Apontamentos, resumos, trabalhos, exames e exercícios de Filosofia e Ética de Bacharelato

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Kant vs. Mill: Moral, Felicidade e Críticas

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A moral de Kant não nos mostra o caminho para a felicidade, mas sim o de abnegação, sacrifício e esforço para nos tornarmos dignos dela. Para Mill, o homem tem o direito de ser feliz, e a sociedade deve garantir os meios para que ele atinja seus fins. Pelo contrário, para Kant, a felicidade é um prêmio que "reivindica" o mérito moral; é algo que se recebe com o tempo e como resultado de ter perseverado com tenacidade na vida. Somente em outra vida, virtude e felicidade, que compõem o bem supremo, seriam conciliadas; nesta vida, opõem-se e são opções incompatíveis.

Críticas a Kant e Mill

Por outro lado, Mill e Kant chegam por caminhos diferentes a posições morais semelhantes e, portanto, as críticas que recebem também são... Continue a ler "Kant vs. Mill: Moral, Felicidade e Críticas" »

A Arte da Oratória na Grécia Antiga

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A Oratória na Grécia Antiga

A oratória, a arte de falar em público, floresceu na Grécia Antiga em um contexto sociopolítico único. Após o fim das tiranias, o estabelecimento de regimes democráticos proporcionou aos cidadãos o direito de expressar suas opiniões livremente em assembleias. Os primeiros oradores, Corax e Tisias, desenvolveram a arte da retórica, estabelecendo princípios teóricos para a construção de discursos persuasivos. Eles introduziram a doutrina do ejikob (base da credibilidade) e estruturaram o discurso em três partes: introdução, argumentação e conclusão.

Origens e Evolução da Retórica

A retórica grega tem suas raízes na poesia, com figuras míticas como heróis e deuses sendo considerados os primeiros... Continue a ler "A Arte da Oratória na Grécia Antiga" »

Platão e os Sofistas: Conhecimento, Ética e Política

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Platão e os Sofistas

Os sofistas viviam no período clássico, durante os séculos V e IV a.C. Embora perseguidos, a maioria deles conduziu seus negócios na Atenas democrática, onde a linguagem era muito importante e o bom uso da palavra era considerado indispensável para se afirmar no conjunto de critérios dos cidadãos. Os sofistas eram apresentados como mestres da virtude, que orientavam o seu ensino para desenvolver uma gama de habilidades úteis para o sucesso social. Por isso, ensinavam principalmente retórica (técnica de discussão e persuasão) e erística (habilidades dialéticas de discussão).

Protágoras é importante (famoso por dizer: “O homem é a medida de todas as coisas: das que são, como elas são; das que não são,

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Marx: Alienação, Mais-Valia, Infraestrutura e Superestrutura

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Para Marx e Hegel, o conceito de alienação descreve a seguinte situação que pode acontecer a uma pessoa: quando ela não se reconhece, quando a atividade que realiza a anula, fazendo-a sair de si mesma e se tornar algo diferente do que é. Dizemos que o sujeito está alienado. A alienação descreve a existência de uma cisão dentro do sujeito, que não possui uma completude e, consequentemente, comporta-se de forma contrária ao seu próprio ser.

A Mais-Valia

Marx distingue o valor de uso dos produtos do seu valor de troca. O valor de uso é o valor que um objeto possui para satisfazer uma necessidade. Este conceito refere-se às características das coisas que as tornam úteis para satisfazer qualquer necessidade, desde as biológicas,... Continue a ler "Marx: Alienação, Mais-Valia, Infraestrutura e Superestrutura" »

Teologia racional e teologia revelada

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Desde a sua criação, tem praticado a reflexão filosófica teológica, investigação racional sobre a existência de uma causa primeira de tudo o que existe, o que por vezes tem sido identificado com um ser que age sobre o mundo, dando forma à matéria, a impressão movimento ou manter em equilíbrio o cosmos. Por outro lado, revelou a teologia, entendida como reflexão filosófica sobre o conteúdo de Apocalipse aparece a partir do pensamento dos primeiros cristãos, com os Apologistas e os Padres, e desenvolvido durante a Idade Média, seguindo uma clara agostiniano, foi usado filosofia platônica à explicação filosófica dos textos sagrados. Entretanto, essa teologia foi vinculado a autoridade das escrituras e (quase todos eram citações... Continue a ler "Teologia racional e teologia revelada" »

