Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Fundamental II

Fundamentos da Lógica: Definições, Tipos e História Essencial

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Introdução à Lógica

O termo 'lógica' está diretamente relacionado com a palavra grega logos, que no grego antigo é equivalente a 'pensamento' ou 'razão', mas também a 'palavra' ou 'conhecimento'. A expressão logiké significava 'no logos'. Em última análise, a lógica estuda a capacidade humana de pensar e raciocinar.

A lógica pode ser definida como o conjunto de princípios que visam a enunciação das leis que regem os processos do pensamento humano, bem como os métodos a serem aplicados ao raciocínio e à reflexão para se conseguir um sistema de pensamento que leve a resultados que possam ser considerados verdadeiros.

Distinção entre Lógica Formal e Material

Lógica Formal (ou Lógica Pura)

A Lógica Formal, também chamada...

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A Filosofia de Platão: Crítica ao Relativismo e Dualismo

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A Crítica Platônica ao Relativismo

A crítica platônica ao relativismo sofista e às suas implicações: o ceticismo e a sua inadequação como fundamento para a ética e a vida política.

O relativismo que Platão enfrenta é o dos sofistas. Foi um desses filósofos, Protágoras, que expressou a essência do relativismo com a frase: "O homem é a medida de todas as coisas, das que são, enquanto são, e das que não são, enquanto não são."

Foram vários os motivos que levaram Platão a rejeitar o relativismo ético, sendo os seguintes os mais importantes:

I. Perspetiva Ética e Política

Platão acreditava que apenas a existência de valores morais absolutos pode fundamentar uma vida boa e uma ação política justa. Especificamente, o Mundo

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Explorando Verdade, Bem e Transcendência na Filosofia

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Fato: A Natureza da Verdade

As coisas não são como as sabemos, mas como elas são. O resultado do conhecimento será verdadeiro quando se conforma com a realidade. O valor da verdade não espera ser alcançado por nós; nós é que o buscamos.

Bem: A Busca Inata pela Bondade

Cada homem mantém nas profundezas de seu ser o desejo irreprimível de ser bom e fazer o bem. Ética: Envolve a definição de critérios abstratos e racionais para avaliar e julgar as ações como boas ou não, propondo critérios universais para julgar atos morais. Aristóteles disse que 'é o que todos nós queremos'. Todos nós queremos o bem, porque ele nos beneficia. O bem é relativo, é considerado bom e subjetivo, o que é um erro grave. O bem-estar depende do...

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Ética e Moral: Uma Análise Detalhada

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Ética e Moral

O substantivo grego ethos significa costume. Este substantivo é derivado do adjetivo ethik, que significa relativo aos costumes. O termo ética, etimologicamente, significa a ciência da moral.

Moral

O substantivo latino mores significa costume. Este substantivo deriva do adjetivo moralem, que significa aduaneiro. O termo significa a ciência da moralidade.

Do ponto de vista etimológico, estritamente, os dois termos, ética e moralidade, significam a mesma coisa: a ciência da moral.

A distinção atual entre moral e ética é artificial, mas baseia-se na sua utilidade inquestionável.

Moral

A moralidade é o conjunto de comportamentos, normas e valores que regem uma sociedade.

  • Conjunto de comportamento moral subjetivo, normas e valores
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História e Progresso: Filosofia, Ciência e Cultura

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História e progresso

Século XIX: descoberta da história do homem, da arte, das ciências e da sociedade. Comte: "saber para prever; prever para prover". Hegel: "A história é a realidade, a razão, a verdade e os seres humanos históricos."

Ideia de progresso

No século XIX predominou a ideia de que o desenvolvimento social se faria através das ciências e do aumento do conhecimento e do controle da sociedade. No século XX percebeu‑se que a história é descontínua e não necessariamente progressiva. Também se percebeu que:

  • cada sociedade tem sua própria história;
  • em cada sociedade os conhecimentos e práticas possuem sentidos e valores próprios;
  • não há transformação contínua, acumulativa e necessariamente progressiva da humanidade.
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Introdução à Lógica: Proposições e Silogismos

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Exercícios de Lógica

I. Identificação de Proposições

  1. É uma proposição, pois é uma frase declarativa e tem valor de verdade.
  2. Não é uma proposição, pois trata-se de uma pergunta e não tem valor de verdade.
  3. Não é proposição, pois trata-se de uma frase exclamativa, exprime emoção e não tem valor de verdade.
  4. É uma proposição, pois é uma frase declarativa e tem valor de verdade.

