Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Fundamental II

A Metafísica de Aristóteles: Princípios e Causas

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Aristóteles (Séc. IV a.C.)

Nascido em Estagira, foi discípulo de Platão, embora tenha desenvolvido uma teoria oposta. Foi preceptor de Alexandre, o Grande. Sua reflexão não começou pela metafísica, mas pelo raciocínio, buscando compreender o "porquê" das coisas.

Metafísica: A Filosofia Primeira

Originalmente chamada de filosofia primeira, a metafísica examina as causas primeiras e os sentidos da existência. O termo surgiu posteriormente, indicando o que vai além da física e da natureza. Enquanto os povos primitivos explicavam a realidade através de mitos, os primeiros filósofos buscaram respostas na natureza (physis). Diferente das ciências particulares, que estudam causas específicas, a metafísica estuda as causas e os princípios...

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Análise da Apologia de Sócrates: Defesa e Filosofia

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A Defesa de Sócrates na Apologia

A filosofia exposta na Apologia consiste em uma admissão honesta da ignorância, baseada no princípio de que todo o seu conhecimento provém da consciência de nada saber, indo além da famosa frase: "Só sei que nada sei". Sócrates pede ao júri que não o julgue por suas palavras, mas pela verdade que elas carregam. Ele afirma que dirá em voz alta o que lhe passar pela cabeça, utilizando a mesma linguagem das assembleias, demonstrando ser um mestre da retórica, capaz de persuadir e dialogar com o júri.

Os Acusadores: Anito, Meleto e Lícon

  • Anito: Um proeminente ateniense que aparece no diálogo Mênon. Ele se ofende com Sócrates por este questionar a virtude e a educação dos filhos dos cidadãos atenienses.
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A Reforma Metodológica do Direito no Século XVI

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Chegados a esta fase da construção sistemática do direito, impõe-se uma remodelação dos instrumentos lógico-conceituais disponíveis em face da simplificação. As sutilezas da ciência jurídica dos comentaristas, além de desnecessárias, tornaram-se opressoras e desconfortáveis.

O instrumental mobilizado para o trabalho anterior pôde ser desmobilizado, permitindo o retorno à fundamentação de processos simples e naturais. Isso impulsionou o discurso jurídico do século XVI, que propôs a rejeição da complicada dialética aristotélica-escolástica e a adoção de uma dialética jurídica simplificada, natural e próxima do senso comum. Assim, um jurista alemão de meados do século XVI convidou a resolver os problemas de forma...

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Interpretação Lógica e Dialética Aristotélica no Direito

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2.2. A Interpretação Lógica

A interpretação lógica foi um processo hermenêutico aplicado inicialmente às Escrituras, representando um estado intermediário entre o literal e o espiritual.

A interpretação lógica surgia a partir do texto, mas considerava a expressão de uma ideia geral do seu autor, que estaria ainda presente em outras partes do seu trabalho. Assim, o texto deve ser entendido a partir da sua inserção no contexto. Essa integração permite isolar e extrair as ideias inspiradoras de cada contexto regulamentar, que constituem o suporte essencial para a interpretação de uma disposição especial.

A investigação sobre o propósito subjacente foi realizada através dos seguintes procedimentos:

  • Registros
  • Definição
  • Divisão
  • Analogia

Esses...

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A Teoria do Domínio Dividido no Direito Medieval

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  • A teoria da pluralidade de situações reais do direito medieval concebeu o domínio (direito sobre uma coisa) como algo que não pode ser exclusivo, podendo conviver com os demais titulares de direitos sobre a mesma coisa. Na realidade, as coisas, mesmo que de uma única substância, possuem vários serviços públicos, são suscetíveis a vários níveis de utilização consistentes entre si, e em cada um desses planos pode haver o direito absoluto de um indivíduo.

Embora o domínio sobre todos os lucros da coisa (propriedade) seja a situação real mais abrangente e esteja situada no nível superior, a capacidade de apreciar ou desfrutar de algum valor especial, se for suficientemente enraizada na coisa, ainda é uma forma de domínio com...