A Filosofia de René Descartes: Razão, Método e Dualismo

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I. Introdução a Descartes. Sendo um filósofo racionalista, a coisa mais importante para ele é a razão. Ele não confia na fé; sua filosofia é baseada estritamente na racionalidade e na dúvida dos sentidos. Descartes acredita que existe um conhecimento a priori desenhado na própria razão. Isso ocorre porque as ideias são reflexos da realidade: ao conhecer a estrutura da razão, conhecemos a própria realidade. Segundo Descartes, Deus baseou-se na matemática para criar o mundo (referenciando a língua matemática de Galileu). Por isso, Descartes descarta a experiência sensível como base segura.

  • 1. Método: Descartes busca os fundamentos que estruturam a razão para evitar o erro. Ele acreditava que a matemática era o modelo perfeito.
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Experiência e Conhecimento em Kant

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Experiência e Conhecimento Prévio em Kant

Kant identifica a experiência com o conhecimento sensível. Na sensibilidade e na compreensão, existe uma forma transcendental que não depende da experiência e é, a priori. Esta forma age como um "molde" que organiza os dados recebidos pela sensibilidade e os conceitos formados pela compreensão. A sensibilidade e a compreensão adquirem um papel configurador da realidade.

Podemos construir juízos sintéticos a priori porque, embora todo o nosso conhecimento comece com a experiência, nem todo ele provém dela. Primeiramente, recebemos impressões ou sensações. O sujeito unifica, organiza e estrutura a matéria-prima das sensações, adicionando uma forma a priori, que não é um elemento empírico.... Continue a ler "Experiência e Conhecimento em Kant" »

Raciocínio Lógico e a Teoria da Justiça de John Rawls

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Raciocínio Dedutivo, Indutivo e Analógico

Ao raciocinar, utilizamos dois métodos básicos: dedução e indução.

Se partimos de uma premissa aceita e confiável para inferir conclusões parciais, usamos o raciocínio dedutivo. O raciocínio dedutivo é útil porque, se bem construído, é verdadeiro. Todo bom argumento a partir de premissas deve ser confiável. No raciocínio dedutivo, não se trata de verdadeiro ou falso, mas de ser certo ou errado; ou seja, se as premissas são verdadeiras, a conclusão é inferida sem qualquer dúvida.

A indução, no entanto, parte de uma série de fatos parciais que se repetem regularmente e podem ser observados. Na sequência desta série, segue-se uma conclusão geral. O raciocínio indutivo se baseia... Continue a ler "Raciocínio Lógico e a Teoria da Justiça de John Rawls" »

Kant: Contrato Social, Soberania e Razão Prática

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O pensamento político de Kant faz parte da tendência conhecida como contratualismo. Sua filosofia surge em um clima de otimismo característico do período Iluminista e reflete as influências de teóricos importantes como Montesquieu, Rousseau e Hobbes. Com efeito, Kant, em sua filosofia prática, introduziu a ideia de contrato social que conheceu através do trabalho de Rousseau.

No entanto, as duas abordagens não representam um salto quântico. Para Kant, o contrato social é uma ideia reguladora da razão prática, um pressuposto fundamental. O contrato social é, portanto, um padrão em si mesmo, uma ideia da razão com um relacionamento prático, pois obriga o legislador a agir "como se" as leis que dita pudessem nascer da vontade geral... Continue a ler "Kant: Contrato Social, Soberania e Razão Prática" »

Principais Argumentos e Métodos de Interpretação Jurídica

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  • Argumento a contrario sensu: Consiste em concluir uma proposição admissível. Exemplo: se a lei especificou os casos de imposto, a contrario sensu, os demais não estão abrangidos.
  • Argumento a simili (analógico): Empregado quando determinada proposição jurídica estabelece uma obrigação para um sujeito, contudo é aplicado a outros sujeitos que têm com o primeiro uma analogia suficiente para que a regra seja válida e aplicável aos demais.
  • Argumento a fortiori: Quem pode o mais, pode o menos. Não deve ser proibido o menos a quem é lícito o mais. Exemplo: se é proibido pisar na grama, a fortiori, é proibido arrancá-la.
  • Argumento a completudine: Todo ordenamento jurídico é completo, devendo ter uma regra geral referente a todos
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