Anotações, resumos, trabalhos, provas e exercícios de Filosofia e ética de Ensino Médio

A Evolução da Arte: Do Neoclassicismo à Liberdade do Século XX

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Neoclassicismo: A Metafísica da Arte

A beleza neoclássica, segundo Kant, é altruísta, comunicativa e possui pretensão de universalidade. Na arte neoclássica, aplicam-se todas as regras razoáveis do bom gosto, estabelecendo o cânone estético.

Romantismo: Sublime, Paixão e Transgressão

A arte moderna subjetivou a experiência da beleza através do gosto, que anteriormente era regido pelo cânone da razão. O Romantismo adiciona a este conceito a paixão, levando à descoberta de uma nova dimensão: o sublime.

  • O espírito sublime invade o indivíduo violentamente, produzindo uma aniquilação diante da qual não se pode reagir.
  • O sublime justifica-se por si só, sem estar sujeito a regras ou medidas; a beleza torna-se algo terrível.
  • Apesar
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Filosofia: De Kant a Ortega y Gasset

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Confira uma análise detalhada dos principais conceitos de grandes pensadores da história da filosofia: Kant, Nietzsche, Marx, Rousseau e Ortega y Gasset.

Kant: A Ética Formal e o Imperativo Categórico

As teorias éticas anteriores a Immanuel Kant são consideradas éticas materiais, enquanto a proposta kantiana é uma ética formal. As éticas materiais definem um bem supremo (como a felicidade ou o prazer) e propõem um conjunto de regras de conduta para alcançá-lo. Segundo Kant, elas apresentam três defeitos principais:

  • São empíricas (a posteriori): Seus princípios são baseados na experiência, impossibilitando a formulação de leis universais.
  • Seus imperativos são hipotéticos: Dependem do desejo de alcançar o bem supremo (por
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Filosofia da Religião, Política e Sociedade

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Enigmas do Homem

Quem está indo? Onde está você? Onde você está?

Personagens da consciência religiosa

Sentimento de dependência absoluta (ou sentimento de criatura). O homem percebe que é uma criatura de Deus e que depende absolutamente de seu ser. Sentindo-se incompreendido (mistério) e com um sentido de reverência religiosa. Esta não é o "medo de ser punido por ser mau", mas a consciência de saber-se impuro diante de quem é a própria santidade. (Otto disse que a palavra "medo" é inadequada, mas não há melhor). Sentimento de amor.

Personagem do divino

Não podemos falar do divino diretamente, mas podemos falar sobre isso indiretamente:

  • Em correlação com o sentimento de "dependência absoluta", a majestade divina aparece como
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Nietzsche: Niilismo, Super-homem e a Vontade de Poder

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O Niilismo e a Superação dos Valores

O niilismo é caracterizado pela morte de um Deus monoteísta. Após sua morte, surge um homem possuído pelas virtudes divinas: o super-homem, cuja moral é forte e dominante, possuindo valores ascendentes. É o que dá sentido à terra (em oposição ao "velho" Deus). Após a sua crítica dos valores, Nietzsche começa a anunciar os novos valores, para os quais é necessário o processo histórico peculiar do niilismo do poder ocidental no século XIX. Nietzsche participou de sua filosofia de duas maneiras:

  • Negativo: como consequência da decadência ocidental e, portanto, fundamental.
  • Positivo: sobre como iniciar um novo homem e uma nova era.

O niilismo no homem ocorre em três etapas:

  • Na dúvida: a destruição
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Determinismo e Liberdade: Uma Análise Filosófica

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**Determinismo Cosmológico: O Destino**

Os estóicos viam a necessidade de descobrir o que está na ordem do cosmos para saber como nos comportarmos. Eles recorreram à doutrina de Heráclito de Éfeso, que dizia que tudo é explicado por algum motivo e, como o número de razões não pode ser infinito, deve haver uma razão principal. Segundo eles, a felicidade está ciente de que qualquer exterior está nas mãos do destino, tentando garantir a paz de espírito. Isto começa a abrir uma distinção entre dois mundos: a liberdade interior, que está em nossas mãos, e o mundo exterior, que não depende de nós.

**Determinismo Teológico: Predestinação**

Com a Reforma Protestante e a Contrarreforma Católica, dois novos fatores vieram agravar...