II. Validade de Silogismos

  1. a) Algumas crenças verdadeiras são conhecimento.
    Nenhum conhecimento é uma certeza.
    Logo, algumas crenças verdadeiras não são certezas.

    É válido, porque obedece a todas as regras.

  2. b) Qualquer liberal defende a economia de mercado.
    Alguns socialistas não são liberais.
    Logo, alguns socialistas não defendem a economia de

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Gettier e o Problema do Conhecimento como Crença Verdadeira Justificada

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Gettier

O texto apresentado aborda o problema de saber o que significa verdadeiramente conhecer. Tradicionalmente, o conhecimento proposicional foi definido como crença verdadeira justificada (CVJ). Segundo esta definição, para conhecermos uma proposição, temos de acreditar nela, ela tem de ser verdadeira e temos de possuir uma justificação adequada, ou seja, razões que apoiem a nossa crença.

À primeira vista, estas três condições parecem suficientes para existir conhecimento. No entanto, Edmund Gettier apresentou contraexemplos que mostram que podemos ter uma crença verdadeira e justificada sem que isso seja necessariamente conhecimento. O problema está relacionado com o acaso, também chamado sorte epistémica. Nestes casos,...

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Gettier e o Exemplo dos Celeiros: Crença Verdadeira Justificada é Conhecimento?

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Gettier e o exemplo dos celeiros

O texto apresentado aborda o problema de saber o que significa verdadeiramente conhecer. Tradicionalmente, o conhecimento foi definido como crença verdadeira justificada (CVJ). Segundo esta definição, para sabermos uma proposição, temos de acreditar nela, ela tem de ser verdadeira e temos de possuir uma justificação adequada para a aceitar.

À primeira vista, estas três condições parecem suficientes. No entanto, Edmund Gettier apresentou contraexemplos que procuram demonstrar que podemos ter uma crença verdadeira e justificada sem que isso constitua verdadeiro conhecimento.

O problema está no papel desempenhado pelo acaso ou pela sorte epistémica. Nos casos de Gettier, a pessoa possui razões para...

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Epistemologia: Estudo do Conhecimento e suas Teorias

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Epistemologia: o estudo do conhecimento

A epistemologia é a área da filosofia que estuda o conhecimento, procurando responder a questões como «o que é conhecer?», «qual é a origem do conhecimento?» e «será possível conhecer?». O conhecimento em causa é o conhecimento proposicional, ou seja, saber que algo é o caso.

A definição tradicional de conhecimento

A primeira grande resposta à pergunta «o que é conhecer?» encontra-se no diálogo Teeteto, de Platão. Nele, Sócrates mostra que saber não é apenas ter uma opinião verdadeira, já que um juiz pode ser persuadido por um orador e decidir corretamente sem saber realmente o que aconteceu. Teeteto propõe então que o saber é «opinião verdadeira acompanhada de explicação»....

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Teorias Sociológicas sobre o Estado e Controle Social

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**Durkheim: O Estado como Instrumento de Ordem Moral**
Para Durkheim, o Estado surge como um instrumento fundamental para a sociedade que cresce e se torna cada vez mais complexa. Ele não é antagônico ao indivíduo, pois foi o Estado que o emancipou, livrando-o do controle despótico e imediato dos grupos secundários, como a família, a igreja e as corporações profissionais, dando mais espaço para o desenvolvimento de sua liberdade.
Durkheim considerava o Estado como representante da sociedade, mas não somente das elites, e sim de todos os membros.
Para ele, o Estado era um órgão por excelência de disciplina moral.


**Weber: O Estado como Monopólio da Força Legítima**
Weber define o Estado como monopólio de uso legítimo da força
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