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A Imperfeição Individual e a Perfeição da Comunidade Medieval

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Capítulo III: Secções 11 e 12

11. Imperfeição Individual e Perfeição da Comunidade

Esta é uma das posições típicas da consciência medieval. É uma posição coerente, pois está ligada a profundas convicções antropológicas.

Vamos analisar três textos, localizados em três momentos distintos, embora em absoluta harmonia: Santo Agostinho, num período interessante entre o antigo e o protomedieval; Hugo de São Vítor, o filósofo e teólogo parisiense; e São Tomás de Aquino, na sua reflexão e sistematização final do século XIII.

Hugo de São Vítor e a Hierarquia da Comunidade

Para Hugo de São Vítor, a Hierarchia universitatis, com a sua terminologia que prontamente reduz a pluralidade à unidade, é central. Mesmo que a graça...

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O Contexto Filosófico de Platão: Influências Essenciais e Pensamento

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Contexto de Platão

A influência de Parmênides é notável em toda a filosofia grega posterior, incluindo Platão e Aristóteles. Ele declarou: "Nós precisamos de dizer e pensar que o ser é e o que não é." Somente desta forma se alcança a verdade. O Ser é uno, imutável, imóvel, indivisível, atemporal. As razões por trás desta descrição são puramente lógicas. O Ser é único porque, se houvesse dois seres, o que os diferenciaria? Seria o ser? Não, porque o que eles teriam em comum? Seria o não-ser? Também não, se não for, não pode ser por causa da diferença. Sendo assim, o Ser é um só. Além disso, não pode mudar: não se pode alterar o ser, ele já é, e como poderia mudar para o não-ser, se este não existe? O Ser...

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Marx e Hobbes: Materialismo, Práxis e a Origem do Estado

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Karl Marx: A Filosofia da Práxis e o Materialismo Dialético

Marx estabelece uma conexão intrínseca entre o marxismo e a vida real. Por um lado, ele reduz as teorias idealistas e as aspirações utópicas do socialismo, confrontando-as com os limites reais e concretos impostos pela análise da nova sociedade industrial. Marx renuncia à filosofia pura (teoria) para estudar filosoficamente a situação econômica, com o objetivo de transformá-la através da ação política. Sobre estas bases, o marxismo concebe a filosofia não como uma especulação teórica, nem como uma prática moral, mas sim como uma filosofia da práxis.

O Conceito de Materialismo

Para definir o materialismo, Marx recorre ao conceito de teologia da criação, que questiona...

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Vida em Sociedade e Cidadania

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Vida em Sociedade

Os seres humanos são sociais. Precisamos de viver em sociedade, juntos. Nascemos totalmente vulneráveis, impotentes, e o período de **criação** (muito longo) cria laços familiares muito profundos.

  • Para sobreviver: Se vivemos em grupos, a sobrevivência é mais fácil. Os seres humanos estão geneticamente programados para viver em sociedade, e não como algumas espécies animais que vivem sozinhas, e outras em grupo.
  • Para entrar em contato: Os seres humanos precisam se comunicar, é necessário. A capacidade de falar que nos distingue dos animais, os nossos sentimentos nos levam a chegar aos outros, a nossa inteligência se desenvolve apenas tendo contato com outras pessoas.
  • Para aumentar as nossas possibilidades: Através
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Discurso Argumentativo: Conceito, Estrutura e Tipos de Argumentos

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Conceito de Discurso Argumentativo

O discurso argumentativo responde à intenção comunicativa ou ao propósito de convencer ou persuadir. Em outras palavras, o orador busca produzir uma mudança de atitude ou opinião no receptor. A importância deste tipo de discurso reside na possibilidade de induzir, modificar, refutar ou estabilizar crenças ou ideias no alvo, visto que se assenta em pressupostos ideológicos e visões de mundo que lhe estão associados.

A Enunciação no Discurso Argumentativo

A enunciação deste tipo de discurso implica que os parceiros não partilham a mesma opinião sobre um determinado tópico. É importante notar que os conteúdos geralmente desenvolvidos na argumentação são controversos, ou seja, não há um consenso...

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