da parede, na parte traseira do primeiro grupo, projeta com a luz do fogo. Se continuarmos a olhar para o fim do caminho,... Continue a ler "h2: O Mito da Caverna de Platão: Uma Análise Detalhada" »

A Evolução do Pensamento Filosófico sobre o Ser Humano

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Item 7: A Natureza Humana na Filosofia

Racionalidade e Natureza

A filosofia nasceu na Grécia como uma reflexão sobre o homem e a natureza. O ser humano ocupa um lugar especial por ser um animal racional. A racionalidade permite compreender a natureza humana, a si mesmo e as relações sociais. Os seres humanos podem escolher como viver, definindo os valores e normas que governam a pólis, da qual todo homem é um membro ativo.

O Animal Político

Para Aristóteles, o homem grego vivia ligado à cidade. A pólis foi criada para que o homem pudesse viver bem, sendo visto, antes de tudo, como um cidadão.

A Natureza Humana em Sócrates

Para Sócrates, a alma é responsável pelo pensamento e pela atividade moral, desprezando o corpo como um mero instrumento.... Continue a ler "A Evolução do Pensamento Filosófico sobre o Ser Humano" »

Mito, Logos e o Pensamento dos Sofistas e Sócrates

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Mito em Oposição ao Logos

"Mito" designa um tipo particular de discurso que narra as histórias dos deuses, em oposição ao Logos, que designa a fala explicada e demonstrada. O significado de logos é bastante amplo, incluindo: contar (dizer), razão e cálculo. A partir desta área, generalizamos o logos como o conceito de oposição ao "mito".

O Logos, como ciência ou filosofia, é o conhecimento que repousa sobre o fundamento e a prova (dedução). Em Heráclito, o logos designa a lógica da contradição; o pensamento é a descoberta das contradições da realidade e de como todas as coisas e seres estão em constante devir por meio da contradição.

Os Sofistas e Sócrates

O contexto em que aparecem os sofistas e Sócrates é o da Atenas... Continue a ler "Mito, Logos e o Pensamento dos Sofistas e Sócrates" »

Hume: Empirismo, Conhecimento e Crítica à Metafísica

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Principais linhas de pensamento de Hume: O empirismo de Hume é o mais representativo deste movimento filosófico que afirma que todo o nosso conhecimento vem da experiência.

Epistemologia: Hume nega a existência de ideias inatas. Os únicos elementos de raciocínio são as ideias e impressões. Existem dois tipos de raciocínio: a a priori e a posteriori.

Princípio da Causalidade: De acordo com este princípio, um caso particular sempre e necessariamente produz um determinado efeito.

Metafísica Cartesiana: Hume critica as três substâncias (a realidade externa, o eu e Deus). Contesta a alegação da existência do eu e diz que não podemos assegurar a existência de Deus.

Ética: A moralidade baseia-se no sentimento moral. Hume defende o... Continue a ler "Hume: Empirismo, Conhecimento e Crítica à Metafísica" »