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Ética e Moral: Conceitos, Estrutura e Responsabilidade

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A Moral

Segundo Erich Fromm: "Na arte de viver, o homem é o artista e o objeto de sua arte".

O Homem Responsável por seus Atos

Um homem que pensa em uma dada situação, toma uma decisão e age de acordo com ela, é o autor daquela ação e deve responder por isso.

Liberdade e Escolha

Liberdade significa a capacidade de decidir e escolher entre várias opções possíveis, realizando ou não ações concretas em conformidade com os costumes e as normas de sua comunidade.

A Natureza Moral do Ser Humano

O ser humano é essencialmente e inevitavelmente um ser moral: quando o sujeito escolhe agir em conformidade com as normas assumidas, age corretamente (moral); quando decide livremente transgredi-las, age de forma errada (imoral). Não existe um ser...

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Filosofia: Nietzsche e a Genealogia da Moral e Mill

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Nietzsche: A Genealogia da Moral

Friedrich Nietzsche, um crítico contundente do judaísmo, do cristianismo e do nacionalismo alemão, apresenta em sua obra A Genealogia da Moral uma análise profunda sobre a origem dos conceitos de bem e mal. Educado para ser pastor protestante, Nietzsche abandonou a carreira religiosa para dedicar-se à filologia clássica.

O autor contesta a teologia moral tradicional, argumentando que a moralidade humana não pode ser explicada pela existência de seres superiores. O problema da moralidade divide-se em dois aspectos:

  • A Genealogia: Em que condições o homem começou a diferenciar o bem do mal?
  • A Avaliação: Qual o valor e o interesse por trás de nossas avaliações morais?

Nietzsche critica o utilitarismo...

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Descartes: Provas de Deus, Substância e o Problema Corpo-Alma

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Classificação das Ideias

  1. Acidentais: Ideias que vêm do exterior (experiência).
  2. Inatas: Ideias presentes na nossa mente antes da experiência.

A ideia de perfeição é uma ideia inata e, como Deus a colocou dentro de nós, torna-se uma prova da existência de Deus.

Argumentos para a Existência de Deus

Descartes apresenta dois argumentos principais para a existência de Deus, que derivam da análise do sujeito (o eu pensante). É comum adicionar um terceiro argumento, o Argumento Ontológico de Anselmo de Cantuária.

A Centralidade de Deus no Sistema Cartesiano

Deus é central para o sistema cartesiano por várias razões:

  1. Criação Contínua: As substâncias são mantidas em existência e movimento através de uma criação contínua, graças
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O Cogito e o Critério de Verdade em Descartes

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O Cogito e o Critério de Verdade

Segundo nível de certeza: "Eu sou"

Descartes adverte que há uma confiança maior nas evidências da matemática do que em outras verdades. No entanto, a certeza sobre a própria existência é algo que nem mesmo um gênio maligno, com poder de enganá-lo, poderia invalidar. Esta é uma evidência inegável: posso duvidar de tudo, mas não posso duvidar de que existo enquanto duvido. Se penso, se me engano ou se sonho, existo como uma "coisa que pensa".

Evitando mal-entendidos

Descartes expressa essa verdade com a célebre frase "Penso, logo existo" (Cogito ergo sum), que deve ser interpretada da seguinte forma:

  • "Penso": Possui um significado amplo, abrangendo qualquer atividade da mente (dúvida, sonho, ilusão)
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A Crítica da Metafísica Tradicional em Kant

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Crítica da Metafísica Tradicional

A metafísica é uma tendência natural e um conhecimento ilusório. Kant realiza uma crítica devastadora da metafísica dogmática, que procurou apresentar-se como ciência. Com base na teoria do conhecimento, mostra como a metafísica não é, nem pode ser, ciência, mas uma ilusão. Contudo, essa ilusão é inevitável, pois tem origem na natureza da razão humana. Daí a necessidade de uma crítica da razão e de uma vigilância constante contra esse impulso arraigado.

A Razão

Kant distingue uma terceira faculdade no homem: a razão. Ela não é uma faculdade cognitiva, mas serve para sistematizar o conhecimento, conferindo-lhe unidade. Essa unidade é uma necessidade profunda da razão humana, que tende...

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