Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Fundamental II

Dimensões do ser humano, Estado, direito, moral e justiça social: resumo

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Dimensões do Ser Humano

Podemos analisar o ser humano enquanto indivíduo, enquanto pessoa e enquanto cidadão, correspondendo a primeira à dimensão biológica, a segunda à dimensão moral e, por último, a terceira à dimensão política.

A dimensão biológica diz-nos que o ser humano se realiza através das relações de convívio social, sendo os seus direitos garantidos pela Declaração Universal dos Direitos do Homem.

De acordo com a dimensão moral, o indivíduo torna-se pessoa quando toma consciência de si próprio, do outro, do mundo e do sentido da existência, sendo os direitos da pessoa garantidos pelos códigos morais e pela própria pessoa.

Já a dimensão política afirma que a pessoa se torna cidadão ao intervir na realidade...

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Fenomenologia do Conhecimento: Sujeito, Objeto e Crença Verdadeira Justificada

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O conhecimento proposicional é analisado pela fenomenologia, que descreve o ato de conhecer e acredita que o conhecimento é a relação entre o sujeito e o objeto, um fenômeno que ocorre na consciência do sujeito. A análise fenomenológica descreve o ato de conhecer, expondo que, antes de tudo, é necessário existir sujeito e objeto, um cognoscente (aquele que conhece) e um cognoscível (aquele que é conhecido). É estritamente necessário que haja uma relação entre estes para que se dê o conhecimento, em que existe uma correlação (ambas só são o que são porque o são um para o outro) e interação (precisam um do outro).

Enquanto o sujeito, num processo que como que sai de si mesmo, invade a esfera do objeto, recolhe as propriedades...

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Conhecimento vulgar vs. científico e evolução da ciência

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Conhecimento Vulgar

Conhecimento relativamente superficial e acentuadamente prático, partilhado por uma cultura e transmitido de forma acrítica de geração em geração. Está ligado às atividades quotidianas, resultando de generalizações baseadas na experiência e na prática. É espontâneo, sensitivo, superficial, subjetivo, assistemático, imetódico e dogmático.

Conhecimento Científico

Representa um nível de conhecimento mais aprofundado do real. Transforma qualidades em quantidades, unifica racionalmente a diversidade empírica e estabelece relações entre os fenômenos observados. É objetivo, metódico, preditivo, revisível, provisório e formula teorias e leis.

Evolução da Ciência

Ciência Antiga

Teórica, levantava questões,...

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Ética e Moral: Conceitos, Diferenças e a Visão de Kant

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1. O que são normas morais?

Por tópicos:

  • As normas morais são regras de convivência social;
  • As normas morais obedecem sempre a três princípios: auto-obrigação, universalidade e incondicionalidade;
  • São sempre importantes, mesmo que não efetivamente cumpridas.

As normas morais são regras de convivência social ou guias de ação, porque nos dizem o que devemos ou não fazer e como o fazer. Elas obedecem sempre a três princípios fundamentais:

  • Auto-obrigação: Valem por si mesmas independentemente do exterior; são essenciais do ponto de vista de cada um.
  • Universais: São válidas para toda a Humanidade; ninguém está fora delas e todos são abrangidos por elas.
  • Incondicionais: Não estão sujeitas a prêmios ou penalizações; são praticadas
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A Rejeição do Utilitarismo na Teoria da Justiça como Equidade de Rawls

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A principal motivação da teoria da justiça como equidade é o desejo de Rawls de formular uma alternativa poderosa ao utilitarismo. Parecia-lhe que o utilitarismo era a teoria mais sistemática e abrangente disponível para fornecer uma base de comparação entre instituições e práticas sociais alternativas. No entanto, para Rawls, o utilitarismo é insatisfatório pelo menos por duas razões.

Em primeiro lugar, e de acordo com a sua avaliação da teoria utilitarista, esta falha por não concordar com os nossos juízos ponderados sobre o facto de os direitos individuais não deverem estar sujeitos ao cálculo dos interesses sociais. A proposição central do utilitarismo, pelo menos na sua forma clássica, é o princípio da maior felicidade....

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Ordem Moral, Religiosa e de Cortesia: diferenças e características

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Ordem Moral

Ordem moral surge, tal como o direito, como uma ordem necessária e indispensável ao homem e à sua plena realização. Afirma-se como uma ordem normativa porque compreende comandos gerais e abstratos, nunca individualizados ou concretos. Representa-se como uma ordem racional, porquanto é conhecida e declarada pela razão, e não criada, complementada ou desenvolvida pela vontade. Como ordem imperativa, a moral afirma-se como uma ordem inseparável da justiça.

Apesar disso, a moral separa-se do direito porque se apresenta como uma ordem individual, interior e íntima — de consciência e de intencionalidade — destinada a reger a relação do homem consigo próprio e não com os outros. Pretende desenvolver a virtude, dirigir...

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Epistemologia: senso comum, conhecimento científico e método científico

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Epistemologia: Reflexão sobre o Conhecimento Científico

É a reflexão sobre o conhecimento científico que iremos empreender. Não se propõe a julgar o que é bom ou mau, nem a indicar o que deveria ser. Trata-se, sim, de uma reflexão crítica sobre este modo de conhecer o real, destacando sua especificidade metodológica, suas principais dificuldades e limitações, bem como seu valor e importância objetiva.

Senso Comum

Pode ser definido como o conjunto desorganizado de opiniões subjetivas, suposições, pressentimentos, preconceitos e ideias feitas que nos conduzem a uma visão superficial e funcional, embora, por vezes, errônea da realidade.

Conhecimento Científico

Caracteriza-se principalmente por ser objetivo, resultar de um método...

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Crítica de Marx ao Idealismo e Materialismo: Hegel, Feuerbach e Alienação

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Crítica ao Idealismo de Hegel

Para Hegel, "tudo o que é racional é real e o que é real é racional". A realidade é, portanto, uma natureza racional. A realidade é redutível à ideia e dá primazia ao sujeito sobre o objeto. Marx tenta mostrar que o conhecimento não é apenas o conhecimento teórico, mas também de ação (praxis). A realidade não é a ideia, mas a matéria, a natureza. Fora da natureza não há nada, portanto, os seres superiores são imaginações.

Crítica de Feuerbach

O materialismo histórico de Marx acredita que o materialismo mecânico de Feuerbach tem limitações: ele é incapaz de conceber o mundo como um processo, como uma matéria sujeita a desenvolvimento histórico. Para Feuerbach, o movimento sempre produz...

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O Mito da Caverna de Platão: Significado e Simbolismo

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O Mito da Caverna de Platão

O Mito da Caverna é um núcleo central do platonismo, apresentado no início do Livro VII da obra A República. Platão descreve a situação de prisioneiros acorrentados pelos pés, mãos e pescoço, obrigados a olhar constantemente para uma parede. Nessa parede, são projetadas sombras de objetos e pessoas, iluminadas por uma fogueira, como se fossem marionetes. Os prisioneiros, confinados na caverna, possuem uma visão equivocada da realidade, confundindo o mundo das sombras com a própria realidade.

Um dia, um desses prisioneiros é libertado e sai da caverna. Através de um processo gradual e doloroso, ele aprende a distinguir entre as sombras e os objetos reais. Finalmente, este prisioneiro alcança o exterior...

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Utilitarismo de Mill: hedonismo e consequencialismo

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A doutrina que aceita como fundamento da moral a utilidade, ou o princípio da maior felicidade, defende que as ações são corretas na medida em que tendem a promover a felicidade, e incorretas na medida em que tendem a gerar o contrário da felicidade. Por felicidade entendemos o prazer, e a ausência de dor; por infelicidade, a dor, e a privação de prazer. Para dar uma perspetiva clara do padrão moral estabelecido pela teoria é preciso dizer muito mais; em particular, que coisas se incluem nas ideias de dor e prazer; e até que ponto isto é deixado como questão em aberto. Mas estas explicações suplementares não afetam a teoria da vida na qual esta teoria da moralidade se baseia — nomeadamente, que o prazer, e a ausência de dor,

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